José Carlos Aleluia defende Estado voltado para saúde, educação e segurança e cobra posição de senadores baianos sobre MP das Obras Secretas

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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“O Democratas mantém os mesmos princípios e a determinação de construir uma nação onde o Estado seja regulador e não protagonista em áreas em que a iniciativa privada é mais competente e tem mais a contribuir com o Brasil”, explica o presidente do partido na Bahia, José Carlos, sobre o posicionamento político do Democratas diante da discussão que vem sendo travada na imprensa.

Para Aleluia, que ontem participou, ao lado do presidente nacional José Agripino Maia, da reunião do Comitê Executivo da Internacional Democrata Centrista – IDC Internacional, em Bruxelas, na Bélgica, e hoje está em Washington, capital dos Estados Unidos, em novo evento político, o entendimento do Democratas é que o Estado deve cuidar prioritariamente da educação, da saúde e da segurança dos brasileiros.

Como disse em entrevista ao jornalista Merval Pereira, do jornal O Globo, Aleluia ratifica que, a partir da criação da Frente Liberal “que viabilizou a transição pacífica dos governos militares, através da eleição de Tancredo Neves”, o então PFL e agora Democratas nunca pretendeu se situar à esquerda do espectro político, nem sequer se confundir com a social democracia.

“Na verdade, ocupamos um papel central na vida política do país, assegurando a convocação da Assembléia Constituinte, compromisso que havíamos assumido no processo de abertura; alertando a Nação para os retrocessos que a Carta inseria e corrigindo-os, quando se apresentou a oportunidade”, explica o ex-deputado federal, atualmente também presidente da Fundação Liberdade e Cidadania.

Mas, na avaliação de Aleluia, há um congestionamento de partidos, como se todo mundo jogasse pendurado na esquerda. “Virou moda dizer ‘sou de esquerda’. Mas não é isso que o brasileiro pensa”, diz. Para o presidente estadual do Democratas, o partido, embora tenha que ocupar o espaço que abriga a direita, deve evitar a adjetivação. “Mas não coloco objeção a companheiros que queiram colocar”, comenta.

Aleluia cobra posição de senadores baianos sobre MP das Obras Secretas

“A vergonhosa Medida Provisória 527, que institui o sigilo sobre os orçamentos das obras para a Copa e a Olímpiada, vai ser votada no Senado. Cadê os nossos senadores baianos que até o momento não se manifestaram sobre a execrável MP das Obras Secretas?”, questiona o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia.

O líder oposicionista espera que o trio de senadores baianos dessa vez tome uma posição que honre o voto dos eleitores da Bahia. “No escândalo do enriquecimento ilícito do ex-ministro Palocci, que consternou a nação, só um deles, depois de provocado, abriu a boca. Agora eles ganharam mais uma chance de deixar claro para a população baiana de que lado eles estão. Se é o da transparência no trato da coisa pública ou o do obscurantismo que tantas facilidades criam à corrupção”.

Aleluia afirma que não é contra a Copa nem contra a Olimpíada, muito menos contra os investimentos. “Mas a transparência, a prestação de contas, é uma coisa fundamental no governo. Em qualquer lugar do mundo as pessoas cobram transparência. E no Brasil está se fazendo o contrário, embora transparência fosse a palavra mais usada pelo PT quando estava fora do poder”.

Para o presidente democrata, o Senado Federal existe como casa revisora. “É a última instância para estancar os absurdos que, às vezes, a Câmara dos Deputados comete. Eu espero que o trio de senadores baianos cumpra suas prerrogativas senatoriais. Qualquer manual de política prática coloca com clareza a necessidade de prestar contas. Qualquer governo tem que prestar contas. Tem a obrigação de dizer de onde vem e para onde vai o dinheiro. Não adianta ficar fazenda apenas festa para lançar plano A e plano B, e gastar às escondidas o dinheiro público”.

Para o presidente democrata, o Senado Federal existe como casa revisora. “É a última instância para estancar os absurdos que, às vezes, a Câmara dos Deputados comete. Eu espero que o trio de senadores baianos cumpra suas prerrogativas senatoriais. Qualquer manual de política prática coloca com clareza a necessidade de prestar contas. Qualquer governo tem que prestar contas. Tem a obrigação de dizer de onde vem e para onde vai o dinheiro. Não adianta ficar fazendo apenas festa para lançar plano A e plano B, e gastar às escondidas o dinheiro público”.

Redação do Jornal Grande Bahia
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