Já é hora de os jornalistas entenderem de negócios, afirma novo estudo sobre jornalismo digital nos Estados Unidos

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Os jornalistas precisam entender melhor de negócios de notícias, afirma um estudo divulgado na terça-feira 10 de maio. O relatório sobre a situação do jornalismo digital daEscola de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade de Columbia sugere aos profissionais que repensem sua relação com os anunciantes, informou o New York Times.

Intitulado “A história até agora: O que sabemos sobre o negócio do jornalismo digital”, o texto discute que tipos de jornalismo digital têm mais probabilidade de conseguir apoio comercial nos Estados Unidos.

“Não estamos sugerindo que os jornalistas sigam ordens dos anunciantes”, disse Bill Grueskin, diretor acadêmico da escola de jornalismo da Columbia e coautor do estudo, citado pelo New York Times. “Estamos sugerindo que os jornalistas entendam muito melhor por que tantos anunciantes abandonam os modelos tradicionais de negócios de notícias”.

Staci D. Kramer escreveu para o Paid Content que “a saga do jornalismo digital como um negócio (ou a falta de um) […] não é tão deprimente, mas também não é tão boa”.

Segundo o estudo de 143 páginas, as plataformas tradicionais não devem ser abandonadas nem descartadas . No entanto, “muitos setores da indústria tradicional de notícias demoraram a adotar mudanças impostas pela tecnologia digital”, continua o relatório, que faz várias recomendações:

– As empresas de mídia deveriam redefinir a relação entre audiência e publicidade: “Os jornalistas devem entender melhor os públicos que já conquistaram e os que querem conquistar e redefinir o que oferecem para garantir a fidelidade da audiência”.

– As empresas de mídia deveriam repensar sua relação com os anunciantes: “Isso não significa permitir que eles orientem a cobertura ou definam as prioridades. Significa entender que os anunciantes dispõem hoje de muitas novas formas de chegar aos consumidores e que algumas delas, como as redes sociais, podem ser baratas e eficientes”.

– Criar equipes que trabalhem só com digital, especialmente com o aspecto comercial.

– Repensar a agregação de conteúdo e formas de usar os links para atrair leitores.

– Fazer “pequenas apostas” em plataformas móveis, aumentando as chances de que alguma delas ganhe.

– As empresas que adotam sistemas de cobrança pelo conteúdo online “deveriam ter expectativas limitadas de sucesso”.

Bill Mitchel, do Poynter, ressaltou três lições do estudo sobre audiência, publicidade e agregação de conteúdo.

O relatório ilustra a importância de fazer negócios de formas “dramaticamente diferentes”, explicou Jan Schaffer na revista Columbia Journalism Review. Isso poderia significar foco em uma área específica e parcerias com outros veículos para a cobertura dos demais temas. Assim, “múltiplas fontes de faturamento começariam a se acumular”. Também é possível colaborar com a concorrência e pedir ao público que tenha um papel mais ativo, além do de anunciante, assinante, doador ou jornalista cidadão.

“É provável que tenhamos um mundo com mais e menores organizações de notícias, segundo o relatório. As que terão mais sucesso irão alavancar equipe e audiência por meio da agregação de conteúdos, além de parcerias com o público para oferecer conteúdos de real valor”.

*Com informações: Knight Center | Summer Harlow/NM

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