Em defesa da honestidade, Ética e do interesse público da população baiana | Por Reginaldo de Souza Silva

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É de conhecimento de toda população baiana a crise gerada pelos Decretos, Portarias e falta de cumprimento da palavra da atual administração do Estado da Bahia. Assim, professores das quatro universidades estaduais (UESB,UESC, UEFS e UNEB) apoiada pelos alunos e funcionários, tem acirrado os ânimos em busca da ética, da honestidade e acima do tudo do interesse público.

Em pleno século XXI o descalabro da educação pública em nosso Estado nunca deu para esconder, agora qualquer cidadão desempregado ou não, com filho na escola pública ou não, não tem coragem de dizer “Aqui tem Qualidade”. Ninguém é capaz de afirmar que não é justa as reivindicações do movimento em prol de uma educação pública, de qualidade, democrática e socialmente referenciada, pois o quadro de contingenciamento de despesas públicas, no setor da educação, da saúde e segurança pública, representam o caos, a falta de política, a cópia de decisões em nível federal sem a contextualização, portanto, a essência da justificativa da existência do Estado está falindo, o bem comum.

A população da Bahia e, especialmente, de todas as cidades sede das administrações das universidades estaduais (Vitória da Conquista, Itabuna, Feira de Santana e Salvador) estão vivenciando a crise nas empresas de ônibus, no comercio, nada mais grave, porém, do que famílias de docentes que tem como única fonte de sobrevivência o salário cortado.

Lutamos sim, pela qualificação de todos os professores em programas de mestrado e doutorado, pois os conhecimentos advindos mudam a cara de nossa instituição, da cidade, da região e do Estado, qualificando novos profissionais para o mundo do trabalho, inclusive o serviço público.

Não se pode esperar mais nada do Des-Governo do Estado da Bahia, intervir nas universidades é comum em sua história, nesta gestão não tem sido diferente desde sua posse. Cortar salários de professores com menos de 20 dias de greve, como forma de amordaçar, tentar calar/comprar a imprensa são parte dos golpes dos agora Feiticeiros de Plantões. A magia que alguns esperavam com o governo se revelou em fantasma, um avatar e mais recentemente um ditador. Travestido com discurso do bem comum e a busca do equilíbrio fiscal.

Nós professores universitários e da educação básica trabalhamos com o que tem de mais caro na sociedade, os seres humanos, alunos e alunas, são eles que no presente e no futuro irão gerir está sociedade, acreditamos que a maior economia de um governo deveria ser o seu povo, todas as demais deveriam estar a seu serviço, a arrecadação de impostos, as atividade econômicas etc.

Lembramos a toda a população da Bahia e ao senhor governador Jaques Wagner que as leis da ditadura permanecem nas universidades, reforçadas por este governo, os reitores coitados, vivem com o pires nas mãos como mendigos de terno e gravata frente à crise. A tática do governo agora é mudar o foco, colocar reitor contra reitor, universidade contra universidade e assim os direitos que deveriam ser universais passam a ser barganhados nos gabinetes das secretarias de plantão (SERIN, SEFAZ, SAEB, CODES).

Alguém com muita propriedade citou seus colegas professores uesbianos que foram chamados por sua “competência” em defenderem o governo e serem a correia de transmissão de suas ordens para ocuparem cargos/cotas partidárias.

Agora a população de Vitória da Conquista conhecerá melhor as pessoas de destaque no Governo Jaques Wagner, alguns foram eleitos deputados como professor José Raimundo e Waldenor Pereira. O lamentável é que viram as costas para o local que lhe deu condições de crescer e chegar onde está. Parece que fazem parte de uma “escola de des-governo” iniciada com o projeto político dos partidos Aprendizes de Feiticeiros (PT, PSB e PC do B, DEM, PMDB) iniciado em 1997, e que não conseguem administrar as cidades e o Estado em crescimento.

O que se espera de representantes da cidade de Vitória da Conquista é a demonstração de honestidade, coerência, ética e defesa do interesse público para que a população bahiana não precise sentir: A vergonha dos conquistenses oriundos da UESB, participantes do governo Jaques Wagner.

Lamentável que uma cidade possa ser referida como a “República” no governo Jaques Wagner, pois todos os 417 municípios da Bahia deveriam estar ali representados e merecerem o mesmo respeito e ter seus quadros qualificados pela ética, coerência, respeito a coisa pública e memória. Pois os cargos não podem e não devem ser moeda de troca e favores na ciranda partidária.

Aqueles que de fato lutam pela democracia, pelo respeito a autonomia universitária, por uma educação de qualidade estão cerrando fileiras num gesto de cidadania e compromisso, nas ruas, praças, assembléias, mesas denunciam as barbáries deste governo em relação a educação. O Governo Jaques Wagner e seus aliados estão de braços cruzados, de olhos e ouvidos fechados, pois de uma hora para outra, demonstram serem os algozes, ouso até dizer, inimigos dos interesses públicos, das universidades públicas, e democraticamente no mesmo espaço que um dia fizeram parte foram considerados merecedores de uma Carta de Repúdio e terem os nomes estampados em out-door como traidores.

Participar de uma categoria exige, antes de qualquer coisa, ética, coerência, honestidade, e também, companheirismo e cumplicidade.

O governo da Bahia rapidamente vem demonstrando suas contradições internas, o conflito de interesses, entretanto, um Governo democrático precisa ter voz uníssona em respeito ao bem comum, em defesa da educação pública com ações e decisões transparentes e não através de bastidores, anônima atendendo interesses de uma pequena minoria.

Aos senhores e senhoras citados a seguir convidamos a participarem da Assembléia da categoria docente: José Raimundo, Waldenor Pereira, Fabrício Falcão, Aderbal Castro, Wilton Cunha Célia Tanajura, César Lisboa, José Carlos Oliveira, Elias Dourado, Emilson Piau, Garaldo Reis, venham conhecer a realidade que um dia vocês presenciaram e lutaram para não chegar onde estamos, a interferência, a mordaça, os desrespeito, desvalorização e a utilização de mentiras. Sejam uma presença no Governo da Bahia, empenhados em buscar uma solução para os problemas de nossa universidade, é melhor fortalecê-las.

Como a memória faz parte da história convidamos v.sas a analisarem as reivindicações do movimento, pois, o maior ato de injustiça, de ingratidão, de arrogância é negar sua história, suas lutas e seus colegas de classe.

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