O pensamento político de Fernando Henrique Cardoso | Por Fernando de Barros e Silva

Nelson Mandela e Fernando Henrique Cardoso (FHC), durante conferência Ministerial de Genebra de 18 a 20 de maio de 1998.Nelson Mandela e Fernando Henrique Cardoso (FHC), durante conferência Ministerial de Genebra de 18 a 20 de maio de 1998.
Nelson Mandela e Fernando Henrique Cardoso (FHC), durante conferência Ministerial de Genebra de 18 a 20 de maio de 1998.

Nelson Mandela e Fernando Henrique Cardoso (FHC), durante conferência Ministerial de Genebra de 18 a 20 de maio de 1998.

Texto de Fernando de Barros e Silva FSP, (19/06/2011). Os Textos publicados com assinatura não traduzem a opinião deste blogueiro. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

O provocador cordial | Por Fernando de Barros e Silva

Aos 80, FHC se reinventa

Fernando Henrique Cardoso encontra no ativismo pela descriminalização da maconha uma forma de restituir a articulação entre atuação intelectual e carreira política. Ao buscar um arremate progressista para vida e obra, o ex-presidente delineia seu perfil entre “temperamento conciliador” e “pensamento conflitivo”.

Fernando Henrique Cardoso entra na sala de seu apartamento, no bairro paulistano de Higienópolis, cinco minutos depois do horário combinado. Gentil e suave, pede desculpas e explica que estava se despedindo do filho, que havia dormido lá.

Desde que Ruth Cardoso morreu, em 24 de junho de 2008, há três anos, FHC mora sozinho. Não mudou nada no lugar. Os filhos do casal (Luciana e Beatriz, além de Paulo Henrique) o visitam com frequência, vez ou outra dormem lá.

Fazia sol e frio na última terça pela manhã, quando ex-presidente recebeu a Folha de São Paulo para duas horas de conversa. Vestia suéter marrom-claro e calça de lã cinza. Carregava dois celulares, que deixou a seu lado, numa mesinha.

Quando ambos tocaram, ao longo da entrevista, ele desligou sem atender.
Logo de saída, disse que nunca deu bola para o próprio aniversário, mas que achou muito simpático o jantar na sexta-feira anterior, na Sala São Paulo, quando 400 convidados – entre políticos, empresários, banqueiros, ex-ministros, intelectuais, jornalistas e amigos – comemoraram os seus 80 anos. Comemoração antecipada – FHC é de 18 de junho de 1931, desde ontem um jovem octogenário.

O ex-presidente comentou que só não aproveitou inteiramente a homenagem porque está com diverticulite – uma inflamação no intestino. Não pode beber álcool e tem restrições alimentares. Foi medicado, tudo sob controle, diz, lembrando que foi essa a doença que desencadeou a morte de Tancredo Neves, em 1985. (Tancredo, na verdade, tinha um tumor benigno e morreu de septicemia – infecção generalizada – depois de ser operado, conforme a Folha revelou na época.)

FENÔMENO Na Sala São Paulo – uma espécie de Versalhes do tucanato, como alguém definiu -, no meio de tanta gente da elite paulista e seus agregados, quem causou frisson foi Ronaldo Fenômeno. Acompanhado pela mulher, Bia Anthony, passou não mais do que meia hora no salão – o suficiente para ser assediado por vários convidados. Vicky Safra, a mulher do banqueiro Joseph Safra, foi lá pedir um autógrafo ao ex-jogador. E a mulher do crítico literário Roberto Schwarz, Grecia, saiu correndo até a porta para tirar uma foto ao lado do ídolo quando ele já estava indo embora.

Ali, Ronaldo destoava e brilhava à sua revelia. “Ele é um cara muito agradável, muito afetivo. Mas não é populista. Não gosta desse oba-oba”, diz FHC sobre o Fenômeno. E completou: “A mulher dele ajuda muito também – é interessante, simpática, inteligente.”

