Presidenta Dilma recebe proposta de instituições sobre benefícios fiscais

Presidenta Dilma recebe proposta de instituições sobre benefícios fiscais.Presidenta Dilma recebe proposta de instituições sobre benefícios fiscais.

A presidenta Dilma Rousseff recebeu na manhã desta segunda-feira (20/06/2011) proposta de criação de benefícios fiscais a empresas que ajudarem instituições com projetos de auxílio a pacientes com câncer e a pessoas com deficiência.

A proposta foi apresentada pelos presidentes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Paulo Marcelo Hoff; da Fundação do Câncer de apoio ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), Marcos Moraes; e da Associação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abificc), Aristides Maltez.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou da reunião e que apoia a proposta, foi incumbido pela presidenta Dilma de discutir o assunto com o Ministério da Fazenda.

Conselho de Segurança não representa a situação mundial atual, diz Joseph Deiss

Após audiência com a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (20/6), no Palácio do Planalto, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, defendeu a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, “questão muito importante ao Brasil”, e disse que todos os países-membros da ONU concordam que o Conselho “não representa mais a real situação do mundo atual”.

“Por não ser um país-membro, não posso fazer proposições”, ponderou Deiss. Entretanto, afirmou que “não é possível [o Conselho de Segurança] continuar com essa forma”. Na opinião do presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, para se chegar a um consenso é importante que os países respondam a cinco questões: quais serão os membros permanentes, com será a reforma, quantos membros permanentes e não-permanentes deverá ter o Conselho, como será a distribuição entre as regiões e o método de trabalho.

Além da reforma do Conselho de Segurança – um dos temas do encontro – Deiss informou que tratou com a com a presidenta brasileira questões ligadas à governança e agenda global, reforma do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e a atual situação política mundial, em especial no Norte da África e Oriente Médio.

“Esta é a prova da força, envolvimento e engajamento do Brasil nas Nações Unidas (…). O Brasil está presente em todas as mais importantes atividades das Nações Unidas. Nas questões de segurança, desenvolvimento e direitos humanos (…). Posso dizer que o dia foi muito produtivo”, afirmou.

Café com a presidente

Nós vamos contratar a construção de 2 milhões de casas e apartamentos até 2014″

A presidenta Dilma Rousseff dedicou o programa de rádio Café com a Presidenta, desta segunda-feira (20/6), para dar ênfase à segunda edição do Minha Casa, Minha Vida. Na entrevista, a presidenta Dilma assegurou que “vai ficar mais fácil, sim, comprar a casa própria”. Ela contou que a maioria dos dois milhões de casas e apartamentos vai ser destinada a pessoas que ganham até R$ 1,6 mil.

“Nós vamos contratar a construção de 2 milhões de casas e apartamentos até 2014. E a maioria dessas casas vai ser destinada a pessoas que ganham até R$ 1,6 mil, ou seja, aquelas pessoas de renda mais baixa. Nós estamos incluindo famílias que nunca puderam comprar sua casa ou apartamento porque ganhavam muito pouco. Todas as famílias querem ter uma casa própria, onde possam criar seus filhos, receber seus parentes, desenvolver seus laços afetivos com amigos, ter abrigo e ter segurança. É um sonho de cada brasileiro e brasileira.”

Dilma Rousseff informou que as famílias com renda mais baixa vão ter subsídio do governo para adquirir a moradia. “Elas só pagarão – essas famílias que ganham até R$ 1,6 mil – 10% da sua renda durante dez anos”, disse. E continuou: Para aqueles que ganham de R$ 1,6 mil a R$ 3,1 mil, vai ter juros menores e também uma parte o governo vai pagar. Isto significa que até R$ 23 mil, da casa, o governo pagará. Além disso, para as famílias que ganham entre R$ 3,1 mil a R$ 5 mil por mês, haverá juros mais baixos e um fundo que irá garantir o pagamento para os bancos.

Na entrevista, o apresentador Luciano Seixas, tomou como exemplo uma família com renda de R$ 500 por mês. E indagou: Quanto ela vai pagar de prestação na compra de uma casa de R$ 55 mil, por exemplo?

“Se a renda é de R$ 500, a prestação não pode passar de R$ 50 por mês. Outro exemplo: vamos supor uma família que tem renda de R$ 1,6 mil. A prestação vai ser, no máximo, de R$ 160 por mês. Prestações fixas, Luciano, não vão aumentar durante dez anos.”

Além das facilidades para o pagamento, a presidenta explicou que nesta edição do Minha Casa, Minha Vida, o governo determinou que as construções das casas ou dos apartamentos contemplem acabamentos como forma de assegurar “mais conforto e segurança aos moradores”. Por exemplo: as casas e os apartamentos vão ser maiores, mais espaçosos, com piso de cerâmica em todos os cômodos, e azulejos na cozinha e no banheiro, explicou.

“Também são casas modernas. Sabe por quê, Luciano? Porque nós vamos adotar o aquecimento solar térmico. O aquecimento solar dispensa o chuveiro elétrico, que é a parte mais pesada, quase 30%, na conta de luz. Então, nós temos aí também uma boa economia de dinheiro para a família que vai morar nessa casa do Minha Casa, Minha Vida.”

Outro ponto abordado na entrevista diz respeito à titularidade do imóvel por parte das mulheres. Agora, segundo a presidenta, a mulher que quer comprar sua casa pode fazer o contrato e receber a escritura do imóvel sem precisar da assinatura do marido. Acabou esse tipo de dependência. Outra novidade, disse, é que as famílias que vivem na zona rural também vão receber um financiamento, inclusive para a reforma da casa.

A presidenta também fez balanço da primeira parte do Minha Casa, Minha Vida: Até o final do ano passado, nós já fechamos contrato para construir 1 milhão de moradias. Agora nós vamos dar um salto: nós queremos construir 2 milhões de moradias. Nós vamos dar oportunidade para todos que querem conquistar a sua casa própria, para as populações de mais baixa renda e também para aqueles que constituem a nova classe média.

“E veja o que acontece: a construção de milhões de moradias movimenta as fábricas, o comércio e o mercado de trabalho. É um motor que dá impulso a toda a economia. Então, Luciano, não demora muito para a gente perceber que o investimento feito na área social rapidamente retorna em benefícios e oportunidades para toda a sociedade. E também uma coisa: o Minha Casa, Minha Vida é um programa que tem tudo a ver com o Brasil sem Miséria, porque garantir a casa própria é um passo também para que a pessoa tenha mais oportunidades na vida.”

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Redação do Jornal Grande Bahia
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