Em entrevista, Gildásio Penedo fala sobre a importância da imprensa, orientação partidária no PSD e deputados estaduais que aderem

Gildásio Penedo: Quem quiser ficar no partido, tem que ficar pelo convencimento, pela livre e espontânea vontade, e não pela pressão.Gildásio Penedo: Quem quiser ficar no partido, tem que ficar pelo convencimento, pela livre e espontânea vontade, e não pela pressão.
Gildásio Penedo: Quem quiser ficar no partido, tem que ficar pelo convencimento, pela livre e espontânea vontade, e não pela pressão.

Gildásio Penedo: Quem quiser ficar no partido, tem que ficar pelo convencimento, pela livre e espontânea vontade, e não pela pressão.

Durante lançamento do PSD (Partido Social Democrático) em Feira de Santana, o deputado estadual Gildásio Penedo (ex-DEM) concedeu entrevista ao Jornal Grande Bahia, onde discorre sobre: a importância da imprensa no processo democrático, orientação partidária no PSD e deputados que aderem ao partido.

“É por isso que nesse momento há de fato um sentimento, que é um pouco do sentimento que existe na classe politica, de açodamento, de enfraquecimento da atividade parlamentar.”

Jornal Grande Bahia – Como o senhor analisa a participação da imprensa no processo político em Feira de Santana?

Gildásio Penedo – Eu acho extremamente decisiva. Comenta-se muito no meio político a força que os veículos de comunicação em Feira de Santana, desde jornais, rádios, blogs, principalmente, essa nova vertente de atuação, que não deixa de ser um momento importante de fortalecimento da democracia, possibilitar os contraditórios, ouvir as diferenças e evidentemente transmitir ao púbico a sua avaliação, e que o eleitor, o cidadão feirense e toda região possa fazer suas avaliações cabíveis e tenha a capacidade. O importante é informar, e eu acho que vocês estão fazendo isso muito bem.

JGB – Como o senhor espera que as bancadas de parlamentares sigam orientação da direção do PSD, já que eles não têm a obrigatoriedade da fidelidade?

Gildásio Penedo – É justamente isso que quer se implantar. Quem quiser ficar no partido, tem que ficar pelo convencimento, pela livre e espontânea vontade, e não pela pressão. Infelizmente eu acho que tem que ter limites a questão da legislação eleitoral, infelizmente da forma como está, com o aumento concebido, eu lhe digo, por exemplo, um dado muito simples, um parlamentar, ou um mandatário do cargo eletivo, ao ser eleito por um partido, da forma que está ele não pode sair mais nunca do partido. Ninguém pode ficar de eternamente, nem casamentos são eternos, desde que haja boa vontade, interesse de você continuar no partido. Então, na vida é assim, na vida amorosa, na empresa, no negócio, no trabalho e na amizade, só há interesse quando há interesses de convergências

Infelizmente a legislação eleitoral acha uma forma de coibir os excessos, acabou limitando demais. E a única forma legal, inclusive que a popularização permite, é quando há criação de um partido novo. É por isso que nesse momento há de fato um sentimento, que é um pouco do sentimento que existe na classe politica, de açodamento, de enfraquecimento da atividade parlamentar. Até por que nós sabemos que na nossa realidade politica, o cidadão vota na pessoa, no politico, e muitas vezes se você fizer um questionamento partidário, em relação quais são esses ou aquele partido, nós temos um processo muito desmistificado no Brasil. Então, eu cacho que é uma forma de convencimento, e quem ficar no partido tem que ter a disposição de ficar, ninguém será obrigado a casar com aquilo que não está querendo no momento.

JGB – Mas, então o seu partido PSD, ele não vai impor orientação partidária nas votações?

Gildásio Penedo – Lógico que sim. Nós iremos trabalhar no sentido de poder ouvir as divergências, mas de coincidir com o sentimento da maioria. Agora se o partidário não está satisfeito com aquele sentimento da maioria, ele terá o direito de partir para outros caminhos. Agora, evidentemente que nós iremos trabalhar no sentido de ganhar o parlamentar, ganha-lo pelo convencimento, e não pela forma autoritária de impor, e pelo fato dele estar no partido, ele ser obrigado a isso e aquilo. Se ele não estiver bem, ele terá o direito de sair como entrou.

JGB – O PSD da Bahia poderá contar com quantos e quais Deputados Federais?

Gildásio Penedo – Serão cinco Deputados Federias: Edson Pimenta, José Carlos Araújo, Fernando Torres, Paulo Magalhães e José Nunes Soares.

JGB – No âmbito estadual, o partido espera contar com quantos deputados e quais?

Gildásio Penedo – A expectativa já manifestada já tem dez deputados estaduais.  Gildásio Penedo, que sou eu, Rogério Andrade, Adolfo Menezes, Ângelo Coronel, Carlos Ubaldino, Alan Sanches, Timóteo Brito, Ivana Bastos, Maria Luiza Láudano. São dez deputados estaduais que haverão de firmar e que já manifestaram interesse de seguir com esse novo projeto politico no Brasil e na Bahia através do PSD.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).