Vereadora Cíntia Machado e deputado Targino Machado concederam entrevista ao JGB e comentaram sobre temas polêmicos sobre Feira de Santana

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Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia (JGB), concedida na noite de sexta-feira (11/03/2011), a vereadora feirense Cíntia Machado (PSL) e o deputado estadual Targino Machado (PSC) falaram sobre a relação de parceria que possuem, além de projetos como a criação de campus avançado da UFRB, reforma do aeroporto, construção do rodoanel e criação da região metropolitana: “Feira de Santana só tem uma salvação: a região metropolitana. Ela é a única forma de trazermos dinheiro novo, “dinheiro grande” para fazermos as obras de infraestrutura que Feira de Santana necessita”, afirma Targino em entrevista

JGB – Cíntia Machado (PSL) e Targino Machado, essa parceria traz algum resultado para Feira de Santana, São Gonçalo e a microrregião?

Targino Machado – Essa parceria está no sangue e se está no sangue é para a vida toda. Ela é para fazer uma revolução do bem em Feira de Santana.

JGB – O senhor tem defendido a região metropolitana em Feira de Santana que obviamente estaria extensiva a São Gonçalo, um dos seus principais redutos eleitorais. Como está este projeto?

Targino Machado – O projeto não existe. Quem falar diferente está mentindo, fazendo firula, proselitismo político, está enganando o povo. Este tipo de projeto, que é uma das únicas vezes que o governador do estado pode legislar porque este é um projeto de lei complementar que é de iniciativa privativa do governador.

O que precisamos fazer é pressão política para que o governador se sensibilize o projeto para a assembleia legislativa em caráter de urgência. Feira de Santana só tem uma salvação: a região metropolitana. Ela é a única forma de trazermos dinheiro novo, “dinheiro grande” para fazermos as obras de infraestrutura que Feira de Santana necessita. Feira não precisa de dinheiro para calçar rua, fazer praça porque Feira tem dinheiro para isso.

Feira precisa é concluir aquela vergonha que se chama centro de convenções, precisa de uma vez por todas descongestionar a Avenida de Contorno, que não contorna nada, que atrapalha e é um distúrbio para a cidade, que pega o tráfego pesado que não deveria passar pela cidade, passando pelo bairro da Conceição, do Sim, da Santa Mônica I e II e por aí vai. Então, isso é um atraso para a cidade.

O que precisamos, então, é da região metropolitana para fazermos um rodoanel. Para se ter uma ideia, esse rodoanel vai precisar de duas pontes novas sobre a barragem de Pedra do Cavalo porque o rodoanel tem que circundar a cidade, deixando os bairros dentro do rodoanel. Por exemplo, tem que deixar o bairro Viveiros, Campo Limpo, George Américo, tudo dentro do rodoanel. Essa avenida de contorno tem que acabar rápido. Ela serve para que? Ela serve para trazer transtornos para a cidade.

Feira de Santana precisa de um aeroporto porque Feira padece no que se refere à logística. Feira poderia ter um aeroporto que se não fosse para desembarcar turistas, poderia ser desembarcadas cargas. Pois Feira é um grande entreposto comercial e entroncamento rodoviário. Com certeza temos cargas na região que poderiam vir direto para Feira, mas ao invés disso ela vai para Salvador e depois vem para Feira. Um aeroporto de cargas deixaria o comerciante feirense mais competitivo junto ao comerciante de Salvador.

Infelizmente o que vemos no aeroporto de Feira de Santana: é a pista que liga a BA 503 ao aeroporto servindo para pega de carros e motos e o aeroporto servindo de depósito de lixo, entulho, além da pista de pouso cheia de mato.

Assim, finalizo: qual foi o último investimento grande do governo do estado em Feira de Santana?

Entrevista com a vereadora Cíntia Machado (PSL)

Em entrevista exclusiva com a vereadora feirense Cíntia Machado (PSL) o Jornal Grande Bahia (JGB) questionou a importância da criação de campus avançado da URFB e da região metropolitana para o município de Feira de Santana

JGB – Vereadora Cíntia Machado (PSL) de que forma a senhora avalia a importância da criação da região metropolitana feirense e como a câmara pode defender este projeto, caso à senhora defenda esse projeto?

Cíntia Machado – Eu acho que é importante como o deputado Targino falou. Nós podemos defender esse projeto. Haverá uma sessão especial, no mês de março, sendo até um pedido do vereador José Carneiro e acrescento que deveria existir outro hospital estadual que caso não seja em Feira de Santana seja na região metropolitana de Feira de Santana. Para que exista uma descentralização do Hospital Clériston Andrade. Qualquer necessidade de atendimento hospitalar das cidades circunvizinhas vem para o Clériston e por isso o Clériston atende mal e muitos pacientes vão a óbito. Assim o governo do estado tem que olhar para a saúde e resolver esse problema.

JGB – Ao entrevistar o reitor da UFRB, Paulo Soledade, ele falava da intenção da UFRB implantar um campus avançado em Feira de Santana. Como avalia este tipo de proposta e se há alguma possibilidade da câmara de vereadores apoiarem esta proposta?

Cíntia Machado – Eu acho importante, pois Feira já tem diversas faculdades e quanto mais, melhor. A gente tem que fazer de tudo para que as pessoas venham se especializar. É bom para as empresas ter esses profissionais especializados, então, eu acho que é uma grande discussão. Ese for uma grande faculdade, de nome e credibilidade, que venha para Feira!

Saiba +

Regiões metropolitanas foram criadas no Brasil em 1975

Uma região metropolitana ou área metropolitana é um grande centro populacional, que consiste em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central (uma metrópole), e sua zona adjacente de influência. Geralmente, regiões metropolitanas formam aglomerações urbanas, uma grande área urbanizada formada pela cidade núcleo e cidades adjacentes, formando uma conurbação, a qual faz com que as cidades percam seus limites físicos entre si, formando uma imensa metrópole, que na qual o centro está localizado na cidade central, normalmente aquela que da nome à região metropolitana, como Região Metropolitana de Nova Iorque.

Porém, uma região metropolitana não precisa ser obrigatoriamente formada por uma única área contígua urbanizada, podendo designar uma região com duas ou mais áreas urbanizadas intercaladas com áreas rurais, ou seja, os limites entre as cidades ainda são visíveis, mas nesse caso são regiões metropolitanas menores que não possuem nem muitas vezes uma metrópole, mas uma cidade central.

O necessário é que as cidades que formam uma região metropolitana possuam um alto grau de integração entre si, tanto na economia, política ou cultura. Uma região formada por diversas regiões metropolitanas localizadas próximas entre si, são por vezes chamadas de megalópole, ou seja, a conurbação de duas ou mais metrópoles.

Sobre Carlos Augusto 9647 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).