Dilma Rousseff apoia permanência de Ban Ki-moon no comando das Nações Unidas, diz porta-voz da Presidência

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.

A presidenta Dilma Rousseff manifestou apoio à reeleição do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, segundo informou o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena. Os dois se reuniram no final da tarde de hoje (16/06/2011) no Palácio do Planalto.

Candidato único à chefia da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon precisa de uma sinalização do Conselho de Segurança das Nações Unidas para permanecer no cargo, do qual o Brasil faz parte como membro rotativo. Se o órgão apoiar a candidatura dele, a tendência é que a Assembleia Geral da ONU ratifique a decisão no próximo dia 21. Caso consiga a reeleição, o coreano ficará no cargo até o final de 2016.

Além de expressar apoio ao atual secretário, Dilma Rousseff pediu maior participação de brasileiros e representantes de países em desenvolvimento em órgãos das Nações Unidas, conforme relato do porta-voz.

De sua parte, o coreano se limitou a dizer que José Graziano, candidato do governo brasileiro à direção da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), é um “excelente candidato”, quando Dilma lhe agradeceu por ter recebido Graziano em audiência. Ban Ki-moon explicou que, no entanto, ele não integra o processo eleitoral na FAO.

O secretário-geral destacou a liderança de Dilma e lembrou que ela será a primeira mulher a abrir os debates gerais na Assembleia Geral da ONU, em setembro, nos Estados Unidos.

No Palácio do Planalto, o coreano também reuniu-se com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e com integrantes de movimentos e entidades da sociedade civil. Em passagem pelo Congresso Nacional, o secretário-geral da ONU reuniu-se com os presidentes da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Segundo Maia, o secretário trouxe propostas que são condizentes com o pensamento do Brasil no cenário mundial. “Coloca o tema das mulheres na pauta da ONU, que reforça o caráter de articulador da política de proteção aos direitos humanos e reafirma o compromisso da ONU de cuidar, principalmente, de ações humanitárias naqueles países que enfrentam conflitos religiosos e sociais e que têm dificuldades no seu desenvolvimento. Esse pensamento tem muito a ver com aquilo que o Brasil pensa do mundo”, afirmou o presidente da Câmara.

Ainda de acordo com Maia, Ban Ki-moon reconheceu a importância do Brasil para o restante do mundo devido o tipo de desenvolvimento alcançado no país.

Ban Ki-moon encerra no Brasil um giro pela América do Sul. Ele visitou também a Colômbia, o Uruguai e a Argentina.

Secretário-geral da ONU aguarda manifestação do Conselho de Segurança sobre sua candidatura

Sem concorrentes na disputa pela Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o atual titular do posto, Ban Ki-moon, de 66 anos, quer apoio para conseguir mais um mandato de cinco anos. A previsão é que hoje (17) o Conselho de Segurança se manifeste sobre a sua candidatura. Caso o órgão apoie seu nome, a tendência é que a Assembleia Geral tenha a mesma decisão na próxima terça-feira (21).

Ban Ki-moon conclui hoje a série de viagens pela América do Sul, depois de passar pela Colômbia, Argentina e pelo Uruguai. Em Brasília, o secretário-geral se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff e ministros de áreas distintas do governo – Relações Exteriores, Defesa, Mulheres e Direitos Humanos.

Ainda hoje, ele deve conversar com as ministras Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, além da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV-PA). Ontem (16), o secretário ressaltou a necessidade de buscar o fortalecimento da agricultura no esforço de reduzir a fome mundial e defendeu o desenvolvimento sustentável como meta constante da comunidade internacional.

Ban Ki-moon também disse ser favorável à abertura de espaços nos organismos internacionais para os países em desenvolvimento, como os da América do Sul. Ele evitou, no entanto, posicionar-se sobre o pleito do Brasil de assumir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança. Atualmente, o órgão tem 15 assentos – cinco permanentes e dez rotativos. O Brasil ocupa um deles.

Demonstrando preocupação com o agravamento da crise na Líbia e na Síria, o secretário afirmou que a paz é meta constante que deve ser perseguida por todos. Também apelou para que o presidente sírio, Bashar Al Assad, “pare de matar pessoas”.

A atuação do Brasil no cenário internacional na defesa desses princípios foi elogiada por Ban Ki-moon. Durante a conversa com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ele disse que um dos seus esforços, durante o mandato, foi aumentar a participação das mulheres nas agências e organismos vinculados à ONU.

Desde 2007, Ban Ki-moon está no cargo de secretário-geral das Nações Unidas em substituição a Kofi Annan. No período em que esteve à frente da organização, foram definidas medidas como as sanções impostas ao Irã e a adoção de uma área de exclusão aérea na Líbia. O mandato dele é de cinco anos. Se reeleito, o coreano ficará no cargo até o fim de 2016. Ele é o oitavo secretário-geral da ONU.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 112603 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]