Falta de planejamento e execução por parte do secretário James Correia gera crise na expansão industrial da Bahia

Falta de planejamento e execução por parte do secretário James Correia gera crise na expansão industrial da Bahia.
Falta de planejamento e execução por parte do secretário James Correia gera crise na expansão industrial da Bahia.
Falta de planejamento e execução por parte do secretário James Correia gera crise na expansão industrial da Bahia.
Falta de planejamento e execução por parte do secretário James Correia gera crise na expansão industrial da Bahia.

Denúncias divulgadas, nos últimos meses, no Jornal Grande Bahia (JGB) a respeito da falta de planejamento industrial no estado e sobre a inapetência de James Correia, secretário de Indústria, Comércio e Mineração Secretaria (SICM), adquiriram repercussão em âmbito estadual conforme divulgado na manchete do jornal A Tarde, desta quarta-feira (27/04/2011): “Mais de 150 indústrias esperam áreas para se instalar na Bahia”.

O deputado estadual Carlos Geilson (PTN) pediu, em fevereiro, informações sobre as ações da SICM, mas até o momento não foram respondidas. A consequência da falta de planejamento e execução resulta no adiamento ou cancelamento de investimentos, perda de empregos e tributos.

O estado da Bahia a médio e longo prazo, tende a comprometer a capacidade de crescimento econômico. Um dos aspectos mais visíveis deste processo é a perda de posição no setor industrial nacional, a Bahia sai da sexta para a sétima colocação.

Jornal A Tarde denuncia

A disponibilidade de terrenos estruturados para a implantação de novas fábricas tem se configurado um entrave para a expansão industrial da Bahia, sendo a situação mais crítica nos munícipios de Feira de Santana e Luís Eduardo Magalhães.

Em Feira de Santana, cerca de 60 novos investimentos industriais aguardam a liberação de áreas para implantação. No entanto, o CIS não tem áreas para expansão. Para o diretor do CIS, José Mercês Neto “não se pode fazer a prospecção de negócios, pois não se tem áreas para oferecer. Estamos perdendo a oportunidade de buscar nos empreendimentos”.

O secretário James Correia confirma a situação de estagnação industrial e afirma que “houve uma ocupação muita rápida dos espaços por conta do crescimento econômico”. Sua afirmação é nula de praticidade e remete a ideia de que a situação de abandono industrial no estado baiano irá perdurar por muito tempo.

O fato é que a instalação da nova área industrial no município de Feira tem esbarrado na burocracia e na falta de sintonia entre governo e prefeitura, no que concerne ao projeto de lei complementar que redefine as zonas industriais da cidade. Agrega-se à barreira burocrática a ausência de uma infraestrutura telecomunicacional eficiente para as empresas já instaladas e para as que pretendem fixar-se em território baiano.

Impulsionada pelo avanço da agroindústria, a região oeste do estado vive em situação semelhante à cidade de Feira de Santana. Cerca de 100 pedidos de implantação de novas fábricas aguardam aprovação. Diante da situação, a prefeitura de Luís Eduardo Magalhães definiu há duas semanas a criação de um novo distrito de indústrias.

Para evitar que a situação dos distritos do interior se repita na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o governo vai desapropriar uma área de 20 milhões de metros quadrados para expansão do Polo Industrial de Camaçari. Com áreas para implantação de indústrias ainda disponíveis, o Polo vai expandir e tem como objetivo atender a demanda de implantação de novas indústrias no longo prazo.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).