Diretoria da Via Bahia apresenta projeto de R$ 350 milhões para desafogar o fluxo de veículos no Anel de Contorno de Feira de Santana

Durante audiência pública foi apresentada proposta de alça de ligação entre as BR’s 116 e 324 com objetivo de melhorar o fluxo de veículos entres as rodovias e desafogar o fluxo de veículos no Anel de Contorno de Feira de Santana.
Durante audiência pública foi apresentada proposta de alça de ligação entre as BR’s 116 e 324 com objetivo de melhorar o fluxo de veículos entres as rodovias e desafogar o fluxo de veículos no Anel de Contorno de Feira de Santana.
Durante audiência pública foi apresentada proposta de alça de ligação entre as BR’s 116 e 324 com objetivo de melhorar o fluxo de veículos entres as rodovias e desafogar o fluxo de veículos no Anel de Contorno de Feira de Santana.
Durante audiência pública foi apresentada proposta de alça de ligação entre as BR’s 116 e 324 com objetivo de melhorar o fluxo de veículos entres as rodovias e desafogar o fluxo de veículos no Anel de Contorno de Feira de Santana.

O deputado estadual Zé Neto (PT), líder do Governo e da Maioria na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), promoveu Audiência Pública, na manhã desta sexta-feira (17/06/2011), na Câmara de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana, com objetivo de avaliar a situação da BR 324 e 116, sob domínio do Consórcio Via Bahia.

José Carlos Narvas, superintendente do Consórcio Via Bahia, surpreendeu ao falar que apresentou um projeto de R$ 350 milhões à ANTT, com objetivo de ligar as BR 324 e BR 116. “Desenvolvemos um projeto de alça de ligação entre as BR’s com objetivo de melhorar o fluxo de veículos entres as rodovias e desafogar o fluxo de veículos que transita pelo Anel de Contorno de Feira de Santana.”.

O detalhe é que este projeto de Alça Rodoviária não consta entre as obrigações contratuais da Via Bahia com o Governo Federal. A aprovação e os recursos necessários à construção deste acesso dependem unicamente do governo federal.

É importante notar que Feira de Santana conta no Congresso Nacional, com os deputados federais Sérgio Carneiro e Fernando Torres, além do senador João Durval. Estes podem influir e cobrar os investimentos necessários para melhorar o trânsito entre as rodovias, fortalecendo Feira de Santana como importante entroncamento rodoviário do Nordeste.

Pedágios das rodovias estaduais custam cinco vezes mais

José Narvas também afirmou que cada quilometro das rodovias federais, sob concessão da Via Bahia, custa ao usuário R$ 0,02 centavos. Enquanto as rodovias estaduais, sob concessão do Consórcio Bahia Norte, custa R$ 0,10 centavos por quilometro. Ou seja, o governo Jaques Wagner privatizou as rodovias estaduais com um custo de 500% a mais para o usuário.

Duplicação do Anel de Contorno

Promessa ou mentira, o ex-presidente Lula, e posteriormente, no momento de assinatura do contrato de concessão para a Via Bahia, a então ministra e hoje presidente Dilma Rousseff, prometeram duplicar o Anel de Contorno de Feira de Santana. Para surpresa e decepção, em uma jogada típica de políticos pouco comprometidos, jogaram a obrigatoriedade da duplicação para a Via Bahia, que deve fazê-lo com parte dos recursos dos pedágios.

Pior, o que deveria ser a completa duplicação do Anel de Contorno de Feira de Santana, virou apenas um apêndice, ou seja, apenas uma parte do Anel será duplicado. Mais precisamente, o trecho que liga a BR 324 a BR 101.

Eduardo José de Santana, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em uma postura triste ou patética disse que a agência estuda construir um novo Anel, pois o atual, “mesmo que duplicado, estaria estrangulado em um prazo de 10 anos”.

O caso é grave e assustador, o deputado Zé Neto sacando um relatório de acidentes, constatou que apenas em 2010, ocorreram cerca de 300 acidentes veiculares no Anel, inclusive com morte. Então, vem este homem público, Eduardo José de Santana, fazer proselitismo e engabelação. É execrável, melhor seria ter se mantido no silêncio da inoperância, do que defender o indefensável. As necessidades de duplicação e de construção de um novo Anel de Contorno são prementes.

Geilson critica

O deputado estadual Carlos Geilson, disse que a realidade apresentada pela Via Bahia na audiência pública não é a mesma que pode ser observada por quem trafega nas BR’s. “O asfalto da 324, por exemplo,  só tem qualidade próximo a praça de pedágio, antes e depois há muitos buracos e mesmo os que estão tampados, pode-se perceber que o serviço não foi bem feito, pela ondulação das pistas”. Além disso, ele destacou a falta de acostamento em muitos trechos e a necessidade de duplicação no anel de contorno de Feira de Santana, que está constantemente congestionado.

“O que se oferece é pouco para o que se paga. Com a construção da outra praça, quem sai de Feira de Santana e Amélia Rodrigues para Salvador vai pagar dois pedágios, correspondente a R$ 3,20. Como pagar por um serviço sem qualidade?”, questiona.

Zé Neto destaca importância do debate

Ao iniciar os trabalhos, o deputado Zé Neto destacou a importância da realização da audiência pública para dar espaço à sociedade e oportunidade aos usuários das rodovias apresentarem suas avaliações, indagações e perspectivas. “Em 2010, realizamos uma audiência para discutir sobre as obras emergenciais, que foram finalizadas com meses de atraso, agora queremos saber quais intervenções serão feitas para melhorar a situação das rodovias, discutir sobre a duplicação do Anel de Contorno e como serão resolvidas as dificuldades encontradas pelas pessoas que trafegam por essas vias. Temos a obrigação de cobrar, mas também de discutir saídas para os problemas que tem acontecido na BR 116 e BR 324”, enfatizou.

O superintendente do Consórcio Via Bahia José Carlos Narvas disse que existem entraves ambientais que ocorrem através do IBAMA. Zé Neto se comprometeu em promover o dialogo entre Governo e a Via Bahia, com objetivo de resolver os entraves o mais breve possível. Permitido que a Via Bahia inicie as obras de duplicação de parte do Anel Rodoviário de Feira de Santana.

Presenças

Fizeram parte da mesa, o deputado Zé Neto, José Carlos Narvas, superintendente do Consórcio Via Bahia, Sílvio Dias, inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Rosevaldo, coordenador da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicação da Bahia (Agerba) em Feira de Santana, Jaime Cruz, gerente do Departamento de InfraEstrutura de Transportes da Bahia (Derba), Max Rios Leite, engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Carlos Brito, secretário municipal de planejamento, o deputado estadual Carlos Geilson, Eduardo José de Santana, representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Também participaram da audiência, o ex-prefeito de Feira de Santana, Clailton Mascarenhas, Dinorah dos Santos, representante da EBDA, Renato Lacerda, coordenador regional de Polícia Técnica de Feira de Santana, Rodrigo Oliveira do Vale, gerente do SAC, Toinho do PT, prefeito de Amélia Rodrigues, Carmelito Silva, integrante do Polo de Associações de Humildes, o ex-deputado Humberto Cedraz, Carlos Eduardo Magalhães, diretor geral da 3ª Ciretran, Guilhermino Vacarezza, gerente de promoções industriais, além de usuários das rodovias, engenheiros da Via Bahia, representantes do CREA, Sindvest, secretária municipal de Meio Ambiente e Gesael Passos, representante da Prefeitura de Santo Estevão.

Sobre Carlos Augusto 9706 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).