SINDILIMP-Bahia denúncia escândalo na administração estadual e aponta irregularidades em licitação

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A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) avalia que a sociedade baiana pode estar diante de uma grave irregularidade na administração do governo estadual uma vez que a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) entregou apenas para a empresa Dominum Terceirização Ltda. diversos lotes para prestação de serviços de suporte à administração de edifícios públicos que beneficiará a empresa em cerca de R$ 8 milhões por mês. “A princípio não teria nada demais, porém, quando verificamos na Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb) vemos que o principal sócio é Ciro Luquini de Oliveira Nascimento, o mesmo dono do Grupo Cetro Locação de Mão de Obra em Geral, empresa que foi afastada da mesma SEC por não honrar seus compromissos, em especial com o pagamento dos salários dos trabalhadores terceirizados. Ora, se um sindicato tem condição de apurar esta manobra, como o Estado com toda sua estrutura não reparou neste detalhe fundamental?”, questiona Luiz Carlos Suíca, coordenador do Departamento Jurídico do Sindilimp-BA.

O sindicalista acrescenta que nesta sexta-feira, dia 15, haverá uma nova licitação e se mais uma vez a Dominum for beneficiada ficará ainda mais patente que algo de errado está ocorrendo. “Quem são os agentes públicos beneficiados quando uma empresa já afastada por incapacidade e imoralidade administrativa consegue voltar a prestar serviços para o Estado? Para fugir de qualquer sanção basta a um empresário com uma ficha suja junto à administração estadual mudar a razão social de uma empresa e voltar à ativa? Estamos acionando imediatamente o Ministério Público da Bahia para que esta imoralidade não aconteça”, afirmou Luiz Carlos Suíca.

“Ainda temos trabalhadores desesperados por não poderem cumprir com suas obrigações em razão dos atrasos salariais gerados pelo Grupo Cetro. Vem agora a administração estadual presentear com R$ 8 milhões por mês um inadimplente, alguém que não cumpre a legislação trabalhista, maltrata agente público como presenciamos. Queremos que tudo seja apurado. A sociedade precisa estar alerta e impedir que se faça transações desse baixo nível na administração da Bahia que desejamos e exigimos que seja transparente e honrada”, disse Luiz Carlos Suíca acrescentando que “o Sindilimp-BA confia que o Ministério Público e a Procuradoria Geral do estado (PGE) vão se dedicar efetivamente para esclarecer a sociedade baiana desta maracutaia”, disse.

Luiz Carlos Suíca lembra que o Grupo Cetro já dividiu áreas de atuação com a Imperial Construções, Administrações e Serviços Ltda., outra empresa que segundo a direção sindical também não pagava os trabalhadores de forma correta. “Para piorar, o endereço utilizado pela Imperial era Avenida Alberto Passos, 32, Centro, Cruz das Almas (BA). Investigamos e descobrimos que o endereço não existia, ou seja, o governo do Estado contratou uma empresa, pagou fatura, sem nem mesmo conferir dados cadastrais. Estamos diante do mesmo erro diante da tal Dominum?”, questiona o sindicalista.

“O Sindilimp-BA está cumprindo seu dever como sindicato cidadão, ou seja, defendemos os interesses de nossa categoria e não abrimos mão de defender a sociedade baiana em geral. Não queremos ver empresas ganharem rios de dinheiro da administração estadual e deixar os trabalhadores sem nada receber, desrespeitados em seus direitos trabalhista duramente conquistados. Não queremos novas empresas inidôneas como as da ‘Operação Jaleco Branco’, ou iguais a Postdata Bahia Informática Ltda., Organização Bahia Serviços de Limpeza e Locação de Mão de Obra, Seviba (Segurança e Vigilância da Bahia Ltda.), Higiene Administração e Serviços Ltda., Ascop Vigilância e Segurança Patrimonial, Macrosel Serviços de Limpeza e Gestão Empresarial, Yumatã Empreendimentos e Serviços e Manutenção.

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