Morte de Bin Laden aumenta capital político do presidente Barack Obama para reeleição em 2012

Barack Obama, presidente dos EUA.
Barack Obama, presidente dos EUA.
Barack Obama, presidente dos EUA.
Barack Obama, presidente dos EUA.

A eliminação de Osama Bin Laden vai aumentar o capital político do democrata Barack Obama para as eleições presidenciais de novembro de 2012. A avaliação é do diretor do Instituto Brasil do Centro Woodrow Wilson, em Washington, o jornalista Paulo Sotero, residente há mais de 30 anos nos Estados Unidos, onde trabalhou como correspondente para mais de um veículo brasileiro.

“Isto certamente terá um impacto favorável na popularidade do presidente Obama que, embora viesse sofrendo dificuldades, nunca deixou de ser um presidente bastante popular. A popularidade dele era antes do episódio [morte de Bin Laden] um pouco abaixo de 50%, mas era maior que a popularidade [dos ex-presidentes] Ronald Reagan e Bill Clinton no mesmo momento”, comenta Sotero, ao citar ex-presidentes que foram eleitos e saíram do poder com boa popularidade.

Sotero avalia que Obama sairá candidato “com o partido unido em torno dele e em uma situação que o favorece”, diferentemente do que ocorre com os opositores republicanos que não têm um candidato “viável” apesar de maior força no Congresso. “Os republicanos, até agora, não conseguiram se articular, seja em torno de líderes, seja em torno de ideias atraentes para o eleitorado americano. Eles têm conseguido bloquear iniciativas de Obama, mas não propõem muita coisa no lugar”.

A eficiência do governo democrata para eliminar o líder da organização terrorista Al Qaeda será um trunfo contra os republicanos, que invadiram o Iraque sem apoio das Nações Unidas e estavam no poder quando ocorreram os ataques às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono em 11 de setembro de 2001. Sotero compara que Obama buscou Bin Laden no Paquistão e aprofundou a retirada americana do Iraque.

“O presidente Obama fez isso depois de ter denunciado a estratégia de George W. Bush na invasão do Iraque. Foi uma invasão não autorizada pela comunidade internacional. É preciso combater o terrorismo onde ele existe e não é preciso inventar motivos para invadir um outro país”, opina citando a falsa alegação de Bush que o Iraque detinha armas químicas de grande potencial letal.

Sotero acredita que haverá mudanças na condução da política americana no Oriente Médio, Norte da África e Sul da Ásia. Segundo ele, os americanos deverão optar por uma atuação menos ostensiva e mais estratégica. “Eu acho que haverá a manutenção do anti-terrorismo, mas com uma ênfase em medidas do chamado softpower, retirando tropas da região procurando outro tipo de participação”.

Ele acredita em uma redução do efetivo militar na região. De acordo com dados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no final do ano passado havia nesta região 5.786 militares norte-americanos.

A diminuição do efetivo na região repercutirá positivamente na opinião pública americana, ressalta Sotero. “Há um apoio popular declinante nos Estados Unidos para esse tipo de coisa [manutenção de militares americanos em países árabes]. O presidente Obama sabe disso, tanto é que já praticamente completou a retirada das forças de combate do Iraque e deve iniciar em breve a mesma coisa no Afeganistão”.

O Instituto Brasil do Centro Woodrow Wilson, dirigido por Paulo Sotero, estimula entre brasileiros e brasilianistas (americanos especializados em questões brasileiras) estudos comparativos e sobre o relacionamento entre o Brasil e os Estados Unidos.

Príncipe Gales, Charles Philip Arthur George e Barack Obama, presidente dos EUA, reunidos no Salão Oval, em 4 de maio de 2011.
Príncipe Gales, Charles Philip Arthur George e Barack Obama, presidente dos EUA, reunidos no Salão Oval, em 4 de maio de 2011.
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