Vale do São Francisco pode se transformar no Vale dos Vinhedos do Nordeste

Pode ocorrer uma nova onda de imigração italiana e migração gaúcha para a Bahia, a exemplo do que aconteceu no Oeste baiano e na região de Jaguaquara.
Pode ocorrer uma nova onda de imigração italiana e migração gaúcha para a Bahia, a exemplo do que aconteceu no Oeste baiano e na região de Jaguaquara.
Pode ocorrer uma nova onda de imigração italiana e migração gaúcha para a Bahia, a exemplo do que aconteceu no Oeste baiano e na região de Jaguaquara.
Pode ocorrer uma nova onda de imigração italiana e migração gaúcha para a Bahia, a exemplo do que aconteceu no Oeste baiano e na região de Jaguaquara.

Menos de uma semana depois de importantes contatos feitos no Rio Grande Sul, durante a Fenavinho, na cidade de Bento Gonçalves, com cooperativas e produtores de uva e de vinhos, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, visitou diversas pequenas propriedades produtoras de uvas e pequenas vinícolas no Norte da Itália, iniciando conversações que têm o objetivo de transformar a região do Vale do São Francisco no Vale dos Vinhedos do Nordeste, e de mudar a realidade da Chapada Diamantina.

Salles, que acompanha o governador Jaques Wagner em uma missão comercial à Itália, também visitou, a convite, uma das propriedades da família Valduga, que está se instalando em Juazeiro com uma moderna indústria para a produção de sucos, geléias e espumantes.

A atração de investimentos do Rio Grande do Sul e da Itália pode ser uma das importantes possibilidades tanto para a região do Vale do São Francisco como para a Chapada Diamantina, gerando milhares de empregos. O secretário Eduardo Salles acredita que pode ocorrer uma nova onda de imigração italiana e migração gaúcha para a Bahia, a exemplo do que aconteceu no Oeste baiano e na região de Jaguaquara.

Especialistas na produção de uvas e de vinhos analisam que filhos de agricultores italianos e descendentes que já estão na região de Bento Gonçalves, para implantar pequenas propriedades e vinícolas, onde as terras são caras e não há mais para onde expandir, podem vir para o Vale do São Francisco e para a Chapada. Também no norte da Itália as terras são caras e praticamente todas as áreas estão ocupadas, inviabilizando a expansão das propriedades.

Além da disponibilidade de terras agricultáveis, a Bahia tem competitividade muito grande devido a possibilidade de mecanização e de duas safras durante o ano. A área plantada de uva na região de Juazeiro é de 12 mil hectares, mas pode ser dobrada ou triplicada, superando os 27 mil hectares do Rio Grande do Sul.

Na região do Vale do São Francisco existem hoje 120 mil hectares de fruticultura irrigada, que geram aproximadamente 240 mil empregos, fato que torna a fruticultura em uma das maiores empregadoras entre as cadeias produtivas da agropecuária. Com esta nova imigração italiana e migração gaúcha será possível gerar milhares de empregos na região do Vale do São Francisco e na Chapada, agregar valor, e colocar estas regiões num circuito internacional do enoturismo mundial.

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