Em entrevista, Carlos Brito diz que ciclovias foram projetadas, outras serão recuperadas e que Estado deve providenciar interligação com rodovia

Em entrevista, Carlos Brito diz que ciclovias foram projetadas, outras serão recuperadas e que Estado deve providenciar interligação com rodovia.
Em entrevista, Carlos Brito diz que ciclovias foram projetadas, outras serão recuperadas e que Estado deve providenciar interligação com rodovia.
Em entrevista, Carlos Brito diz que ciclovias foram projetadas, outras serão recuperadas e que Estado deve providenciar interligação com rodovia.
Em entrevista, Carlos Brito diz que ciclovias foram projetadas, outras serão recuperadas e que Estado deve providenciar interligação com rodovia.
Em entrevista, Carlos Brito diz que ciclovias foram projetadas, outras serão recuperadas e que Estado deve providenciar interligação com rodovia.
Em entrevista, Carlos Brito diz que ciclovias foram projetadas, outras serão recuperadas e que Estado deve providenciar interligação com rodovia.

O secretário de Planejamento de Feira de Santana, Carlos Alberto Oliveira Brito, concede entrevista exclusiva ao diretor do jornal Grande Bahia, Calos Augusto e discorre sobre os projetos de intervenção no sistema de mobilidade de Feira de Santana. Dentre outros aspectos, ele afirma que que a cidade necessita de R$ 100 milhões para resolver os problemas de trafegabilidade.

Brito explica que a interligação da Avenida Noide Cerqueira com a BR-324 é de responsabilidade do governo do Estado da Bahia e que a expansão e a urbanização da avenida também são de responsabilidade do governo Wagner.

“Porque hoje nós temos condições de mostrar todos os gargalos numa área central. Agora é preciso de mais de 100 milhões para resolver. Buscar onde e como? Mas, nós temos que deixar os projetos prontos, e quando a prefeitura de Feira tomar uma dimensão financeira de cidade grande, por que infelizmente a Feira só tem grande o tamanho, seu orçamento é insignificante para as necessidades demandadas.”, diz Carlos Brito.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Secretário Carlos Brito, o senhor apresentou projetos, que foram conjunto de obras, principalmente na questão da mobilidade. Na perspectiva ilustrada, não foi perceptível a construção de ciclovias. Ciclovias foram pensadas?

Carlos Brito – Sim. Nós temos grandes ciclovias projetadas, porque a maquete não ficou pronta integralmente. Nós tivemos que apresentar hoje uma maquete conjunta. A requalificação da Getúlio Vargas, e ali está uma grande ciclovia, que vai da Avenida de Contorno até o centro de abastecimento.

Nós temos outras ciclovias, que é a reinstalação, recuperação. Na realidade, o projeto original já contemplava uma ciclovia na João Durval Carneiro, e também na Presidente Dutra. São três grandes eixos, e nós vamos apresentar na próxima etapa essas ciclovias, para serem implementadas.

JGB – Na perspectiva ilustrada também, ficou perceptível que não existe acostamento no prolongamento da Avenida Noíde Cerqueira. Existe acostamento?

Carlos Brito – Ah, existe! É porque isso foi uma maquete eletrônica feita, mas o prolongamento da Avenida Noíde Cerqueira tem projetada uma caixa de rua maravilhosa. E terá acostamento, passeios, vai ter um passeio central, a parte para a pessoa fazer caminhadas, vai ter realmente tudo. Na maquete, não tem [a projeção do acostamento], realmente você tem razão, a percepção é que não existe. Mas nós vamos ter um passeio de mais de 2,5 metros.

JGB – O senhor também está colocando essa ligação da extensão da Noide Cerqueira com a BR-324. Esse tipo de ligação foi combinado, foi apresentado o projeto a Via Bahia? O senhor também colocou que era necessário diminuir o fluxo de veículos na Getúlio Vargas. Essas questões foram devidamente pensadas?

Carlos Brito – Não. Primeiro esse projeto, ideia da concepção dele, a gente sabe que é uma via urbana. O Estado da Bahia assumiu esse projeto. Lógico que nossa responsabilidade foi entregar o projeto a eles pronto.

