Presidente Dilma Rousseff diz que políticas monetárias expansionistas de alguns países têm provocado inflação

Presidente da Alemanha, Christian Wulff e Dima Rousseff, presidente do Brasil.
Presidente da Alemanha, Christian Wulff e Dima Rousseff, presidente do Brasil.

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (05/05/2011) que algumas economias têm adotado políticas monetárias expansionistas, provocando inflação em vários países. A declaração foi dada à imprensa, ao lado do presidente da Alemanha, Chistian Wulff, que visita o Brasil oficialmente.

“Percebemos que países desenvolvidos com crescimento ainda fraco têm adotado políticas monetárias extremamente expansionistas com evidentes efeitos negativos sobre a inflação mundial”, afirmou.

Segundo Dilma, em reunião com o presidente alemão, foi dito que o Brasil vive uma fase especial de crescimento e inclusão social, mas que o país mantém o compromisso de resistir às pressões inflacionárias, “tanto as que vêm de fora quanto as do nosso próprio país.”

A presidente contou, ainda, que apresentou a Wullf oportunidades na área de investimentos em portos e aeroportos no Brasil e também para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos. Os dois chefes de Estado também falaram do interesse na participação de investidores alemães nas obras dos eventos esportivos e do aproveitamento da tecnologia alemã na construção do trem de alta velocidade.

Com discurso em torno do fortalecimento das relações entre a Alemanha e o Brasil, Dilma afirmou que ambos são parceiros na defesa de uma ordem mundial mais justa e democrática e que respeite os direitos humanos. Segundo ela, os dois mandatários conversaram sobre o G20 (grupo das maiores economias do mundo) e concordaram com a necessidade de aprimoramento das governanças financeiras internacionais.

Eles ainda trataram de meio ambiente e biocombustíveis. “Concordamos no caráter estratégico de nossa parceria no setor energético, principalmente para usar energias renováveis em nossos países. O Brasil usa etanol há 30 anos sem que isso gerasse problemas na produção de alimentos, ao contrário, gerou milhões de empregos”, disse a presidenta.

O desenvolvimento de parcerias entre pequenas empresas dos dois países foi uma proposta feita por Dilma e aceita pelo presidente da Alemanha. “Vamos fazer o que a senhora propôs, apoiar as pequenas e médias empresas e, assim, estabelecer mais laços de amizade ainda”, disse Chistian Wulff.

Dilma aproveitou a presença do presidente alemão para convidar a chanceler alemã, Angela Merkel, para uma visita ao Brasil.

O Brasil é o maior parceiro comercial da Alemanha na América Latina. A Alemanha, por sua vez, é o quarto principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio, em 2010, totalizou US$ 20,6 bilhões, o que representou 23% do comércio entre o Brasil e a União Europeia.

Dilma recebe presidente da Alemanha e diz que está recuperada de pneumonia

Após passar os últimos dias despachando em casa, em função de uma pneumonia, a presidenta Dilma Rousseff retomou hoje (05/05) a agenda de compromissos no Palácio do Planalto. Ao receber o presidente da Alemanha, Chistian Wulff, Dilma afirmou que está recuperada.

“Recuperada eu estou, mas estou em fase de descanso”, disse aos jornalistas. No último fim de semana, a presidenta passou por exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foi diagnosticada uma leve pneumonia, acompanhada de forte gripe.

Em visita oficial ao Brasil entre os dias 4 e 7 de maio, Chistian Wulff está acompanhado de delegação empresarial e passa por Brasília, São Paulo e pelo Rio de Janeiro. No encontro de hoje, os dois mandatários discutem o aprofundamento da parceria estratégica entre o Brasil e a Alemanha, estabelecida em 2002.

Os dois países têm interesse em intensificar a cooperação na área de ciência, tecnologia e inovação. Serão tratadas também questões da agenda internacional, em particular a participação dos dois países no Conselho de Segurança das Nações Unidas e sua atuação no G-20 (grupo das 20 nações mais ricas do mundo).

Na segunda-feira (02/05), o embaixador do Brasil na Alemanha, Everton Vieira Vargas, afirmou que as obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 interessam aos alemães. “A ideia é trazer experiência alemã, por exemplo, na organização de grandes eventos. A Alemanha também teve sequência de Copa do Mundo e Olimpíadas, nos anos de 1972 e 1974”, disse.

O Brasil é o maior parceiro comercial da Alemanha na América Latina. A Alemanha, por sua vez, é o quarto principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio em 2010 totalizou US$ 20,6 bilhões, o que representou 23% do comércio entre o Brasil e a União Europeia.

