BNDES prevê investimento de 23% do PIB ao final dos próximos quatro anos

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (30/05/2011) que o país deverá investir ao longo dos próximos quatro anos R$ 3,2 trilhões, chegando ao final deste período com investimentos próximos de 23% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Esse é um número adequado para sustentar o crescimento da economia no longo prazo sem pressões inflacionárias. Neste volume, estão incluídos investimentos que estão pulverizados, como os que são feitos por pequenas empresas, em projetos da construção, projetos industriais e de infraestrutura”.

Segundo Coutinho, o Brasil está vivendo um círculo forte e virtuoso de crescimento, com geração de emprego e distribuição de renda, o que o torna um país que pode gerar inúmeras oportunidades de negócios com retorno certo e risco reduzido.

“São inúmeras áreas atrativas, principalmente nos setores de petróleo e gás natural, em energia, logística e com fortes oportunidades na área de infraestrutura – principalmente em portos e ferrovias”.

As declarações de Coutinho foram dadas durante almoço-palestra do Rio Investors Day, no Hotel Copacabana Palace.

BNDES vai financiar projetos de modernização administrativa em cinco municípios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar o projeto de modernização e aprimoramento da gestão tributária de cinco municípios: Sorocaba (SP), Porto Velho (RO), Florianópolis (SC), Belém (PA) e São João de Meriti (RJ). O anúncio foi feito hoje (30) pela instituição.

As cinco operações foram aprovadas por meio do Programa BNDES de Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos (Pmat) e totalizam recursos no montante de R$ 71,1 milhões.

A participação do BNDES nos projetos varia de 72,2% dos investimentos totais, no caso de São João de Meriti, a até 90% em Belém e Florianópolis.

Presidente do BNDES defende desindexação negociada da economia

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defendeu hoje (30) um processo negociado de desindexação da economia brasileira, que seria o entendimento entre as partes envolvidas, de modo que sejam respeitados os contratos vigentes.

Ele esteve hoje em palestra do Rio Investors Day, no Hotel Copacabana Palace, evento promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro, onde se reuniram executivos das principais empresas de capital aberto do país, representantes dos governos federal, estadual e municipal e investidores.

Coutinho lembrou que há alguns contratos atrelados a determinados índices, que, a seu ver, realimentam e agravam o processo inflacionário. Alguns dos contratos que são indexados, ou seja, corrigidos por índices que medem a variação de preços, são os de aluguel de imóveis e de concessão de obras de infraestrutura. Mas, para Coutinho, alguns desses índices não são mais adequados para os dias de hoje.

“Eles puderam ser adequados no passado. Por exemplo, eu tenho reservas teóricas em relação aos IGPs porque eles misturam índices híbridos diversos. Mas isso é matéria para discussões que terão que ser feitas consultando os vários interesses e respeitando as normas estabelecidas”.

O presidente do BNDES acredita que a desindexação pode ser feita de forma negociada com o setor privado, de modo a preservar a regra do jogo. “Algumas das regras de indexação vigentes hoje podem e devem ser aperfeiçoadas. Alguns índices de preços, como os IGPs [Índice Geral de Preços], não são adequados, pois misturam outros subíndices diversos. Mas essa mudança terá que ser negociada de modo a respeitar os contratos”.

*Com informações da Agência Brasil.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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