Modernização do arquivo Público mantém viva a história da Bahia

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Um dos principais acervos documentais do país – ficando atrás apenas do Arquivo Nacional -, o Arquivo Público do Estado, localizado na Baixa de Quintas, em Salvador, reúne documentos históricos da Bahia e do Brasil armazenados em caixas que, unidas uma a outra, corresponderia a 25 quilômetros de extensão. São cartas de alforria, inventários e manuscritos originais datados desde o período colonial. O Arquivo é responsável pela guarda definitiva de documentos pertencentes ao Estado.

Fundada em 1890, a instituição é vinculada à Fundação Pedro Calmon, da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia (Secult). Para manter viva a memória e auxiliar nos trabalhos de pesquisa, nos últimos anos, o Estado tem realizado importantes melhorias, a exemplo da instalação das prateleiras deslizantes e, mais recentemente, a aquisição de um equipamento de tecnologia alemã para microfilmar e digitalizar o acervo. O novo aparelho custou R$ 500 mil.

Segundo a coordenadora do setor de microfilmagem e digitalização, Marlene Oliveira, o equipamento vai facilitar muito o trabalho. “Tínhamos outra máquina que faz apenas microfilmagem. Um aparelho apenas não era suficiente para o tamanho do nosso arquivo. Esta máquina híbrida permite que a qualidade do documento reproduzido seja muito melhor. Para isso nossa equipe fez um treinamento. Tudo para manter preservada a memória do Arquivo Público”.

Entre os conteúdos mais conhecidos está o conjunto documental ‘Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia (1652-1822)’, disponível no Arquivo Público, que recebeu da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) o título de Memória do Mundo.

Ao menos, uma vez na semana, a pesquisadora Isis Góes consulta o arquivo estadual. Além de estudos para o mestrado, ela presta serviços a pesquisadores e instituições de outros estados. “Aqui tem documentação do início da colonização, documentação relativa ao período de luta pela Independência, sobre a Conjuração Baiana, entre outras questões a serem exploradas pela historiografia, o que é uma riqueza imensa”.

*Com informação: Sérgio Jones

 

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