Dilma cobrará de prefeitos e governadores agilidade nas obras para a Copa, diz ministro

A presidenta Dilma Rousseff vai se reunir com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 para cobrar agilidade nas obras de infraestrutura para o Mundial, especialmente às relacionadas ao transporte urbano, informou hoje (05/05) o ministro do Esporte, Orlando Silva. A reunião está marcada para o dia 30 de maio.

De acordo com o ministro, 70% das obras de transporte urbano devem começar ainda este ano e 54 projetos já foram selecionados para melhorar a mobilidade das pessoas nas cidades.

Sobre atrasos no cronograma das obras, o ministro afirmou que, em 2012, os brasileiros terão a sensação de que o país está caminhando “bem” para cumprir os compromissos assumidos com a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Segundo ele, as obras já foram iniciadas em dez estádios e em Natal (RN), última licitação que foi feita, os trabalhos devem começar em breve. O 12º estádio, em São Paulo (SP), será construído pela iniciativa privada e as obras ainda não tiveram início.

“Na virada de 2011 para 2012, a percepção sobre a preparação do Brasil vai mudar, porque o estágio das obras das arenas será completamente diferente”, disse Orlando Silva, ao participar do programa de rádio Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.

Em relação aos aeroportos, Orlando Silva afirmou que a ordem da presidenta é antecipar a concessão de parte das obras à iniciativa privada. “O prazo é curto, mas o suficiente para modernizarmos os aeroportos”, disse. Estudo divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, dos 12 aeroportos em ampliação, nove não ficarão prontos a tempo para os jogos de 2014.

As 12 cidades que vão sediar a Copa de 2014 são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador. De acordo com o ministro, os recursos públicos e privados a serem investidos para a realização do Mundial devem somar cerca de R$ 47 bilhões. O total de empregos criados deve chegar a 700 mil.

Dilma diz que está bem de saúde e que exames médicos apresentaram ótimos resultados

Bem-humorada, a presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (05/05) que está bem de saúde porque recebeu os resultados dos exames médicos e os resultados são “ótimos”. No começo desta semana, Dilma fez uma série de exames de rotinas e, mesmo estando com pneumonia, ela disse que os resultados foram positivos.

Perguntada se estava bem, Dilma sorriu e fez sinal de que sim. “Acabaram de me dizer que todos os exames estão ótimos”, afirmou a presidenta, pouco antes de receber o presidente da Alemanha, Christian Wulff, no Itamaraty.

A presidenta disse que o desafio agora é cumprir a rígida agenda de antibióticos para o tratamento da pneumonia. “Agora só tenho de aguentar os antibióticos”, disse ela, lembrando que, para conseguir o resultado desejado no tratamento, precisa cumprir à risca e “sistematicamente” a prescrição médica.

Mais cedo, no Palácio do Planalto, Dilma disse que estava “saudosa” de conversar com os jornalistas e prometeu que na próxima semana concederá entrevistas. Nesta semana, Dilma trabalhou todos os dias no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo, embora estivesse se recuperando da pneumonia.

Dilma pede reforma do Conselho de Segurança da ONU

A presidenta da República, Dilma Rousseff, disse hoje (05/05) que os conflitos nos países muçulmanos reforçam a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais uma vez, Dilma afirmou que a estrutura do organismo não atende as atuais necessidades da comunidade internacional. O apelo da presidenta ocorreu durante o almoço oferecido ao presidente da Alemanha, Christian Wulff. Brasil e Alemanha são candidatos a membros permanentes do conselho.

“Só com a presença no conselho de países que espelhem a nova relação de forças políticas no mundo será possível ter um conselho mais efetivo, mais eficaz, e que de fato, represente os interesses da humanidade. Aliás, os conflitos recentes na África do Norte e no Oriente Médio mostram que não há por que optar entre o conformismo de um lado, violência intervencionista de outro. A realidade é muito mais rica e complexa”, disse Dilma.

A presidenta disse crer que há base suficiente para uma iniciativa sobre a reforma do conselho que contemple a expansão dos assentos permanentes e não permanentes.

Fazem parte do conselho os Estados Unidos, a Rússia, China, França e o Reino Unido. São integrantes provisórios o Brasil, Japão, México, Líbano, Gabão, a Turquia, a Bósnia-Herzegovina, Nigéria, Áustria, e Uganda – por um período de dois anos.

Para as autoridades brasileiras, o ideal é aumentar o número de cadeiras de 15 – cinco permanentes e dez provisórias – para 25. O assunto é tema de discussão da comunidade internacional há anos e foi tema recente de conversas de Dilma com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Hu Jintao.

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