SEAGRI Bahia organiza parceria de produtores baianos com grupo coreano

AT Korea Agro-Fisheries Trade Corporation objetiva parceria com a Cooperativa de Produtores do Oeste da Bahia.
AT Korea Agro-Fisheries Trade Corporation objetiva parceria com a Cooperativa de Produtores do Oeste da Bahia.
AT Korea Agro-Fisheries Trade Corporation objetiva parceria com a Cooperativa de Produtores do Oeste da Bahia.
AT Korea Agro-Fisheries Trade Corporation objetiva parceria com a Cooperativa de Produtores do Oeste da Bahia.

A Cooperativa de Produtores do Oeste da Bahia, Cooproeste, que conta com cerca de 400 cooperados, produtores de milho, soja, café e algodão, pode ser a primeira entidade a celebrar acordo comercial com a estatal AT Korea Agro-Fisheries Trade Corporation, que está interessada em investir na Bahia, na área de alimentos e de logística.

Executivos da estatal e de várias empresas da Coréia do Sul virão à Bahia no próximo mês de julho, em data que está sendo combinada, e terão um encontro com os produtores baianos, visando a formação de joints ventures. Este foi um dos temas da reunião que o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e o superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, tiveram nesta quarta-feira,(1º/06/2011), durante a Bahia Farm Show, com Antonio José Tarciso de Assunção, presidente da Cooproeste, e diretores da entidade.

A vinda dos executivos e empresários coreanos é fruto da visita de Eduardo Salles e Jairo Vaz à Seul, onde apresentaram, na semana passada, para mais de 50 empresários, representantes das maiores empresas daquele país, as oportunidades de negócios na Bahia. Salles e Vaz viajaram à convite do governo da Córeia do Sul, que inclusive custeou todas as despesas. Sétimo maior importador de grãos do mundo, a Coréia do Sul está com os olhos voltados para a Bahia diante da necessidade de importar alimentos e encontrar aqui produtos agropecuários com qualidade e regularidade.

“O importante é industrializar, verticalizar a produção para agregar valor e gerar emprego e renda”, disse o presidente da Cooproeste, que deverá apresentar aos coreanos um plano de investimentos detalhado. Um dos pontos a ser debatido com os empresários coreanos será a implantação de uma torrefação, segundo disse o produtor. Com relação ao café produzido no Oeste, o secretário Eduardo Salles disse que “aqui tem agricultura irrigada, que garante a regularidade de entrega e a qualidade dos produtos, e isso é muito importante para eles”.

Aldo Rebelo participa de Fórum sobre meio ambiente na Bahia Farm Show

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP) participa nesta quinta-feira (2) de um debate televisionado ao vivo, direto do auditório central do Complexo Bahia Farm Show. O debate, mediado pelo jornalista Irineu Guarnier Filho, terá ainda a presença dos secretários estaduais baianos Eugênio Spengler, do Meio Ambiente, e Eduardo Salles, da Agricultura, além do vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, o deputado Oziel Oliveira (PDT/BA), e do presidente da Associação de Agricultores da Bahia (Aiba), Walter Horita. O debate terá início às 9h e prossegue até o meio dia, e pode ser assistido pelo canal 35 da NET, ou 105 da Sky, além da parabólica. A transmissão será simultânea pelo site WWW.canalrural.com.br. Ainda amanhã, às 14 horas, Rebelo será o convidado de honra da reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – CAPADR, que será realizada pela primeira vez na feira, no estande do Sindicato Rural de LEM.

A Bahia Farm Show 2011 começou ontem, em Luís Eduardo Magalhães – BA, e prossegue até 4 de junho próximo. A feira é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

Milho da Bahia em foco na reunião da Câmara Setorial da Cadeia

Na manhã de hoje (1º), outra reunião importante teve a Bahia Farm Show como palco. Desta vez, congregando representantes de diversos segmentos da cadeia do milho, na 13º Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo (CSCMS) do MAPA, que foi realizada pela primeira vez na feira. Na pauta do encontro, presidido, no primeiro momento, pelo representante da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Odacir Klein, e, na sequência, pelo vice-presidente da Aiba e secretário executivo da Câmara Setorial dos Grãos do Estado da Bahia, Sergio Pitt, estiveram temas da conjuntura do mercado de milho em 2011.

Apesar de englobar questões de interesse nacional, foi o contexto regional do Oeste da Bahia que centralizou os temas, trazendo ao debate os problemas enfrentados pelos produtores do cerrado baiano em razão da logística deficitária e da falta de políticas públicas apropriadas de fomento ao cultivo de milho na região. Estas questões, de acordo com Sérgio Pitt, são o cerne de um grave problema que ameaça a sustentabilidade da agricultura regional.

“Hoje a participação do milho na matriz produtiva do Oeste está muito aquém do que é recomendado pelos técnicos, tanto para a rotação de cultura quanto para proporcionar o plantio direto. O milho ocupa apenas 8% da matriz, quando o desejável seria pelo menos o dobro deste percentual”, analisa Pitt.

