Greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia já dura mais de um mês

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Greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia já dura mais de um mês
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Greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia já dura mais de um mês
Greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia já dura mais de um mês

Há mais de um mês, os 60 mil estudantes das quatro Universidades Estaduais da Bahia estão sem aula. A greve dos professores reivindica do governo do estado (Jaques Wagner – PT) a retirada de uma cláusula do acordo salarial 2010, que congela os salários por quatro anos, e a revogação do Decreto 12.583/11, que contingencia verbas no serviço público. Na sexta (06/05/2011), após afirmar que não negociaria com a categoria em greve, o governo recebeu representantes dos professores e apresentou uma nova versão da cláusula. Em assembleia na manhã de hoje (12/05), os professores da Uefs avaliaram que a nova redação não mudou o caráter impeditivo da cláusula e a rejeitaram, mantendo a exigência pela retirada de todo seu conteúdo.

Já está agendada uma reunião de negociação com o governo para segunda (16/05) na Secretaria de Educação, às 14 h, quando alguns professores farão uma concentração na porta da Secretaria. Para o coordenador da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), Gean Santana: “O governo tinha declarado que não negociaria com a categoria em greve. Só após a nossa mobilização conseguimos reabrir as negociações. Queremos assinar o acordo, mas sem restrições. A greve foi a nossa última ferramenta para resolver os problemas, pois passamos mais de um ano negociando com o governo”, afirma.

Na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) a greve também foi deflagrada pelos estudantes. Na Uefs, os técnico-administrativos fizeram uma paralisação de dois dias (11 e 12/05) e avaliam em assembleia amanhã a retirada de um indicativo de greve. Na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) a greve dos professores foi iniciada mais tarde e está completando 17 dias. Para pressionar o fim da greve, o governo cortou os salários dos professores da Uefs, Uesb e Uesc do mês de abril, mas a categoria continua em greve. “A atitude inconstitucional e autoritária do governo de desrespeitar o direito de greve não irá arrefecer o movimento”, declara Gean. Os professores farão uma manifestação na próxima sexta (20), em frente ao shopping Iguatemi, às 15h30, para alertar a população sobre os motivos da greve, dando continuidade às mobilizações.

As negociações entre o governo e os professores pela incorporação da gratificação CET (Condições Especiais de Trabalho) ao salário base duraram mais de um ano. Os professores aceitaram o pagamento da incorporação de forma parcelada até 2014. No entanto, no dia da assinatura do Acordo o governo surpreendeu a categoria incluindo no documento a cláusula restritiva.

Segundo o professor Jucelho Dantas, o que está impedindo a assinatura do acordo não é o parcelamento da incorporação da CET, mas a imposição do governo para que a categoria passe quatro anos sem reivindicar melhorias. “O governo está divulgando a incorporação da CET como se isso significasse uma grande melhora nos nossos salários e não é verdade. A CET significa um aumento de 07 a 18%, a depender da classe em que se encontra o professor, em quatro anos, o que é muito pouco se lembrarmos que as Universidades estaduais da Bahia recebem um dos piores salários do Nordeste. Estados com arrecadações de impostos bem menores pagam melhor aos professores”, completa Jucelho.

“A greve é nossa forma de mostrar para sociedade que a Universidade está passando por problemas e que precisamos exigir melhorias do governo. Precisamos defender o direito da nossa sociedade de ter uma Universidade pública e de qualidade. A educação é o maior patrimônio que nosso povo pode ter e o melhor caminho para transformação da nossa realidade social”, finaliza o professor Jucelho.

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