FHC pede a Dilma sensibilidade para crítica e diálogo com Venezuela

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São Paulo, 26 abril de 2011 (EFE). O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu nesta terça-feira à presidente Dilma Rousseff e ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, “sensibilidade suficiente” para lidar com as críticas ao Governo venezuelano, sem deteriorar as relações e o diálogo entre ambos países.

“Dá a impressão de que, no que diz respeito aos direitos humanos, ela (Dilma) tem sido mais consequente em protestar. O Brasil tem interesses comuns com a Venezuela e nós não podemos, de repente, ter uma atitude que possa ser compreendida como contrária à Venezuela”, disse o ex-presidente à imprensa.

Ele recebeu nesta terça-feira, na sede do Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC), uma delegação de opositores venezuelanos, liderados pela deputada María Corina Machado, que participaram do debate “A América Latina em um mundo em transformação”, promovido pela entidade.
“Como distinguir a defesa dos direitos humanos com a participação da Venezuela na América Latina, no Mercosul, de acordo com os nossos interesses? Espero que o Governo, sobretudo com o novo chanceler, tenha sensibilidade suficiente para ao mesmo tempo atender aos interesses do Brasil e da Venezuela”, apontou FHC.

O ex-governante exaltou a oposição venezuelana como exemplo de união, justo num momento em que o PSDB – do qual é filiado – sofre uma divisão interna que levou vários membros a deixarem a principal legenda de oposição do país.

“Se quisermos ter um objetivo maior, como têm os venezuelanos hoje, que é de voltar a ter uma situação em que o PSDB exerça um papel construtivo no Brasil, na República, nós temos de estar unidos”, comentou FHC, em referência à desfiliação de Walter Feldmann, um dos fundadores do partido.

Feldmann é mais uma baixa do PSDB que passa a integrar o Partido Socialista Democrático (PSD), recém-criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

No debate realizado no IFHC, os opositores venezuelanos pediram um papel mais relevante do Brasil no tema da defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa.

Além da deputada María Corina Machado, participaram também do debate os economistas Ricardo Hausmann e Moisés Naím, o advogado Yon Goicoechea e as ativistas Manuela Bolívar Rivas e Sara Hanna.

A delegação venezuelana viajou ao Rio de Janeiro, onde participará a partir desta quarta-feira da edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial.

*Com informação: deutsche welle

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