Nós não tínhamos a perspectiva de fazer a interseção na BR-324, já que ali é uma via pedagiada. Então, como a gente não vai executar, isso é uma função do Estado, de construir 3 ou 4 equipamentos, viadutos, ou rotatórios, eu acho que serão viadutos, para fazer essa perfeita integração.

JGB – Qual a previsão de inicio das obras?

Carlos Brito – Com relação ao inicio das obras, previsão eu não posso ter. Vamos fazer cartas consultas. A parte de passarelas eu acredito que sai talvez em seis ou sete meses, por que depende da nossa negociação e do nosso poder de convencimento também. Mas o que nós fizemos, a secretaria fez, o governo fez, foi fazer um registro [projeto] para gente realmente buscar os recursos. Sem projetos não há recursos.

JGB – O senhor falou de engenheiros de obras prontas. Foi uma alto-crítica, por que o senhor quando iniciou o planejamento dos viadutos no governo passado não fez um estudo profundo?

Carlos Brito – Não, muito pelo contrário. Se você quiser eu tenho disponível todo o estudos dos tráfegos dos viadutos. Todos os viadutos foram estudados, tráfegos de veículos. Nós fizemos um plano diretor de trânsito.

Esse viaduto, por exemplo, João Durval com a Presidente Dutra, ele foi inviabilizado porque a contagem do trafego mostrou que teria conflitos. E não tinha sentido numa pista daquela colocar semáforo ali. Quando nós colocamos semáforo na Getúlio Vargas, nós demos valor à vida das pessoas, por que ali tem um fluxo de pessoas muito grande, não tinha uma passarela próxima.

Mas, todos os estudos foram feitos e deram inviáveis, em função de ter que desapropriar, derrubar muita coisa e tecnicamente não iria resolver. Então, o que aconteceu com os outros equipamentos, todos tiveram estudo de trafego e tudo estudado detalhadamente.

JGB – O senhor apresenta um design novo para as passarelas, embora em Feira de Santana, exista a passarela Conceição Lobo, na Cidade Nova, que tem um padrão das mesmas passarelas de Salvador. São passarelas plenamente aprovadas do ponto de vista arquitetônico de acessibilidade constritiva. O senhor acredita que a melhor solução é uma nova alternativa arquitetônica?

Carlos Brito – A alternativa, primeiro é que a Conceição Lobo tem mais de 30 anos que foi feita. Hoje a realidade se você coloca uma com aquela rede talhada, se você não coloca uma rede daquele, vai encher de camelô. Se você cobrir para proteger da chuva, com três meses ou quatro, se por Deus não tiver força, vai encher de camelô.

Você olha aquela passarela projetada para a rodoviária [Avenida presidente Dutra], ela é aberta, ela possui uma rede em cima, justamente para evitar que o camelô vá morar. O que depois para tirar não é fácil.

O objetivo é exatamente a gente buscar alternativas já que nós fizemos um diagnóstico que iremos apresentar muito bem. Um diagnóstico do tecido urbano de feira de Santana. Porque quando eu falo engenheiro de obras prontas, o que existe, o crítico é bem vindo, a crítica é bem vinda, agora crítica com dados concretos.

Porque hoje nós temos condições de mostrar todos os gargalos numa área central. Agora é preciso de mais de 100 milhões para resolver. Buscar onde e como? Mas, nós temos que deixar os projetos prontos, e quando a prefeitura de Feira tomar uma dimensão financeira de cidade grande, por que infelizmente a Feira só tem grande o tamanho, seu orçamento é insignificante para as necessidades demandadas.

Sobre as obras de intervenção

O projetos que foram apresentados no Parque do Saber em Feira de Santana, no dia 22 de junho de 2011 preveem: a construção de dois novos viadutos entre as avenidas Maria Quitéria e Presidente Dutra e Avenida Eduardo Froes da Motta e Rua Bartolomeu Gusmão; três passarelas nas Avenidas Presidente Dutra, José Falcão da Silva e Rua Olimpo Vital; e a extensão das Avenidas Noide Cerqueira, Francisco Fraga Maia e Ayrton Senna. O orçamento para construção dos equipamentos tem previsão de investimentos de R$ 45 milhões, provenientes de convênio a ser celebrado entre a Prefeitura de Feira de Santana e a Corporação Andina de Fomento (CAF).

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Sobre Carlos Augusto 9512 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).