Pesquisador alerta sobre riscos no trabalho jornalístico

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Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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O coordenador de Comunicação e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil e pesquisador da área de mídia, Guilherme Canela, alertou hoje (03/05/2011) que o jornalismo é uma das profissões mais perigosas do mundo. Segundo ele, é necessário instituir ações mundiais que garantam a segurança necessária para os profissionais de imprensa poderem trabalhar.

Canela lembrou que os jornalistas estão mais ameaçados em ambientes de conflitos, como os embates que ocorrem nos países do Oriente Médio e Norte da África, como Líbia e Síria. Em entrevista durante a manhã ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele disse que há riscos não só em ambientes de guerra, mas também nas regiões em que a democracia não está consolidada.

“Os riscos não só [envolvem] o assassinato de jornalistas, mas existem uma série de outros riscos que precisam ser discutidos”, afirmou ele, citando, como exemplo, a ausência de “proteção do indivíduo jornalista que faz [uma determinada] cobertura”. O pesquisador lembrou ainda que a ameaça é maior quando o profissional busca o “oculto”. “Em muito lugares do mundo, o jornalismo é uma profissão de muitos riscos, novos e velhos”, afirmou.

Canela lembrou o assassinato do jornalista pernambucano Luciano Leitão Pedrosa, de 46 anos, que morreu no começo de abril depois de colocar no ar uma série de reportagens sobre grupos de extermínio, na região de Vitória de Santo Antão. Para ele, é fundamental estabelecer o fim da impunidade, assim como aumentar as garantias de segurança para os profissionais.

O pesquisador disse ainda que a “segurança do profissional de jornalismo em coberturas de risco” é um tema sempre presente na agenda Unesco. Canela foi um dos palestrantes da seminário A Mídia do Século 21: Novas Fronteiras, Novas Barreiras, que ocorreu no Instituto Rio Branco, em Brasília.

No Dia da Liberdade de Imprensa, Patriota comemora o que chama de diplomacia digital

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou hoje (03/05) que as diplomacias brasileira e mundial vivem um novo momento. É a era das novas mídias em que várias informações são transmitidas à sociedade por meio das redes sociais, como o Twitter, o Facebook e o YouTube. Segundo ele, o desafio está nas mãos da imprensa. “[Em meio às novas mídias] a imprensa tem de reinventar”, afirmou.

Ele definiu o novo momento. “É a diplomacia digital”, classificou, lembrando que os blogs e noticiários online também contribuem para o novo momento da diplomacia. “Os direitos dos cidadãos brasileiros são assegurados em meio a uma infinidade de fontes”, disse o ministro, na sede do Instituto Rio Branco, onde ocorreu o seminário A Mídia do Século 21: Novas Fronteiras, Novas Barreiras.

Também participaram das discussões a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Helena Chagas, o diretor do Instituto Rio Branco (que se destina à formação de diplomatas), embaixador Georges Lamazière, e o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny.

Bem-humorado, Patriota afirmou que o Itamaraty tem mais de 10 mil seguidores apenas no Twitter e que cerca de 3 mil acessaram o YouTube em busca de informações sobre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Segundo ele, o perfil dos “amigos do Itamaraty” reúne, em 70% dos casos, pessoas que têm de 18 a 35 anos.

O representante da Unesco acrescentou que é fundamental que os regimes democráticos assegurem a liberdade de imprensa para garantir a liberdade de expressão da sociedade.

“A midia plural, livre e independente, de um lado, e um governo que garanta isso são características da liberdade de expressão”, disse Defourny. Segundo ele, a Unesco apoia a aprovação da Lei Geral de Acesso às Informações Públicas, que aguarda votação no Senado, e define, por exemplo, prazo máximo de 50 anos de sigilo para documentos públicos.

“A Unesco acompanha com grande interesse essa lei, que permitirá a redução das assimetrias”, afirmou o representante da Unesco. “O panorama da mídia mudou a ponto de se tornar irreconhecível, mas a promoção da liberdade humana é a pedra fundamental da democracia.”

O diretor do Instituto Rio Branco, embaixador Georges Lamazière, disse que o objetivo da nova diplomacia é manter o diálogo do Itamaraty com a imprensa. “Isso se dá não só nas grandes questões internacionais, como também quando o brasileiro se vê em uma situação difícil. Hoje é fundamental abrir cada vez mais esse canal de diálogo.”

*Com informações Agência Brasil

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