Secretário da Fazenda de Feira diz que contas estão em ordem, mas futuro está comprometido por incapacidade de atrair novas indústrias

Secretário da Fazenda de Feira diz que contas estão em ordem, mas futuro está comprometido por incapacidade de atrair novas indústrias.Secretário da Fazenda de Feira diz que contas estão em ordem, mas futuro está comprometido por incapacidade de atrair novas indústrias.
Secretário da Fazenda de Feira diz que contas estão em ordem, mas futuro está comprometido por incapacidade de atrair novas indústrias.

Secretário da Fazenda de Feira diz que contas estão em ordem, mas futuro está comprometido por incapacidade de atrair novas indústrias.

Wagner Walter Gonçalves dos Santos, secretário da Fazenda de Feira de Santana, apresentou durante audiência pública na Câmara de Vereadores, balanço financeiro das contas do município. Entre boas e más notícias, destaca-se o pagamento de custeio, pessoal e prestadores de serviço em dia. Por outro lado, Gonçalves alerta que o futuro financeiro do município é preocupante, principalmente devido à incapacidade de atração de novas indústrias por conta da falta de terrenos homologados pelo Governo do Estado. Outro aspecto é o aumento sequenciado com pagamento da previdência municipal.

Durante a explanação, Wagner explica que o município está dentro do que preconiza a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Nós estamos trabalhando e horando os compromissos. A despeito das dificuldades financeiras por que passam os entes da federação.” e segue “Todos os parcelamentos realizados por governos anteriores estão em dia e atualmente pagamos cerca de R$ 1 milhão de parcelamento junto ao INSS”.

Ele lembra que as bandas que tocaram durante a Micareta de 2011 e apresentaram suas faturas, receberam os devidos pagamentos. “Estamos honrando os compromissos, de forma que ainda persiste uma boataria, uma conversa, sobre a inadimplência da prefeitura. É uma imagem que não condiz com o momento atual e que precisa ser revertido para o bem do município. Porque esta conversa gera ansiedade, dificuldade de compra e aumento de preços nas licitações… Há por de trás de tudo isto muita motivação política”, declara.

Atração industrial comprometida

Em um desabafo, Wagner Gonçalves explica que recebeu empresários do Sul do País com objetivo de montar uma indústria de alimentos e um centro de distribuição. “O que possibilita a geração de 260 empregos diretos. A empresa precisava de 40 mil metros quadrados para se instalar no CIS e ao se dirigir ao Centro Industrial, a resposta é que não há áreas para implantação de indústrias em Feira de Santana.”

Gonçalves lembra que o Jornal Grande Bahia desenvolveu uma série de reportagens sobre este assunto. Outro que também tratou da urgência do tema foi o deputado Carlos Geilson. O secretário chama a atenção ao declarar que: “estamos sofrendo uma estagnação no nosso Centro Industrial. A importância do desenvolvimento do centro industrial esta na geração de emprego e renda, aumento da participação do município no FPM, IPI e ISS.”

“Feira de Santana vai estagnar do ponto de vista industrial e isto é um absurdo que estão fazendo com nossa terra. O que nós estamos colhendo hoje é fruto do que foi feito no passado. Precisamos deixar para as futuras gerações a oportunidade de emprego e renda… Conclamo a sociedade a lutar para que este quadro seja modificado”. Para o secretário, um importante vetor de crescimento industrial seria a opção da BR 101 Norte, após a UEFS.

Previdência compromete receita

As despesas com pagamento da previdência municipal (pensionista e inativos) representa 6,88% das despesas do município, o que totaliza R$ 34.731.963,00. Wagner alerta que é necessário aumentar o volume total das receitas líquidas que hoje conformam R$ 504.645.503,00, sob o risco de comprometer a capacidade de investimento e custeio do município. “Temos um significativo contingente de funcionários prestes a se aposentar e precisamos aumentar a receita previdência do município”, finaliza.

Leia + sobre crise na indústria 

Inapetência e inação marcam a gestão de James Correia na Secretaria da Indústria, levando Feira a perder empregos, tributos e desenvolvimento

Falta de planejamento e execução por parte do secretário James Correia gera crise na expansão industrial da Bahia

Devido a inação de James Correia, o deputado estadual Carlos Geilson pede informações ao Estado sobre estagnação do crescimento do CIS em Feira

Deputado Geilson volta a cobrar do Estado apoio às empresas que querem se instalar em Feira e denuncia: Asfalto da BR 324 derrete com as chuvas

Em entrevista Tarcízio Pimenta alerta: as pessoas não vão investir se não encontrem as condições básicas para a implantação de suas industrias

Após denúncias veiculadas no JGB, representantes do governo Jaques Wagner discutem política industrial

Produção industrial cresce em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, mas Bahia tem perda de 8,8%

Leia também

Maurício crítica duramente colegas por ausência na Audiência Pública e culpa Jaques Wagner por falta de investimentos industriais em Feira

Saiba + sobre a Audiência Pública

O Presidente de Câmara Municipal de Feira de Santana, no uso de suas atribuições e na conformidade do Art. 9º, parágrafo 4º da Lei Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, convidou os vereadores, as associações e sindicatos, além da comunidade em geral, para participar de Audiência Pública da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização, que será nesta segunda-feira (30 de maio), às 15 horas, com o objetivo de avaliar o cumprimento das metas fiscais do Poder Executivo, referente ao 1º quadrimestre de 2011.

Estavam presentes à audiência, os vereadores: Eremita Mota, Justiniano França, José Sebastião Alves de Souza (Bastinho), José Carneiro e Maurício Carvalho.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).