O tucano ficou amigo do craque aposentado há pouco tempo, quando este ainda atuava pelo Corinthians. Visitam-se e até jogaram pôquer juntos, mas FHC diz que a mesa do Fenômeno não é para o seu bico. “Eu disse a ele: ‘Está maluco?! Eu aposto R$ 10, vocês são milionários!'”

O ex-presidente diz “jogar um poquerzinho com os amigos de vez em quando”. O historiador Boris Fausto e o cientista político Leôncio Martins Rodrigues, seus amigos de juventude, sempre participam da mesa, entre outros convidados. Brincalhão e gozador, FHC costuma desafiar os demais dizendo saber o jogo que cada um tem nas mãos. Não deixa de ser uma espécie de blefe ao contrário.

Intelectualmente, FHC também foi sempre um provocador. Intuiu cedo que o jogo da esquerda, da qual fazia parte (e da qual ainda se julga parte), era uma espécie de blefe. O tempo mostra que ele mais acertou do que errou conforme foi publicando as obras que o projetaram a partir dos anos 60.

CONFLITIVO Quase no fim da entrevista, FHC se definiu como uma pessoa “de temperamento conciliador e pensamento conflitivo”. A imagem é precisa para sintetizar sua atuação como político e sua força como sociólogo.

Entre um e outro, a relação é mais complementar do que se imagina. De certa forma, o político FHC “realizou” o que o intelectual escreveu – muito mais, por exemplo, do que Lula cumpriu o que falava até chegar à Presidência.

É irônico, também por isso, que FHC carregue como um estigma o “esqueçam o que escrevi”. Teria dito isso num almoço com empresários, em 1993, quando era ministro da Fazenda, de acordo com o relato de terceiros.

Grudou nele como símbolo do político que traiu o intelectual, apesar de FHC repetir que a frase não existiu (“nunca ninguém afirmou que tenha ouvido essa frase; é maldade pura”).

Pelo contrário, FHC não esconde o orgulho que tem da sua obra de juventude. Em termos teóricos, ele na verdade mudou muito pouco, justamente porque sempre foi muito pouco dogmático.

OPOSIÇÃO Sua mais recente intervenção como ideólogo do PSDB saiu pela culatra. Num texto chamado “O Papel da Oposição”, publicado em abril na revista “Interesse Nacional”, FHC escreveu que “enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais ou o povão, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos”.

O uso infeliz da expressão “povão” fez o mundo desabar sobre sua cabeça e interditou o debate. Para além do ato falho, no entanto, o texto identifica uma brecha de atuação para o PSDB na emergência de uma grande classe média que não se identifica com o PT de forma automática e tem demandas de consumo e cultura novas.

O jornalista pergunta: para cumprir esse papel o PSDB não teria que caminhar para a direita? Mais ainda, o PSDB não estaria condenado a ser o contraponto conservador do PT, uma espécie de Partido Republicano brasileiro?

FHC dá um jeito de dizer educadamente que as questões são equivocadas. E explica, começando por Marx: “O pressuposto de que, por definição, os mais pobres são os mais progressistas não é marxista. Marx dizia que eram os trabalhadores e os intelectuais que fariam a revolução, não os miseráveis. Ninguém está mais pensando em revolução hoje”.

E prossegue: “O pressuposto de que olhar para as classes emergentes te empurra para a direita não tem sustentação. A direita pode estar em outro lugar. Inclusive entre os mais pobres. Eu não escrevi aquele texto pensando em ideologia. Escrevi pensando na desconexão atual entre a sociedade e as instituições políticas. Como essa é uma sociedade com muita mobilidade, tem gente, ou muita gente, sem conexão.”

E conclui: “O Estado pode prender os mais pobres, pelo clientelismo. Como nós, do PSDB, não temos o Estado nas mãos, é mais difícil mexer nessas camadas. Mas tem muita gente que não está amarrada”. Os tucanos, então, não devem ser os republicanos ao sul do Equador?

