Alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú em Santa Catarina

Está no jornal O Estado de São Paulo, “Camboriú terá o maior prédio da América do Sul”, um edifício com 63 andares, a ser construído na Barra Sul, próximo ao teleférico.

A insensatez do prefeito Piriquito & Cia é o reflexo da irresponsabilidade com o meio ambiente. Piriquito parece que tem resquício de gente provinciana, que sempre sonhou em morar em cidades de grandes arranha-céus. Ele, com a sua corte de orientadores, não está administrando Balneário Camboriú visando preservar a sua qualidade de vida saudável em harmonia com natureza.

A sua gestão, como as anteriores, peca por desfigurar a cidade apenas para atender ao apelo empresarial dos construtores, que não se importam com as consequências nefastas da superlotação da cidade com as construções de espigões para atender à clientela bem remunerada. Balneário Camboriú está marchando com passos largos para um colapso geral por não ter condição de atender em infraestrutura básica ao volume de gente que aqui acolhe. Mas os Piriquitos da vida, megalomaníacos por natureza, metidos a desbravadores, só enxergam a cultura do concreto armado, para terem a sensação de que estão morando no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

Os problemas sociais, de gente perambulando pela cidade, traficando, dormindo pelas ruas, assaltando, pichando paredes de prédios, flanelinhas extorquindo proprietários de carros, carroceiros e tudo o que há de nocivo nas grandes cidades, aqui já começaram a aparecer. Por quê? Porque os nossos administradores públicos não se preocupam em ter uma cidade com população proporcional à capacidade municipal de poder dar um bom atendimento.
E se não bastasse, a insanidade municipal quer porque quer alargar a Praia Central. Não é a cidade que tem de se ajustar ao volume cíclico de população transitória, é o poder municipal que tem o dever e a responsabilidade de saber qual é o limite de sua capacidade.

A faixa de areia da Praia Central passa a maior parte do ano vazia. É um absurdo o que estão pretendendo fazer. Hoje, temos uma praia tranquila, calma, sem ondas violentas e que permite acesso de qualquer criança. Se alargarem a faixa de areia, ninguém garantirá como ficará o banho de mar para crianças e idosos. A Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, é o exemplo mais negativo de balneabilidade.

Por que não fazem uma dragagem do fundo do mar da Praia Central para limpar a quantidade de detritos que o mar despeja, quase que diariamente, nas areias? Não há garantia nenhuma o fato de a empresa americana Coastal Planning & Engineering já ter realizado mais de cem alargamentos, nos Estados Unidos, pois as características de nossa praia são diferentes. Independente do alargamento, a prefeitura poderia realizar o que está no projeto urbanístico da Avenida Atlântica, ou seja, alteração na calçada, remanejamento dos quiosques, inversão da via etc. Também não deve ser esquecida a instalação chuveiros públicos ao longo da avenida.

Assim, para manter a sua característica natural, não se deveria fazer o alargamento da Praia Central porque foi dessa forma, até hoje, que Balneário Camboriú passou a ser conhecido e amado por todos.

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