Escola Municipal Tasso da Silveira, nove meninas e um menino morrem em tragédia no Rio, confirma secretário de Saúde. Confira detalhes do crime

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Jornal Grande Bahia presta solidariedade as vítimas do ato de insana violência desferido por Wellington Menezes de Oliveira, contra indefesas crianças de nosso país.

Nove meninas e um menino morrem em tragédia no Rio, confirma secretário de Saúde

Rio de Janeiro – O secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, confirmou há pouco que das dez crianças que morreram na Escola Tasso da Silveira, nove são meninas. As crianças tinham entre 12 e 14 anos. Há ainda o registro de 12 alunos feridos.

Na manhã de hoje (7), um ex-aluno da escola localizada em Realengo, na zona oeste do Rio, entrou na instituição com duas pistolas e foi direto a uma sala de aula, no terceiro andar, onde fez os disparos.

Todas as vítimas foram socorridas por ambulâncias do Corpo de Bombeiros e levadas para o Hospital Estadual Albert Schweitzer. Segundo Sérgio Côrtes, três delas foram operadas e passam bem. Os casos mais graves foram transferidos para os hospitais Pedro Ernesto e Saracuruna, além do Hospital-Geral da Polícia Militar e para o Instituto de Traumatologia. A lista com o nome das vítimas ainda não foi divulgada.

O atirador, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, se matou com um tiro na cabeça, depois de ter sido baleado na perna por um policial.

“Cheguei ao hospital 30 a 40 minutos depois que as vítimas começaram a chegar e já encontrei a equipe mobilizada para atender as crianças. Também vi que muitos voluntários estavam ligando para oferecer ajuda. Estamos com todos os hospitais, seja do estado, do município e federal mobilizados”, disse Côrtes.

Neste momento, familiares se aglomeram na porta do hospital em busca de informações. É o caso do pedreiro Nilson Rocha, de 56 anos. A filha dele, de 13 anos, foi baleada na barriga, mas passa bem.

“Consegui falar com minha filha e ela disse que estava tudo bem. Eu estava em casa quando soube da notícia e parti para a escola. Lá disseram que minha filha estava ferida e que foi levada para o Albert [Hospital Albert Schweitzer]. Graças a Deus ela está bem.”

Também na porta do hospital, em busca de notícias de uma colega, Pamela Cristina, de 13 anos, aluna da Escola Tasso da Silveira, contou que, ao ouvirem os tiros, os professores levaram os alunos para o auditório, no último andar do prédio. “Lá, eles trancaram a porta com cadeiras e com armários, e foi uma gritaria só”, contou.

Policial diz que Wellington se matou com tiro na cabeça ao ser rendido

Um policial militar que dava apoio a uma fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), em Realengo, na zona oeste do Rio, foi quem rendeu Wellington Menezes de Oliveira, o autor dos disparos que mataram 12 crianças e feriram outras 22 na Escola Municipal Tasso da Silveira.

Segundo informou o Detro, equipes do órgão atuavam na Rua Piraquara, perto da escola, quando uma criança se aproximou com o rosto baleado e avisou que havia um homem atirando dentro da colégio. Os PMs do Batalhão de Polícia Rodoviária foram imediatamente para o local.

Lá, encontraram as crianças trancadas nas salas de aula e Wellington subindo a escada em direção ao terceiro andar da escola. O policial atirou na perna do criminoso e pediu que ele largasse a arma. O atirador caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça, ao ser rendido .

Em carta, autor de disparos em escola no Rio contou ter vírus HIV

O subprefeito da zona oeste do Rio de Janeiro, Edmar Teixeira, acaba de confirmar que Wellington Menezes de Oliveira, o homem armado que invadiu hoje (7) a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, matando 12 crianças e ferindo 22, deixou uma carta com as alegações para cometer o crime.

Segundo ele, na carta, com teor religioso, Wellington, ex-aluno da escola, dizia ser portador do vírus HIV. Depois de deixar a carta, na própria escola, o criminoso se matou, com uma das armas que utilizou para disparar contra as crianças.

Dilma cancela cerimônia e faz minuto de silêncio depois de tragédia no Rio

Com a voz embargada e demonstrando estar abatida a presidenta Dilma Rousseff homenageou hoje (7) com um minuto de silêncio as crianças que foram mortas no Rio de Janeiro. A presidenta participaria de cerimônia para comemorar a marca de 1 milhão de empreendedores individuais formalizados, no Palácio do Planalto, mas preferiu fazer um breve pronunciamento e, em seguida, cancelou a cerimônia
“Não vou fazer discurso porque temos que lamentar o que aconteceu em Realengo com crianças indefesas. Não é característica em nosso país ocorrer esse tipo de crime, por isso considero que nós todos aqui presentes estamos unidos no repúdio àqueles ato de violência, sobretudo contra crianças indefesas”, disse.

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