Vereadores feirenses divergem sobre a proposta de aumento da passagem de ônibus

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Em entrevista, exclusiva, ao Jornal Grande Bahia (JGB) o vereador Marialvo Barreto (PT), membro da bancada oposicionista e o vereador Maurício Carvalho (PR), líder do governo na câmara argumentam e contraargumentam sobre a proposta de aumento de tarifa de transporte coletivo em Feira de Santana.

JGB – Vereador Marialvo Barreto (PT) qual o seu posicionamento sobre a proposta de aumento do SINCOL da passagem de ônibus de coletivo em Feira de Santana? E o posicionamento da câmara de vereadores, haja vista a decisão final ser do prefeito Tarcízio?

Marialvo Barreto – o que nós vimos foi um conselho municipal de transporte operando em prol do SINCOL. Por que operando para o SINCOL? Eu que sou vereador me senti um cachorro, imagine o cidadão comum. Uma reunião que não tem na pauta análise de planilha e faz a votação do aumento de transporte. Um secretário que omitiu, não teve coragem de colocar na pauta a proposta de aumento da passagem.

A discussão resumiu-se a seguinte pergunta: quem vota na planilha 01? Quem vota na planilha 02? Aí, ganhou a proposta de R$ 2,37.

Os alimentadores estão há cinco quinzenas sem receber e eu denunciei que em toda rede de transporte dos distritos os motoristas e os cobradores estão trabalhando sem carteira assinada, sendo isso um trabalho clandestino dentro da área pública.

 E vou encaminhar a secretaria de transporte um ofício solicitando que aplique a multa de 10% que está no contrato, haja vista o SINCOL ter atrasado o salário dos alimentadores.

JGB – Para o senhor essa proposta de aumento será aprovada pelo prefeito Tarcízio Pimenta?

Marialvo Barreto – Isso aí já esta tudo armado. Isso é um jogo de compadre para meter a mão no bolso do povo. A passagem vai ser R$ 2,30. O SINCOL propôs R$ 2,42, a prefeitura R$ 2,37, para que Tarcízio apareça com R$ 2,30.

JGB – Qual o motivo dessa proposta de aumento de mais de 10%, em menos de um ano, na tarifa de transporte público?

Maurício Carvalho – Na verdade ainda não ocorreu o aumento. Isso é uma situação de praxe. Infelizmente, a tarifa tem que ser aumentada anualmente. Temos inflação e alguns itens aumentam mais do que outros. Essa necessidade não ocorre somente com a cidade de Feira de Santana.

A reunião do conselho ocorreu normalmente e o resultado do conselho foi levado para o prefeito e só terá aumento após o decreto do prefeito.

JGB – O senhor falou que os alimentos, a cesta básica como um todo tem reajustes. Mas, o senhor não acredita que o percentual de aumento proposto para a tarifa de transporte coletivo em Feira de Santana está com um percentual muito elevado, tendo Feira uma das maiores tarifas do Brasil?

Maurício Carvalho – Eu creio que Feira não esteja entre as cidades brasileiras que possuem a maior tarifa. Inclusive, pretendo trazer para a câmara a discussão a respeito disso fazendo um quadro comparativo de cidades de porte médio do Brasil, pois de fato precisamos ter isso oficialmente.

Feita teve uma renovação de frota significativa, nestes dois anos, me parece que em torno de 54 ônibus novos entraram no sistema de transporte feirense, o que reduziu a idade média dos veículos e isso é um fator que conta muito no valor da tarifa, como também conta muito o fator gratuidade.

Na época em que fui secretário de serviços públicos o salário do motorista e do cobrador de Feira de Santana era o mesmo do segmento lá na capital do estado, onde o custo de vida é muito mais elevado do que em Feira.

JGB – O senhor falou em salários. Como fica a situação dos alimentadores que estão há cinco quinzenas ser receber salário do SINCOL? A SINCOL vai ser multada como consta no regimento vigente? O aumento de tarifa caso seja sancionado vai ocorrer imediatamente ou após três meses como discutia recentemente os vereadores?

Maurício Carvalho – Primeiro, a questão do SINCOL deve ser fiscalizada e se houver uma cláusula de punição ela deve ser punida. Não é a prefeitura que está devendo são as empresas aos alimentadores. E quanto ao período em que vai ser vigorado o aumento reservo-me ao direito de não falar, pois o aumento ainda não ocorreu.

Sobre Carlos Augusto 9652 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).