Professores e estudantes pedem mais investimento em educação

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Durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta segunda-feira (18/04/2011), estudantes e professores concordaram com a ideia de que medidas de repressão não são suficientes para resolver o problema da violência nas escolas e pediram mais investimentos na educação.

Rosilene Correia, professora e diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) lamentou a apresentação de projetos de lei que propõem a instalação de câmeras e detectores de metais para aumentar a segurança nas escolas. Em sua opinião, esse tipo de medida distancia ainda mais a comunidade do ambiente escolar.

Segundo a professora, o foco do debate sobre violência não pode estar na punição, mas deve estar na valorização da educação no país por meio de investimentos em estrutura e melhores salários para os professores. Para ela, é preciso, portanto, ampliar os investimentos na educação e não o reforço na segurança das escolas.

– Enquanto a educação for vista como despesa, continuaremos com essa sociedade. Temos que investir para não ter que aumentar os presídios neste país. – afirmou.

Rosilene Correia também destacou que os profissionais de educação não estão preparados para lidar com situações de violência e conflito.

Formação

A subsecretária para Educação Integral, Cidadania e Direitos Humanos do Distrito Federal, Gícia de Cássia Falcão, defendeu uma revisão na formação de professores e propôs que sejam criados cursos para que os profissionais de educação sejam habilitados a mediar conflitos não apenas nas escolas, mas em toda a comunidade escolar.

-Nós professores não somos formados para determinadas situações. A formação do profissional de educação é grande preocupação. É preciso formar, sim, para que possamos atuar de maneira que esses conflitos sejam resolvidos dentro da escola, dentro da própria comunidade escolar – disse.

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, defendeu que o governo destine mais do que 5% do produto interno bruto (PIB) ao setor.
– Ao destinar apenas 5% do PIB ao setor, o governo demonstra que a educação não é prioridade no país – disse.

O estudante lembrou que o Congresso Nacional deverá examinar este ano o Plano Nacional de Educação, que tem como objetivo determinar o que será aplicado no setor até 2020.
– Estamos no ano que pode ser decisivo para os próximos dez anos. É o ano que o Estado brasileiro pode dizer: nós podemos investir um pouco mais em educação – alertou.

*Com informação: Rodrigo Baptista / Agência Senado

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