Governador Jaques Wagner esquece o MOC e promete dinheiro para Instituto Ayrton Senna

Wagner e os técnicos do MOC. Governador esquece do apoio de entidade baiana e promete dinheiro para entidade paulista.
Wagner e os técnicos do MOC. Governador esquece do apoio de entidade baiana e promete dinheiro para entidade paulista.

Wagner esquece o passado, negocia o presente e vende o futuro. Lembro-me da primeira vez que tive contato com Jaques Wagner, na época era ministro do governo Lula, convidado pelo MOC (Movimento de Organização Comunitária) para participar da inauguração simbólica do conjunto de cisternas rurais construídas através do Programa Um Milhão de Cisternas, na região de Serrinha (28/04/2005).

Caminhava ao lado de Wagner e observar vários populares o cumprimentarem. Ele virou-se para mim (Carlos Augusto) e disse: “as pessoas parecem gostar da minha presença. Acredito que posso vencer as próximas eleições estaduais.”. Mantive-me calado, apenas acenei positivamente.

Passado alguns anos, Jaques Wagner eleito e reeleito governador da Bahia, recebe a promessa da Procter & Gamble que se raspar a barba usando o barbeador da Gillette e participando da campanha publicitária da companhia, vai ganhar a importância de R$ 500 mil.

Valor que ele promete entregar ao Instituto Ayrton Senna, comandado pela empresária Viviane Senna, ligada a Rede Globo. Segundo Wagner, ele pretende vender a “barba para a Gillette, mas esse dinheiro tem que ser investido aqui na Bahia”.

O lamentável neste episódio é que com tantos institutos e ONG’s baianas, o carioca Jaques Wagner resolve entregar os recursos financeiros a um Instituto que tem sede em São Paulo. Esquecendo-se do nosso bravo e lutador MOC. Que foi fundado por um dos ícones do petismo baiano, Albertino Carneiro (na época, em 1967 comandava a paroquia do Jardim Cruzeiro em Feira de Santana). Entidade que ganhou diversos prémios internacionais, sendo em vários momentos destacada como importante organização social pela ONU, através da UNESCO.

Perfil de Albertino Carneiro

O advogado Albertino Carneiro, fundador do Movimento de Organização Comunitária, ocupou no primeiro Governo Wagner a direção regional da CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), sendo demitido por telefone. É assim que o carioca tem tratado os companheiros históricos do PT.

Governador Jaques Wagner esquece o MOC e promete dinheiro para o Instituto Ayrton Senna.
Governador Jaques Wagner esquece o MOC e promete dinheiro para o Instituto Ayrton Senna.
Sobre Carlos Augusto 9519 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).