Nações Unidas pedem investigação sobre direitos humanos na Síria

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Anúncio foi feito pela alta comissária da ONU sobre o tema, Navi Pillay; a ONU acredita que pelo menos 1,1 mil pessoas morreram desde o início dos protestos por democracia no país árabe.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu uma investigação sobre a violência política na Síria. Segundo a ONU, pelo menos 1,1 mil pessoas teriam sido mortas na repressão a protestos por democracia no país.

O escritório da ONU de Direitos Humanos quer uma pesquisa profunda sobre as alegações de “abusos generalizados cometidos pelas autoridades sírias, incluindo o uso excessivo da força contra civis, detenções arbitrárias e tortura”.

Munição e Atiradores

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a ONU afirma estar preocupada com relatos do uso de munição contra civis desarmados, incluindo franco atiradores e a circulação de tanques em áreas densamente povoadas.

Além do uso de munição, detenções arbitrárias estariam sido realizadas em grande escala pelas autoridades do país, indicando que até 10 mil pessoas teriam sido detidas desde meados de março. O relatório aponta ainda para o fato de defensores dos direitos humanos, ativistas políticos e jornalistas serem o principal alvo das prisões. Mulheres e crianças também haviam sido detidas.

Repressão

As autoridades da Síria já foram muito criticadas pela repressão sangrenta aos protestos, que fazem parte de uma série de levantes que estão ocorrendo desde o início do ano no Norte da África e no Oriente Médio.

O escritório destaca que diante da impossibilidade de enviar funcionários à Síria, as informações do relatório são baseadas em dados recebidos por parceiros da ONU, defensores dos direitos humanos, sociedade civil, mídia e até mesmo um pequeno número de vítimas e testemunhas da violência.

Segundo o relatório, os dados são motivos de grave preocupação e refletem uma “terrível” situação dos direitos humanos na Síria. Navi Pillay também renovou o pedido para que o governo sírio permita a entrada no país de uma missão do Conselho de Direitos Humanos.

*Com informação: Rádio Onu

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Redação do Jornal Grande Bahia
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