Brasil defende solução política para conflito na Líbia

Embaixadora brasileira no Conselho de Segurança diz que país inseriu parágrafo sobre o tema na resolução 1973, aprovada pelo órgão; ONU abriu corredor humanitário nesta terça-feira.

O Brasil está defendendo uma solução política para o conflito na Líbia. Desde fevereiro, o país norte-africano tem enfrentando confrontos entre forças pró e contra o líder Muammar Kadafi.

Segundo a ONU, milhares de pessoas podem ter morrido e ficado feridas nos combates. No mês passado, o Conselho de Segurança aprovou a resolução 1973 sobre a Líbia, estabelecendo uma zona de exclusão aérea no país e, se necessário, o uso da força para proteger os civis.

Cessar-Fogo

Nesta entrevista à Rádio ONU, a embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, falou sobre a posição do Brasil no Conselho.

“O Brasil sempre defendeu um processo político como a melhor opção para o encaminhamento da crise na Líbia. E passado um mês da adoção da resolução 1973 pelo Conselho de Segurança, está se tornando cada vez mais claro que é importante facilitar um cessar-fogo, um diálogo político. Como, aliás, previsto no próprio parágrafo 1º da resolução, que foi uma iniciativa do Brasil. E isso seria fundamental para por fim ao conflito e dar uma resposta adequada às aspirações da população líbia e permitir também maior acesso e atendimento às necessidades humanitárias”, afirmou.
 
Corredor Humanitário

Desde o início dos combates na Líbia, várias cidades passaram ao controle dos rebeldes, e algumas retornaram às forças do governo. No momento, os combates mais intensos ocorrem em Misrata, noroeste do país. A cidade está praticamente isolada. Na terça-feira, a ONU abriu um corredor humanitário na Líbia para socorrer os civis afetados pelo conflito. Cerca de 500 mil pessoas já fugiram do país desde o início dos confrontos.

*Com informação da Rádio ONU.

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