Famílias brasileiras mantêm otimismo em relação à situação socioeconômica do país, diz Ipea

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Brasília – As famílias brasileiras mantiveram em março o mesmo otimismo de fevereiro em relação à situação socioeconômica do país, segundo estudo divulgado hoje (07/04/2011) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) manteve-se nos mesmos 65,3 pontos de fevereiro, ficando 2,8% abaixo do patamar de janeiro, quando foi registrado o maior índice da série (67,2) iniciada em agosto de 2010.

A pesquisa foi realizada em 3.810 domicílios, em 214 municípios de todos as unidades federativas. Taxas até 20 pontos indicam grande pessimismo; de 20 a 40, pessimismo; de 40 a 60, moderação; de 60 a 80, otimismo; e de 80 a 100, grande otimismo. Para a formação do índice são levadas em conta as expectativas das famílias sobre a situação econômica nacional, condição financeira futura e percepção da atual, decisões de consumo, endividamento e condições de quitação de dívidas, e mercado de trabalho.

De modo geral, o índice mais otimista foi verificado na camada da população de renda de quatro a cinco salários mínimos, com 69,71 pontos. Em relação à escolaridade, a melhor expectativa foi da população com ensino superior incompleto (68,22). A maior pontuação otimista foi mais uma vez da Região Centro-Oeste, com 77,7 pontos, seguida por Sudeste (66,1) e Sul (65,6). As famílias do Norte e Nordeste apresentaram os menores índices, abaixo da média nacional, com 62,8 e 60,9 pontos, respectivamente.

Em março, 62,8% das famílias pesquisadas disseram acreditar que o Brasil passará por momentos melhores nos próximos 12 meses, um ponto acima do registrado no mês anterior. No entanto, o percentual de famílias que acreditam na piora da situação econômica brasileira nos próximos cinco anos aumentou de 15,8% para 17,9%. Quase 59% acham que ela melhorará até 2016.

Segundo o Ipea, 72,4% das famílias acreditam ter pouca ou nenhuma dívida. Além disso, a dívida média entre os que se declararam endividados caiu de R$ 5.468,57 em fevereiro para R$ 4.194,97 em março. No entanto, um indicador preocupante, de acordo com o instituto, é que 40,5% das famílias disseram não ter condições de pagar suas dívidas.

Em relação ao mercado de trabalho, 78,52% dos chefes de família se sentem seguros em sua ocupação atual, mesmo resultado de fevereiro. Em relação aos demais membros da família, o otimismo diminuiu, ficando em 73,7%. Em 39% das famílias há expectativa de se obter melhorias profissionais nos próximos seis meses.

*Com informação da Agência Brasil

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