FHC rebate: “Não concordo com aqueles que fazem analogia entre o PT e o Partido Democrata e o PSDB e os republicanos. Somos muito diferentes dos americanos. Os republicanos são conservadores e se assumem como tal. Há uma massa da população que quer ser conservadora. No Brasil, não tem isso. Quem for por aí está perdido. Não tem nem o pensamento, nem pessoas com essa predisposição. Você vai ter, isso sim, alianças entre setores que são dinâmicos e modernizadores. O agronegócio no Centro-Oeste e as camadas médias, por exemplo. Mas por que chamar isso de conservador, se é dinâmico e modernizador?”

“Não estou dizendo que não existam conflitos de classe aí. Mas é diferente do Partido Republicano. Ele é reacionário, é ideológico. No limite, é a favor da pena de morte. Aqui não tem essa coerência. Talvez essa sociedade que está se abrindo não possa mais ser descrita pelas categorias com as quais nós a pensamos no passado. O PFL [atual Democratas] poderia ser um partido liberal. Mas não é. Veja o prefeito de São Paulo, criou outro partido. É liberal? Não é nada. Os liberais brasileiros sempre foram estatizantes. São do Estado, clientelistas.”

SOCIÓLOGO Essas respostas explicitam um modo de pensar que remete ao sociólogo dos anos 60.

Primeiro, observar a realidade – o que parece óbvio, mas não é. Segundo, não usar categorias – sejam conceitos ou situações históricas – sem submetê-las ao crivo da realidade que se quer explicar.

O primeiro grande livro de FHC é “Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional”, sua tese de doutorado, de 1962. Tratava-se de entender, a partir do estudo da economia do charque, no Rio Grande do Sul, a complicada e aberrante convivência entre estes dois termos – capitalismo e escravidão. Quais são os nexos entre eles?

“A escravidão não poderia ser explicada sem referência à expansão do grande capitalismo”, disse FHC à Folha, numa entrevista de 1996. “Mas a história do Brasil não é uma cópia do que está acontecendo na Europa. Há uma singularidade. Ao mesmo tempo, ela não tem leis próprias: é derivada, subordinada, dependente. Do ponto de vista teórico, era o mesmo mecanismo que usei depois para discutir a dependência.”

DEPENDÊNCIA No mesmo ano, FHC começou a estudar o empresariado brasileiro. Em 1962, o mundo vivia o auge da Guerra Fria, polarizado em dois blocos, e os intelectuais da América Latina estavam sob forte impacto do êxito da Revolução Cubana.

O socialismo mais do que nunca fazia parte do horizonte histórico. A posição dominante na esquerda, encampada pelo Partido Comunista, rezava que, para atingir o reino sonhado, as nações periféricas precisavam antes fazer a sua revolução democrático-burguesa, a fim de derrotar as forças do atraso.

Entendia-se por isso a associação entre imperialismo e elites latifundiárias, que bloqueava a chegada do progresso – ou, como se dizia, o “desenvolvimento das forças produtivas”. A burguesia nacional era, portanto, aliada estratégica dos trabalhadores.

Quando publicou “Empresário Industrial e Desenvolvimento Econômico no Brasil” (1964), Fernando Henrique mostrou que, no mundo real, as coisas vinham funcionando de maneira bem diferente. A burguesia nacional já estava ligada ao imperialismo, “satisfeita com a condição de sócia menor do capitalismo ocidental”. Os pressupostos teóricos da esquerda eram fantasiosos.

CATASTROFISMO FHC passava a ser o grande adversário das teses catastrofistas em voga na época, segundo as quais países como o Brasil estavam condenados à estagnação e só teriam chances de se desenvolver fora dos marcos do capitalismo. Sociólogos como o americano André Gunder Frank e os brasileiros Theotonio dos Santos e Rui Mauro Marini, conhecidos como “dependentistas de esquerda” – hoje caídos no esquecimento -, partilhavam dessas ideias com razoável sucesso.