De acordo com Pitt, o desvio padrão da participação do milho no Oeste frente à participação do cereal na matriz brasileira se justifica por motivos como a ausência, durante muito tempo, da avicultura e da suinocultura na região, assim como da agroindústria. “Neste sentido, os primeiros projetos estão sendo implantados, ou entraram recentemente em funcionamento nos últimos anos”, informa.

Pitt também atribuiu a baixa participação do milho do Oeste na matriz da região à segurança gerada ao produtor, desde o início da ocupação do cerrado da Bahia, pela cadeia produtiva da soja em detrimento do milho. “Durante muito tempo, a capacidade instalada de beneficiamento da soja chegou a ser muito maior que capacidade de produção”, disse o secretário executivo da Câmara de Grãos da Bahia.

“Além desses fatores, as distorções nos mecanismos de subvenção do Governo Federal desanimaram o produtor do Oeste baiano, assim como os preços, que por muito tempo estiveram abaixo do mínimo estipulado pelo governo.

Intercâmbio entre Câmaras

Na ocasião, foram apresentadas para a câmara setorial nacional as propostas a curto e médio prazo da câmara baiana para o milho do estado. O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, que participou da abertura da reunião, enfatizou os esforços que vêm sendo feitos pelo Governo do Estado tanto para estimular a agroindustrialização, como para atrair investidores dispostos a fazer parcerias para solucionar problemas logísticos como é o caso dos chineses.

“Os chineses precisam de garantia de alimento com escala e qualidade e estão dispostos a investir em países produtores, seja na construção de portos, estradas, armazéns e outros, com possibilidade de joint ventures com governo e iniciativa privada. O Oeste da Bahia leva vantagem tanto pelas suas marcas recordes de produtividade e produção, como pela cultura de cooperativismo e associativismo que se vê aqui, e que facilita esse tipo de parceria”, afirmou Eduardo Salles.

Durante a reunião, ficou acertada a confecção de duas cartas da câmara baiana à câmara do MAPA. Um delas, reforçando o cumprimento da resolução do Banco Central número 3865/10, que dispõe sobre ajustes nas normas de financiamento de custeio e de comercialização com recursos do crédito rural, a partir da Safra 2010/2011. A outra cartasolicitará informações sobre as demandas protocoladas pelos produtores baianos, via Câmara Setorial dos Grãos estadual, na Conab, pleiteando investimento pela Conab em estrutura logística na região, tanto de armazenamento, como de atendimento, vez que o Oeste do estado está situado a cerca de 900 km da capital Salvador, onde se encontra a superintendência da Conab.

Bahia Farm Show começa com anúncios de investimentos e crédito para o agronegócio do cerrado baiano

Um público grande e animado aglomerou-se na manhã de hoje (31) na praça central do Complexo Bahia Farm Show para assistir à solenidade de abertura da sétima edição da feira, já consolidada como o maior evento de tecnologia agrícola e negócios do Norte/Nordeste. A presença do governador Jaques Wagner trouxe a reboque um pacote de financiamentos no valor de R$ 80 milhões para operações de crédito pelo novo programa Proagro Máquinas, por meio da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). A Bahia Farm Show acontece em Luís Eduardo Magalhães, região oeste do estado, há 900km da capital Salvador. A feira é o maior evento de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste e um dos mais importantes do País.

Na ocasião, o governador – que recebeu da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia um troféu de personalidade importante para o desenvolvimento do oeste baiano – assinou também a autorização para empréstimos no valor de R$ 27 milhões para a prefeitura da cidade e empreendimentos da região oeste.Esta foi a primeira vez que um governador foi eleito o homenageado da feira. A honraria é concedida desde a primeira edição do evento.

Ainda durante a abertura, o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, autorizou a ampliação de 120 dias para regularização ambiental beneficiando os produtores. O evento acontece no momento em que a Bahia comemora mais uma safra recorde de grãos e o oeste baiano se firma como detentora dos maiores índices de produtividade de soja, milho e algodão do Brasil.

“Hoje nós estamos pontuando com grande produtividade em várias áreas. Temos aqui 90% da produção de grãos, estamos começando na pecuária, na criação de frangos e precisamos agora verticalizar esta produção para a gente não ser só vendedor de commodities”, disse o governador.

Para Wagner, até 2014, a produção do oeste será escoada pelo Porto Sul, via ferrovia, barateando a logística. “Já temos cinco trechos da ferrovia sendo construídos. Quanto ao porto, nós chegamos a uma equação com o Ibama, e vai ser um equipamento de alto calado, facilitando a chegada e a saída de produtos. Eu não tenho dúvida de que isso vai representar um novo vetor de desenvolvimento para o oeste”.

Recuperação de estradas

O governador se mostrou receptivo a receber o projeto de criação de um fundo, feito pelo presidente da Associação dos Irrigantes, Walter Horita, para a recuperação das estradas da região por meio de Parceria Público-Privada. É razoável, de forma transparente e com o dinheiro aplicado corretamente, que a gente constitua fundos para que o governo, junto com os empresários, valorize o patrimônio de vocês”, afirmou Wagner.

