Safra de grãos é recorde na Bahia

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A Bahia bate novo recorde na produção de grãos, atingindo à marca de 7,3 milhões de toneladas na safra 2010/11. Esse volume supera em 7,21% a safra passada, de 6,8 milhões de toneladas. A safra nacional de grãos alcançou a marca de 159,5 milhões de toneladas, com aumento de 6,9%, em relação à safra 2009/10, ou seja, 0,4% menor do que o crescimento registrado na Bahia, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento, Conab.

O crescimento alcançado na última safra deve-se a excelente produtividade dos grãos, ampliação das áreas de cultivo que passou de 2.917 milhões de hectares em 2009/10 para 3.013 milhões de hectares 2010/11, condições favoráveis de clima, e adoção de novas tecnologias. Entre as principais culturas agrícolas na Bahia estão à soja com 3,6 milhões de toneladas, o milho com 2,1 milhões de toneladas e o algodão em caroço com 1,5 milhões de toneladas.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, dentre os produtos analisados, o sorgo teve a maior variação percentual, representando um aumento de 127,48% passando de 84 mil toneladas em 2009/10, para mais de 192 mil toneladas em 2010/11, seguido pelo algodão em caroço, com o crescimento de 43%, saltando de 995 mil toneladas na safra passada para 1,4 milhões de toneladas nesta safra. A mamona que saiu da marca de 74 mil toneladas para 99 mil em 2010/11.

Oeste tem maior produtividade do Brasil em soja, milho e algodão

Com o total de área plantada de 2.337 milhões de hectares, a safra 2010/11 entra para a história como o ciclo agrícola em que o Oeste da Bahia bateu o próprio recorde de produção nas três principais culturas do estado e ainda alcançou, nessas mesmas commodities, o primeiro lugar do pódio brasileiro da produtividade, segundo dados do 3º Levantamento da Safra do Oeste da Bahia.

O secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, declarou que o resultado positivo é fruto do trabalho em conjunto das diversas esferas da agropecuária baiana, e principalmente da ousadia dos produtores que sempre encararam os momentos de dificuldade com coragem e disposição, transformando os desafios em oportunidades de crescimento.

Algodão

O algodão foi o grande destaque para o crescimento da produtividade da região. A área plantada com a cultura aumentou 51% em relação ano-safra anterior, ficando em 371 mil hectares. Isso fez com que a produção saltasse de 372 mil toneladas de pluma em 2009/10 para 600 mil toneladas de pluma nesta safra, uma variação positiva de 62%.

Soja

Ainda de acordo com o levantamento, a produtividade da soja do cerrado foi de 56 sacas por hectare, contra 51 sacas por hectare no ciclo anterior, o que representa 10% de incremento. Com isto, o estado fica à frente do Paraná e de Brasília, que empatam no segundo lugar com 55 sacas/ha, e do Mato Grosso, com 53 sacas. A área ocupada com a soja foi de um milhão de hectares, resultado 3% maior que no ano anterior. Já a produção, de 3,6 milhões de toneladas, bateu o próprio recorde, de 3,2 milhões de toneladas na safra passada.

Milho

O milho do Oeste da Bahia teve produtividade de 163 sacas por hectare, contra 145 sacas no ciclo anterior. Este incremento de 12% na produtividade compensou a diminuição de 10% na área plantada, que saiu de 170 mil hectares, em 2009/10, para 153 mil hectares na safra em curso. A boa produtividade foi responsável por um discreto aumento de 1% na produção, que saiu de 1,4 milhão de toneladas em 2009/10, para 1,5 milhão de toneladas em 2010/11, sendo, também, um recorde regional.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).