Em contraponto a eles, o livro que consagrou a teoria da dependência na versão fernandina seria um desdobramento das análises do “Empresário Industrial”.

Lançado em 1967, no Chile, em parceria com o argentino Enzo Faletto, “Dependência e Desenvolvimento na América Latina” reconhecia que a economia brasileira se industrializava e que não havia estagnação, apesar da inserção dependente do país na ordem global. Dizia ainda que essa dependência só poderia ser bem compreendida com a especificação histórica dos conflitos políticos internos de cada país e da sua relação com a política e a economia internacionais.

PRESIDENTE Faz sentido que a chegada à Presidência, em 1994, tenha sido vista como uma janela de oportunidade para o país adequar seu desenvolvimento – na verdade, retomá-lo depois da falência do nacional-desenvolvimentismo – à nova ordem mundial.

Na ocasião, o cientista político José Luís Fiori chegou a publicar, durante a campanha eleitoral, um ensaio no caderno Mais! que ficou célebre. Chamava-se “Os Moedeiros Falsos”, em referência ao romance de André Gide, do qual tirou a epígrafe: “Afinal, é preciso admitir, meu caro, que há pessoas que sentem necessidade de agir contra seus próprios interesses”.

Fiori dizia que FHC “resolveu acompanhar a posição de seu velho objeto de estudo, o empresariado brasileiro, e assumiu como fato irrecusável as atuais relações de poder e dependência internacionais. Deixou seu idealismo reformista e ficou com seu realismo analítico para propor-se como ‘condottiere’ da sua burguesia industrial, capaz de reconduzi-la a seu destino manifesto de sócia-menor e dependente do mesmo capitalismo associado, renovado pela terceira revolução tecnológica e pela globalização financeira”.

Esqueçam o que escrevi? Nunca! Exatamente o contrário.

Para FHC, em geral, os intelectuais têm dificuldades de compreender a política pois sofrem de deficit de realidade. Alguém de boa-fé negaria que o país que o tucano entregou a Lula era bem melhor do que o recebido por ele? “A maior injustiça que fazem comigo é me chamar de neoliberal. O que fiz foi reestruturar o Estado”, diz.

O ex-presidente vê seu governo como parte de um processo de avanços que começa na década de 1980. No resumo de FHC, os passos fundamentais da história recente do Brasil foram os seguintes: primeiro, o movimento que vai das Diretas-Já à Constituinte. A Constituição desenhou o arcabouço social do Brasil contemporâneo.

O segundo passo foi dado com Fernando Collor: “Abriu a economia, atabalhoadamente, mas abriu”. O terceiro passo foi a estabilização da moeda. O quarto, a reforma patrimonial do Estado. O quinto são as políticas sociais. “Isso é a história do Brasil recente. Esses são os pontos importantes. E há continuidade nisso, da Constituição para cá”, sustenta.

CEBRAP Entre a teoria da dependência e o Real, muita coisa aconteceu. Em 1969, cassado na USP, FHC fundou com outros professores o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), que iria se tornar, nos anos 70 e 80, o principal centro de estudos de corte progressista do país, além de celeiro de quadros intelectuais absorvidos por governos democráticos, a começar pelo de Franco Montoro em São Paulo, em 1982.

Participou da formulação da anticandidatura presidencial de Ulysses Guimarães, em 1973, e projetou-se como liderança da sociedade civil nascente que pressionava pelo fim do regime militar.

Em 1975, publicou “Autoritarismo e Democratização”, aproximando-se como intelectual do assunto que pautaria a década. Suplente de senador em 1978, assumiu o mandato em 1983, quando Montoro se elegeu governador.

Derrotado por Jânio Quadros na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 1985 – seu pior revés político -, foi senador até 1992. Fundou o PSDB em 1988 e foi chanceler de Itamar Franco por poucos meses, até assumir a Fazenda em 1993 e entrar para a história.

