PSDB protocola em comissões da Câmara requerimentos para convocação do ministro Aloizio Mercadante

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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O PSDB quer que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, compareça à Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre sua suposta participação no caso de dossiê sobre o então candidato ao governo de São Paulo José Serra, nas eleições de 2006. Para isso, o partido protocolou hoje (21/06/2011) três requerimentos em comissões técnicas da Casa para a convocação do ministro.
Os requerimentos dos tucanos foram apresentados na Comissão de Fiscalização Financeira e controle, pelo deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP); na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, pelos deputados Carlos Sampaio (SP) e Fernando Francischini (PR); e na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, pelo deputado Antônio Imbassahy (BA).
Também foram apresentados às comissões de Fiscalização Financeira e de Segurança Pública mais dois requerimentos de convite a Expedito Veloso, secretário adjunto na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, que teria admitido, em gravações obtidas pela revista Veja, que Mercadante seria um dos mentores do dossiê.
Nomeações no segundo escalão do governo geram expectativas em partidos aliados
Embora o governo pretenda substituir mais de quarenta cargos de segundo e terceiro escalão, ainda no primeiro semestre, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, alertou que a expectativa dos partidos aliados é maior que os ajustes que serão feitos.
“Nós não iremos atender a toda a expectativa. Os ajustes serão os absolutamente necessários. Não tem cabimento achar que haverá trocas significativas. Serão meramente ajustes. Este não é um governo de oposição, é de continuidade”, disse a ministra, que vem se reunindo com os partidos da base aliada desde a semana passada para identificar os pleitos.
Ideli disse que os ajustes estão sendo discutidos com os ministros das respectivas áreas. De acordo com ela há cargos a serem trocados no Ministério da Fazenda e de Minas e Energia. Além disso, há conversas sobre substituições em cargos de diretorias de bancos, no sistema elétrico e na Petrobras.
Segundo a ministra, os partidos aliados também terão que ser mais compreensivos com o governo em relação aos pedidos de liberação de recursos para emendas orçamentárias. “Todos os partidos têm uma expectativa, [são] emendas, solicitações de cargos. Nós estamos acolhendo e vamos buscar [atender] dentro das possibilidades”, disse a ministra.
Ideli afirma que ainda não há definição sobre quem vai ocupar cargo de líder do governo no Congresso
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse hoje (21) que ainda não há definição da presidenta Dilma Rousseff sobre um nome para exercer a liderança do governo no Congresso. Ideli Salvatti estranhou que haja uma “rebelião” do PMDB da Câmara, desgostosos com as informações não oficiais sobre o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) ser o escolhido para o cargo.
“Rebelião? Primeiro que não há nenhuma decisão em relação a Eduardo Braga. A presidenta ainda não decidiu a liderança do governo no Congresso e eu estou recebendo todas as bancadas. Já recebi o PR, o PTB. Daqui a pouco vou conversar com o PMDB da Câmara e do Senado”, disse.
A ministra, no entanto, afirmou que o governo tem pressa em chegar a um nome e que isso deve ocorrer nos próximos dias. “Imagino que teremos uma decisão em breve, até porque, em termos de Congresso, temos a decisão da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], que estamos praticamente no limite”. Sem a votação da LDO, os deputados e senadores não podem entrar em recesso em julho.
A ministra espera se reunir ainda esta tarde, no Palácio do Planalto, com as lideranças peemebistas da Câmara e do Senado. Mas os líderes da Câmara ameaçam não ir ao encontro, insatisfeitos com a escolha de Eduardo Braga. A “rebelião” do PMDB da Câmara teria como motivo a rejeição, por parte da presidenta, do nome do deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) para o cargo de líder do governo no Congresso.
“Se o PMDB da Câmara e do Senado quiserem vir separados, se tivermos que fazer reuniões separadas, de minha parte não tem nenhum problema. Volto a dizer que, em relação a liderança do governo no Congresso, não há definição”, afirmou.
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