Estelionato político

Aeroporto João Durval, em Feira de Santana.
Aeroporto João Durval, em Feira de Santana.

O estelionato que o governo sinaliza querer praticar com o PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – na Cidade Princesa e região é cruel e com certeza vai desestabilizar a economia, tornando inviável o crescimento da indústria e comércio da região.

Nos últimos anos pudemos observar, em todos os veículos de comunicação do país, artigos vinculados à corrupção na política, omissão e negligência do poder público. Ouvimos todo tipo de promessas que sabemos não possuir qualquer responsabilidade quanto a sua realização, na realidade só servem de uma grande propaganda fantasiosa, sem a mínima possibilidade de serem realizadas.

Para nosso constrangimento é na política, que deveria ser algo muito mais sério, que ocorrem os fatos mais escabrosos envolvendo não somente nossas vidas, mas também as gerações futuras. Neste segmento, tudo na maioria das vezes se transforma em um grande estelionato, gerando um quadro de incertezas e de desequilíbrio para a sociedade.

Infelizmente em Feira de Santana, estas práticas ainda acontecem de forma muito marcante e ameaçadora. O estelionato que o governo sinaliza querer praticar com o PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – na Cidade Princesa e região é cruel e com certeza vai desestabilizar a economia, tornando inviável o crescimento da indústria e comércio da região.

A reforma do aeroporto Governador João Durval Carneiro, a duplicação da Avenida Eduardo Fróes da Mota – Contorno – e a pavimentação da Noide Cerqueira, seguimento da Avenida Getúlio Vargas, são as principais evidências do estelionato político praticado pelo Governo através do PAC na Cidade Princesa. Nenhuma destas obras foi iniciada, sequer estão no papel.

Completando este “pacote” de insensatez, melhor dizendo, de falta de compromisso e respeito para com o cidadão, ocupam também lugar de destaque as promessas de urbanização e saneamento básico das diversas lagoas existentes no município, principalmente a Lagoa Subaé, Lagoa Salgada e a Lagoa Grande, retomada da construção do Centro de Convenções, entre outras “promessas” que sabemos, também não serão realizadas.

Infelizmente, a triste realidade desta situação é bem mais cruel para com os anseios do cidadão feirense. Segundo pronunciamento do vereador feirense Justiniano França, em recente reunião no SINDFEIRA – Sindicato dos Hotéis e Restaurantes de Feira de Santana: “estamos perdendo a possibilidade de sermos sub-sede da copa do Mundo de 2014, por decisões meramente políticas. Alegam falta de um bom aeroporto, vias públicas mais adequadas, infra-estrutura – tudo isto que não foi construído pelo atual Governo – e bons hotéis”.

Ainda segundo Justiniano França: “para atender a demanda proporcionada pela Copa do Mundo, seria necessário construir uma segunda pista no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador, o que vai gerar um custo superior à reforma do aeroporto de Feira de Santana. A pista do aeroporto Governador João Durval possui 1.500 metros, enquanto a do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, 1.300 metros.”

Todos estes argumentos supracitados nos levam ao seguinte questionamento: por que e para que o eleitor feirense elegeu, nas últimas eleições, os políticos de Feira de Santana?

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