Apesar da trajetória incomum e brilhante, FHC diz ter sido “um presidente acidental”. O cargo – ele tenta convencer o interlocutor – nunca o obcecou.

Talvez com isso queira marcar um contraponto entre o seu jeito maleável de lidar com a política e os acasos da existência e a ideia fixa de uma vida inteira, encarnada por seu amigo José Serra. “Eu não sou um político tradicional, não vivo da política. E talvez nem para a política, na acepção weberiana, da vocação. O lado intelectual é forte em mim. O lado provocador, de arriscar, de flertar com posições de vanguarda.”

MACONHA Fernando Henrique vem desempenhando de um ano para cá um papel que não é nem o do intelectual, nem o do político, embora ambos nele convivam. Aos 80, adotou a causa da descriminalização da maconha e se tornou uma espécie de ativista global, pesquisando e discorrendo sobre o assunto mundo afora. O protagonismo no documentário recém-lançado “Quebrando o Tabu”, do diretor Fernando Grostein Andrade, deu a FHC uma nova notoriedade. Na prática, ele passou a se dirigir a uma geração que hoje tem 18 anos e estava nascendo ou engatinhava quando ele se elegeu presidente.

O engajamento de FHC nessa questão parece funcionar como um arremate progressista em sua biografia, em sintonia com o lugar que ele sempre quis ocupar.

“É um tema mais fácil para um político fora do jogo eleitoral, como eu, que nem político no sentido convencional sou”, diz. Para ele, seu partido, o PSDB, por ora deve ficar fora da discussão, para não atrapalhar: “As pessoas reclamam, dizem ‘ah, o PSDB não está dando apoio’, mas é melhor que não se meta. Se for se meter, vai se meter com o preconceito. Quando na sociedade houver uma coisa mais clara, opções reais, aí os políticos entram”. Ele acredita que a sociedade brasileira, conservadora nessa matéria, ainda não está madura para influenciar os políticos, e os políticos não vão na vanguarda. Esses, ele diz, entusiasmado, são “temas de vanguarda”, que “têm conexão” com a vida real.

“Anda comigo na rua para você ver se não tem”, provoca, quase brincando, depois de dizer que outro dia o porteiro de um prédio vizinho o abordou para elogiar sua posição.

SOCIALISTA Já é meio-dia e o jornalista pergunta se FHC algum dia foi, de fato, socialista. A resposta vem assim:

“Nunca fui militante no sentido estrito. Eu era estudioso. Na altura do seminário do Marx [entre os anos 50 e 60], ninguém era ligado a partido. E nunca me entusiasmei com a luta armada. Mas até hoje eu acho o sistema capitalista extremamente difícil de tragar. Pessoalmente, não aceito desigualdades. Tenho horror a prerrogativas.”

E exemplifica: “A mim me constrange, por exemplo, não entrar numa fila. Eu primeiro vou para a fila.

Depois alguém pode me tirar, mas eu vou. No instituto, eu fico na fila para entrar no elevador. Não suporto ‘entourage’. Ao contrário do que muita gente pensa, meu ser não é afim com esse sistema. Sou mais igualitário, como sentimento. Agora, sou realista.”

De certa forma, o político FHC “realizou” o que o intelectual Fernando Henrique escreveu – muito mais, por exemplo, do que Lula cumpriu o que falava até chegar à Presidência

“O pressuposto de que olhar para as classes emergentes te empurra para a direita não tem sustentação. A direita pode estar em outro lugar. Inclusive entre os mais pobres.”

“As pessoas reclamam, dizem ‘ah, o PSDB não está dando apoio’ [à descriminalização da maconha], mas é melhor que não se meta. Se for se meter, vai se meter com o preconceito.”

*Por Fernando de Barros e Silva.

*Com informação: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il1906201105.htm

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About the Author

Juarez Duarte Bomfim
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. E-mail para contato: [email protected]