Problemas ambientais de Santo Amaro são debatidos no senado de república

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A contaminação com escória de chumbo que existe há mais de 50 anos em Santo Amaro será tema de uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado.
A contaminação com escória de chumbo que existe há mais de 50 anos em Santo Amaro será tema de uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado.
A contaminação com escória de chumbo que existe há mais de 50 anos em Santo Amaro será tema de uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado.
A contaminação com escória de chumbo que existe há mais de 50 anos em Santo Amaro será tema de uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado.

A contaminação com escória de chumbo que existe há mais de 50 anos em Santo Amaro será tema de uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado, no próximo dia 26. Hoje (13/05/2011) durante discurso no plenário, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) discorreu sobre o tema e revelou que a cidade precisa de uma ampla intervenção para se livrar do problema que até hoje traz sérias conseqüências para a população.

“Esta audiência será de suma importância para que nós possamos conhecer a devastação, estabelecida naquela cidade, com a utilização de placas de chumbo. Durante anos e anos a fio, de um lado, por ignorância; de outro lado, pela ausência do poder público agindo, as pessoas foram utilizando o chumbo para servir até como paredes, para consolidar piso, para estabelecer condições de ter sua unidade habitacional”, explicou Pinheiro.

De acordo com o senador, será necessária uma ampla mobilização para livrar a cidade baiana deste passivo ambiental. “Vamos acionar os deputados federais, a administração municipal e o Governo da Bahia, além de buscar alternativas no chamado plano internacional de cooperação, com os organismos tanto ligados à área da saúde quanto à área dos direitos humanos”, disse. A audiência também deverá contar com a participação dos demais senadores baianos, Lídice da Mata (PSB-BA) e João Durval (PDT-BA).

Ainda segundo Pinheiro, a contaminação do solo e do rio Subaé se agravou porque a população, desavisada dos riscos, pavimentou ruas, construiu casas e até mesmo prédios escolares com o rejeito do chumbo utilizado na atividade industrial. “Será necessário efetivamente remover as pessoas e promover uma reestruturação completa dessas áreas”, alertou o senador baiano. “Santo Amaro da Purificação, como é chamada, é muito conhecida aqui pelo povo brasileiro a partir da história de vida dos Veloso – Dona Canô, do alto dos seus mais de 100 anos; Caetano Veloso e Maria Betânia. Aliás, um dos cânticos que o povo brasileiro ouviu muito pela voz de Maria Bethânia diz o seguinte: Purificar o Subaé, Mandar os malditos embora”, completou Pinheiro.

Histórico da contaminação

Durante 33 anos de operação, a Companhia Brasileira de Chumbo (Cobrac), subsidiária da empresa francesa Penarroya Oxide S.A., contaminou o município do recôncavo baiano com um passivo ambiental de milhões de toneladas de rejeito e cerca de 300 mil toneladas de escória (mistura de terra com alta concentração de chumbo).

Uma das líderes mundiais na produção de óxidos de chumbo, a Cobrac produziu e comercializou cerca de 900 mil toneladas de liga de chumbo, em pouco mais de três décadas. Em 1993, ano em que a empresa encerrou as suas atividades, a escória ficou disposta a céu aberto, resultando na contaminação do solo e das águas.

Os danos causados ao meio ambiente tiveram como conseqüência a contaminação da população santamarense, principalmente os ex-trabalhadores e moradores do entorno da fábrica, que passaram a conhecer o saturnismo, uma doença que afina os braços, paralisa as mãos, provoca dores agudas, causa impotência sexual nos homens e aborto e má formação fetal nas mulheres. Por causa do excesso de metais na água e no solo, outras doenças também foram identificadas como anemia, câncer de pulmão, lesões renais, hipertensão arterial, doenças cérebro-vasculares e alterações psicomotoras.

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