Segundo Horita, para o oeste continuar crescendo e desenvolvendo, é preciso priorizar as estradas vicinais, como o Projeto Rodoagro, que já foi assinado. “Nós podemos avançar esta possibilidade de tecer uma rede de malha rodoviária no oeste da Bahia, através desta parceria entre o setor público e o setor privado. Estamos dispostos a contribuir com parte do nosso faturamento para criar um fundo com esta finalidade”.

Proagro Máquinas

A nova linha Proagro Máquinas visa ao financiamento de equipamentos agrícolas nacionais e importados, a juros de 7% ao ano. Podem ser financiados até R$ 5 milhões em cada operação para aquisição de tratores, implementos agrícolas, colheitadeiras, sistemas de irrigação, veículos utilitários com capacidade para 1,5 toneladas e até aviões agrícolas. Para atendimento aos produtores, a Desenbahia montou um estande na feira.

A medida beneficia tanto produtores como empresários. O gerente de vendas de uma empresa, Wanderely Truffa, disse que a cada ano os negócios aumentam durante a feira. Em 2011, a novidade da empresa, que comemora 20 anos, é uma colheitadeira de algodão, no valor superior a US$ 700 mil, já vendida na região. “Esta máquina foi totalmente desenvolvida aqui no oeste. É notável a evolução das vendas para o agronegócio”.

Na outra ponta do negócio está Geovani Ximenes, que foi adquirir quatro equipamentos para sua empresa, entre caminhão caçamba, moinho martelo para milho e balança. “No ano passado eu já havia comprado alguns para implantar a empresa, agora estamos ampliando. A feira é uma oportunidade de negociar, há vários fornecedores e é possível negociar descontos. Está valendo a pena investir aqui”.

Melhorias urbanas e agronegócio

A Desenbahia aprovou financiamento no valor de R$ 15 milhões à Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães. Os recursos serão investidos em infraestrutura urbana, com obras de pavimentação, drenagem e terraplenagem em 29 ruas, além da construção de pistas, ciclovias e passeios. Foi aprovado também o financiamento de R$ 130 mil para aquisição de duas ambulâncias.

Dos quatro financiamentos pré-aprovados para o agronegócio, um – no valor de R$ 1,7 milhão – é para a construção de silos metálicos do Grupo Horita, e outro, de R$ 3,4 milhões, destinado ao Grupo Mizote adquirir máquinas agrícolas. O terceiro, para a AgroSul Máquinas Ltda., no valor de R$ 3,2 milhões, e o quarto, para o produtor Ademar Marçal, da ordem de R$ 3,5 milhões.

Algodão se destaca na safra 2010/2011

Segundo informações do 3º Levantamento da Safra do Oeste da Bahia, o algodão despontou como o principal destaque da safra 2010/11. O resultado se deve ao aumento de 51% da área plantada em relação ao ano-safra anterior, ficando em 371 mil hectares. O fato surtiu efeito no salto da produção de 372 mil toneladas de pluma em 2009/10 para 600 mil toneladas nesta safra, o que representa variação positiva de 62%.

Quanto à soja, a produtividade da cultura totalizou 56 sacas por hectare, contra 51 sacas por hectare no ciclo anterior, registrando 10% de incremento. Essa estatística posiciona a Bahia à frente do Paraná e de Brasília, que ocupam o segundo lugar com 55 sacas/ha, e do Mato Grosso (53 sacas).

A área ocupada para produção de soja representou um milhão de hectares, equivalente ao aumento de 3% em comparação ao ano anterior. Os resultados atestam também o avanço na produção de 3,6 milhões de toneladas, superior à safra passada.

Já o milho alcançou a produtividade de 163 sacas por hectare, contra 145 sacas no ciclo anterior, com acréscimo de 12%. Na quarta-feira (1º de junho), das 9h às 12h, representantes da câmara setorial de grãos, em conjunto com a câmara setorial da cadeia produtiva do milho e sorgo no Brasil, estarão reunidos durante a Bahia Farm Show.

Negócios internacionais

Representante do grupo chinês China Gateway, que negocia commodities, Milton Ihi visitou a feira a partir das negociações iniciadas com a visita do governador Jaques Wagner à Ásia. “Um primeiro olhar impressiona. Chegando de avião a gente vê os campos infinitos de produção. A feira também demonstra o desenvolvimento do agronegócio na região. É uma oportunidade de falar com os produtores. Temos interesse em negociar uma série de produtos, todos commodities”.

O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, lembrou que a China possui 1,3 bilhão de habitantes, 500 milhões na classe média. Para eles o alimento é estratégico, e o oeste da Bahia pode ser uma grande oportunidade. Segundo Salles, esta semana a Bahia receberá a visita de um grupo chinês que pretende investir R$ 4 bilhões na região oeste, inclusive em infraestrutura.

“Isso é muito importante porque o estado não consegue suprir, por si só, todas as necessidades da região oeste, que cresce em uma velocidade muito maior em relação ao que o estado tem a capacidade de investir”.

Redação do Jornal Grande Bahia
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