Universidades formarão alfabetizadores do Topa

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O secretário da Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto, assinou hoje (4/04/2011) contrato com as quatro universidades estaduais e mais duas faculdades baianas para garantir a formação inicial e continuada dos alfabetizadores, coordenadores de turma, tradutores e intérpretes de Libras do programa Todos pela Alfabetização (Topa). O contrato prevê a formação de 10.500 bolsistas que vão atuar na quarta etapa do programa.

A escolha das instituições se deu a partir de seleção pública. Além da Uneb, Uefs, Uesc e Uesb, foram contratadas a Faculdade Maria Milza Ltda (Famam) e a Sociedade Educacional da Bahia Ltda (Fainor). ”Nós achamos que é importantíssimo o envolvimento destas instituições para dar mais qualidade ao programa e também para termos controle sobre a qualidade pedagógica. Elas acompanham todo o processo de alfabetização”, afirma o secretário Osvaldo Barreto.
Criado em 2007, dentro do programa Brasil Alfabetizado, do Governo Federal, o Topa atende a jovens acima de 15 anos, adultos e idosos, com a perspectiva de que a alfabetização é um direito que não prescreve com a idade.

Até o momento, o Topa já alfabetizou 751 mil baianos e tem outros 185.260 em sala de aula. Estes números fazem da Bahia o Estado campeão de alfabetização do País. O programa está presente em 407 municípios, por meio de parceria com 358 prefeituras e 675 entidades dos movimentos sociais e sindicais. A meta é alfabetizar mais 1 milhão de estudantes até 2014.

Qualidade pedagógica – O contrato que a Secretaria da Educação acaba de assinar com estas instituições visa garantir a qualidade pedagógica do programa. “O Topa tem como condição essencial a formação desses educadores. Sua metodologia é própria e a formação trabalha com as concepções e os princípios do programa, visando a implementação de uma política de educação de jovens e adultos na Bahia”, explica a coordenadora do Topa, Elenir Alves. Para isso, é fundamental a parceria com as universidades. “Sem a colaboração das universidades não conseguiríamos fazer o programa”.
A formação tem carga horária de 60 horas, sendo 40 iniciais e 20 durante o processo de alfabetização, no intuito de diagnosticar como está o processo de ensino e de aprendizagem dos alfabetizandos. As instituições colaboram com a coordenação do Topa no acompanhamento das turmas, através de visitas pedagógicas. As universidades também são responsáveis pela aplicação dos testes cognitivos de entrada e saída dos alfabetizandos, instrumento fundamental para diagnosticar o aprendizado que tiveram ao longo do programa.

Além disso, a coordenação do Topa realiza reuniões sistemáticas de avaliação das ações das instituições parceira. Para a quarta etapa, já foi realizado um planejamento da formação junto com as universidades. “A cada etapa vamos observando novos aspectos que precisam ser potencializados e outros que necessitam ser reavaliados, no sentido de melhorar o programa cada vez mais”, explica Elenir Alves.

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