Médicos trabalham normalmente na rede estadual de saúde da Bahia

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Movimentação dos profissionais da Saúde da rede estadual
Movimentação dos profissionais da Saúde da rede estadual
Movimentação dos profissionais da Saúde da rede estadual
Movimentação dos profissionais da Saúde da rede estadual

Os hospitais da rede pública de saúde do Estado estão funcionando normalmente nesta terça-feira (03/05/2011). Nas principais unidades hospitalares de Salvador – Hospital Geral do Estado (HGE), Roberto Santos e Ernesto Simões – os médicos compareceram e atenderam aos pacientes.

Segundo o diretor-geral do HGE, André Luciano Andrade, o hospital permanece com seu quadro funcional atendendo à população. Os servidores dos diversos setores, como enfermaria e emergência, cumprem a rotina normal de trabalho. Diariamente os pacientes dispõem de 30 médicos por turno em diversas especialidades. No total, cerca de 700 médicos atuam na unidade, que presta assistência em traumato-ortopedia, queimaduras, endoscopia, fisioterapia, endocrinologia, ortopedia, entre outras especialidades.

No Hospital Ernesto Simões, localizado no Pau Miúdo, os pacientes confirmam que a rotina está normal e não perceberam mudança nos atendimentos. “Cheguei aqui às 7h com hipertensão e açúcar alto no sangue, e fui atendida imediatamente. O médico me tratou muito bem e já estou me sentindo melhor”, afirmou a aposentada Joselita de Oliveira, 76 anos, atendida na emergência da unidade.

A dona de casa Margarida Cardeal, 49, estava acompanhando o irmão que saiu de Irará, a 137 quilômetros de Salvador, para fazer uma cirurgia no hospital. “Não tenho do que reclamar. Meu irmão está bem, a cirurgia dele foi um sucesso. Eu só agradeço”.

O Hospital Ernesto Simões, considerado de média complexidade, atende em média diariamente 170 pacientes. São 20 médicos por turno prestando atendimento em diversas especialidades. Como nos demais dias, a frequência dos profissionais de saúde, nesta terça-feira foi considerada dentro da normalidade.

Segundo o diretor-geral, César Martins, o acesso dos pacientes não foi alterado e o corpo clínico está presente na unidade. “Todas as categorias profissionais da área de saúde – enfermeiros, médicos, radiologistas e fisioterapeuta – estão atendendo sem restrições”.

Outra unidade que permanece fazendo atendimentos é o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Com um quadro de dois mil profissionais de saúde – dos quais mais de mil médicos -, a rotina da unidade também não foi alterada. Os setores de emergência, cirurgia eletiva, enfermaria e obstetrícia estão funcionando. Houve ausência de profissionais apenas no ambulatório.

“Esse movimento de paralisação não está tendo consistência, demonstrando que os servidores da saúde do Estado estão conscientes da importância do atendimento à população”, afirmou o diretor-geral do HGRS, Paulo Bicalho, sobre a greve anunciada pelo Sindicato dos Médicos no Estado da Bahia (Sindimed).

O Hospital Roberto Santos faz atendimento em cerca de 20 especialidades, entre as quais, urologia, obstetrícia, neurologia, odontologia, endoscopia e cardiologia.

Baixa adesão

O secretário da Saúde, Jorge Solla, enfatizou a baixa adesão dos médicos ao movimento. De acordo com ele, dos 3.500 profissionais da rede estadual apenas 35 não atenderam a quem buscou serviços médicos. “Nenhum paciente deixou de ser atendido e nenhuma cirurgia deixou de ser realizada em função da tentativa de greve. Isso mostra o reconhecimento da categoria aos ganhos já conquistados durante esta gestão”.

Segundo Solla, as reivindicações do Sindicato dos Médicos já foram todas atendidas anteriormente. Entre os ganhos está o reajuste salarial ao longo dos últimos quatro anos. Ele explica que foi concedido o índice de 200% no salário dos médicos. De acordo com o secretário, a remuneração inicial desse profissional é de R$ 3.441 para um plantão semanal de 24 horas. Em 2006, os médicos recebiam R$ 1.112 pela mesma carga horária.

“São 200% em apenas quatro anos. Nenhuma categoria profissional teve reajuste semelhante. Do ponto de vista salarial, a repercussão foi muito grande. Se o médico fizer dois plantões semanais serão quase R$ 7 mil. Antes receberiam apenas R$ 2.200”, comparou Solla.

Plano de Cargos e Carreiras

Outra reivindicação do sindicato é relacionada ao Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV). O secretário explica que o projeto, aprovado na Assembleia Legislativa, foi encaminhado, construído e assinado pela direção do Sindicato dos Médicos. “Todo processo do plano de carreira foi efetivado, com exceção da avaliação de desempenho porque a presidência do Sindmed não aceita que haja avaliação do desempenho dos funcionários”, afirma.

O secretário lembra que eles “reivindicam o pagamento da gratificação máxima sem nenhuma avaliação, porém a lei exige que tenha esta avaliação. O nosso posicionamento é de realizar a avaliação porque não é justo um médico que não cumpre suas metas receber a mesma gratificação de outro que cumpre suas obrigações, suas jornadas de trabalho”. De acordo com Solla, no dia 1ª de julho, a Sesab vai implantar a avaliação de desempenho em todos os hospitais do Estado.

Além dos ganhos salariais, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contratou 5.500 profissionais por meio de concurso público. Somente no concurso realizado em 2008, mais de 2.500 foram convocados, e destes 1.700 são médicos – somente esta semana foram contratados 805 profissionais concursados.

As condições de trabalho também melhoraram. Hoje a Bahia dispõe de mais 1.200 leitos hospitalares criados nos últimos quatros anos. Também foram inaugurados cinco novos hospitais – o do Subúrbio (Salvador), o da Criança (Feira de Santana), o Geral do Oeste (Barreiras), o Regional de Castro Alves (Santo Antônio de Jesus) e o Regional de Juazeiro.

Recuperação de unidades

Segundo Solla, toda rede de saúde do estado passou por reformas e foi ampliada, com recuperação das instalações físicas e de equipamentos. Somente o Hospital Geral do Estado (HGE) teve as enfermarias reformadas, substituídos o mobiliário hospitalar e os elevadores, recuperada a UTI, além de receber novos equipamentos.

“Aumentamos em 80% a quantidade de leitos nas UTIs, ampliamos a rede básica e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Também investimos na valorização dos profissionais por meio de cursos de qualificação. Foram oferecidas mais de três mil vagas em cursos de especialização aos trabalhadores da rede pública. Esses investimentos fizeram parte de pautas anteriores do sindicato e todas foram cumpridas pelo governo”, afirmou o secretário.

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