Em entrevista exclusiva, deputado Carlos Geilson fala sobre: RMFS, direito de greve, critica Wagner, Dilma e a Via Bahia

Carlos Geilson: por que Wagner não gosta de Feira de Santana? E ao que parece não só de Feira. Mas da região. Tanto que mandou para a assembleia um projeto caolho.Carlos Geilson: por que Wagner não gosta de Feira de Santana? E ao que parece não só de Feira. Mas da região. Tanto que mandou para a assembleia um projeto caolho.
Carlos Geilson: por que Wagner não gosta de Feira de Santana? E ao que parece não só de Feira. Mas da região. Tanto que mandou para a assembleia um projeto caolho.

Carlos Geilson: por que Wagner não gosta de Feira de Santana? E ao que parece não só de Feira. Mas da região. Tanto que mandou para a assembleia um projeto caolho.

Em entrevista exclusiva a Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia, o deputado estadual pelo PTN, Carlos Geilson, dispara a metralhadora da critica na direção dos governos estadual e federal, afirmando:

“Desse modo são todos esses casos, todos esses itens que fazem com que venhamos fazer o questionamento, por que Wagner não gosta de Feira de Santana? E ao que parece não só de Feira. Mas da região. Tanto que mandou para a assembleia um projeto caolho, com apenas seis municípios, para compor a nossa região, que a gente sabe que é o mínimo do mínimo, por que Feira não se prende apenas a seis, nem a 16. Feira é muito maior em termos de região, mas o governo entende que a região metropolitana deveria ser criada com apenas seis municípios.”

Jornal Grande Bahia – A aprovação da Região Metropolitana de Feira de Santana (RMFS) foi satisfatória para o senhor?

Carlos Geilson – Não! Não ficou satisfatório por que eu entendo que a região metropolitana de Feira deveria ser constituída de acordo ao projeto original do ex-deputado Colbert Martins Filho, com 16 cidades e não apenas com as seis que o governo entendeu que deve ser.

O governo tem seis meses para implantação da RMFS, para normatilizar, e a partir daí, vai ser a nossa luta para incluir os outros municípios que ficaram de fora. O governo tem a esmagadora maioria na assembleia, mas vamos continuar com a nossa luta de fazer justiça aos municípios que ficaram de fora, por que a região metropolitana com benefícios que podem vir é uma forma de diminuir as desigualdades sociais.

Agora, por exemplo, São Paulo está criando a quarta região metropolitana. E o mote do governador Geraldo Alckmin é justamente diminuir as desigualdades sociais.

JGB – Mais de 60 dias de greve dos professores das universidades públicas estaduais. Cidadãos prejudicados de sobremaneira. Qual o limite entre o direito do funcionário público protestar e do cidadão ter o seu serviço prestado?

Carlos Geilson – Por parte do professor a manifestação é justa, legitima e digna por melhores salários. O governo é que foi muito radical na forma de conduzir o diálogo. Tanto que em apenas 19 dias de greve cortou salários, coisa nunca vista antes na Bahia, até por outros governos tidos como governo mais duros, e de direita.

O governo que se diz de diálogo, não usou essa forma para fazer com que se chegasse a um bom termo. O congelamento dos salários nos próximos quatro anos também dificulta o diálogo e o governo não queria abrir mão.

E você sabe que numa greve não se ganha tudo que você quer, e o governo também cedeu da forma como poderia ceder. Eu acho que ficou no meio termo e, ficou de bom tamanho. Eu só lamento o prejuízo de mais de dois meses sem aula, que prejudica sobremaneira, especialmente, os estudantes que estão próximos agora de uma formatura, que é tão sonhada e esperada por quem está nessa situação.

JGB – O senhor tem feito uma crítica bastante veemente com relação a postura do governador Wagner, com relação principalmente ao município de Feira de Santana. Quais fatos concretos o senhor apontaria para demonstrar o desrespeito, a pouca atenção do governador com relação ao município de Feira de Santana?

Carlos Geilson – O rabecão, por exemplo, aqui da Polícia Técnica de Feira de Santana, um está quebrado e um carro está sem freio, com risco de acidente. O Centro de Convenções, o governador realizou as obras e até agora não botou uma colher se cimento se quer.

O nosso aeroporto não funciona, a segurança pública, delegacias sem viaturas, a 2ª Delegacia, por exemplo, não tem viaturas para o policial fazer investigação, o seu trabalho investigando crimes.

Desse modo são todos esses casos, todos esses itens que fazem com que venhamos fazer o questionamento, por que Wagner não gosta de Feira de Santana? E ao que parece não só de Feira. Mas dá região. Tanto que mandou para a assembleia um projeto caolho, com apenas seis municípios, para compor a nossa região, que a gente sabe que é o mínimo do mínimo, por que Feira não se prende apenas a seis, nem a 16. Feira é muito maior em termos de região, mas o governo entende que a região metropolitana deveria ser criada com apenas seis municípios.

JGB – O Jornal Grande Bahia foi um dos poucos veículos a se colocar contrário ao processo de privatização das rodovias, dizendo que esse modelo não iria trazer uma solução e iria acarretar maiores custos. Como é que o senhor está vendo hoje?

Carlos Geilson – O jornal está coberto de razão, porque aumentou os custos e o problema não foi resolvido. O número de acidentes aumentou. A Via Bahia, não resolveu o problema dos buracos, tenta enganar apenas com serviço de roçagem, mas asfaltos de qualidade, bons mesmo, só entornam das Praças de pedágio, a partir daí, o asfalto continua como antes, ruim.

JGB – O ex-presidente Lula veio a Feira de Santana, prometeu a duplicação do anel do contorno. A presidente, Dilma, veio aqui, ainda enquanto ministra, prometeu a duplicação do anel do contorno e hoje os funcionários públicos federais, representantes da ANTT e falam, que efetivamente não se tem uma solução definitiva. Como o senhor vê essa questão?

Carlos Geilson – Tem sido um cavalo de batalha não só de Lula e Dilma, mas de outros presidentes também, que sempre quando vieram a Feira de Santana, não foram verdadeiros. Tentaram conquistar o povo usando esse mote de promover a duplicação do anel do contorno,  que é um anseio da sociedade feirense. Pelo visto, é uma coisa que a gente vai ter que continuar sonhando e esperando que Deus toque no coração de quem governa a nação.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).