Comitê pede vigilância contra praga do cacaueiro nas fronteiras

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.

Maior proatividade dos principais atores da cadeia produtiva do cacau quanto à prevenção da praga no Estado da Bahia. A solicitação aos governos estadual e federal foi feita pelo Comitê Técnico de Prevenção à Monilíase do Cacaueiro durante a solenidade de posse dos seus integrantes, nesta sexta-feira (10/06/2011), na Superintendência de Desenvolvimento da Região Cacaueira do Estado da Bahia da Ceplac, na Rodovia BR415, trecho Ilhéus/Itabuna.

Inexistente em território brasileiro, a doença é causada pelo fungo Moniliophthora roreri, da mesma família do fungo da vassoura-de-bruxa (Moniliophthora perniciosa). Há 200 anos que o fungo é registrado no Equador, alcançou Peru, Colômbia, Venezuela e países da América Central, com efeito devastador sobre a economia do cacauicultor, pois ataca principalmente os frutos da planta, com a produção de grande quantidade de esporos, na forma de pó cinzento ou creme.

Ao assumir o cargo de coordenadora-geral do Comitê, Catarina Cotrim Mattos Sobrinho, da Agência de Desenvolvimento Agrícola da Bahia/Itabuna, propôs o monitoramento das áreas produtoras de cacau com potencial risco de introdução da doença. Segundo ela, embora a Bahia e o Espírito Santo estejam em áreas de baixo risco, há necessidade de inspeção do cacau adquirido no Acre e Rondônia pela indústria de processamento chocolateira, controle na importação de madeira e sementes de pupunha e guaraná e prospecção nas fronteiras de Roraima e Amapá.

O chefe adjunto do Centro de Extensão da Ceplac, Miton Conceição, disse que a monilíase é doença destrutiva da produção de cacau, enquanto a vassoura-de-bruxa afeta a planta. “As condições climáticas desta região são extremamente favoráveis à doença. O que nos preocupa é o comércio de cacau de produtores peruanos no Brasil pelo alto valor do Real em relação à sua moeda Sólis. Além disso, as condições de intercâmbio melhoraram com a nova estrada em vez do transporte fluvial de antes”.

O Comitê pedirá ao Governo do Estado que submeta ao vice-presidente da República, Michel Temer, solicitação de maior vigilância, fiscalização de pessoal e inspeção na movimentação de material botânico em pontos da linha de fronteira do Brasil, especialmente Acre, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, que também produzem cacau, com países sul-americanos. A ação do Plano Estratégico de Fronteiras do governo federal pode retardar a ameaça de entrada da doença País, pois as prospecções informam que o fungo está a 100 quilômetros da fronteira nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Redação do Jornal Grande Bahia
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]