Primeiro-ministro de Portugal pede demissão

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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O primeiro-ministro português, José Sócrates apresentou hoje (23/03/2011) o pedido de demissão do cargo ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, anunciou a presidência da República.

“O presidente da República recebeu hoje, em audiência, o primeiro-ministro, o qual lhe apresentou o seu pedido de demissão”, informa o comunicado da presidência da República.

A nota adianta ainda que o governo mantém-se “na plenitude de funções até a aceitação daquele pedido”.

“Com vista à resolução da situação política decorrente do pedido de demissão do primeiro-ministro, o presidente da República, nos termos constitucionais, irá promover, no próximo dia 25, audiências com os partidos representados na Assembleia da República”, diz a nota da Presidência da República.

A nota foi divulgada no site da Presidência da República por volta das 21h em Portugal, 18h em Brasília, mas poucos minutos depois a página da internet ficou bloqueada.

José Sócrates lamenta falta de apoio do Parlamento português ao seu plano econômico

O ex-primeiro-ministro português, José Sócrates, lamentou hoje (19), após entregar sua carta de demissão ao presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que, nos últimos dias, tenha sido “o único” a apelar ao sentido de responsabilidade para que se evitasse uma crise política e que nenhuma força da oposição tivesse respondido a esse apelo.

“Ao longo destes dias fiz inúmeros apelos à responsabilidade e pedi a todos que pensassem no que iam fazer. Lamento que tenha sido o único a fazer esse apelo e lamento ainda mais que nenhuma outra força política tenha respondido a esse apelo”, declarou Sócrates em um comunicado ao país.

De acordo com a versão dos acontecimentos apresentada pelo primeiro-ministro, após ter apresentado a sua demissão ao Presidente da República, “até o último minuto”, da sua parte, houve “total disponibilidade para dialogar com todos e para negociar os ajustamentos necessários para um consenso que salvaguardasse o interesse nacional”.

Sócrates justificou esta atitude de alegada insistência no diálogo para evitar que Portugal fosse obrigado a recorrer à ajuda externa no plano financeiro.

“Há vários meses que tenho lutado por um propósito que considero absolutamente fundamental: proteger o país da necessidade de recorrer a um programa de ajuda externa para que Portugal não ficasse na situação da Grécia ou da Irlanda. Sempre alertei para as consequências profundamente negativas de um programa de ajuda externa, sei bem o que isso significa”, porque, “em primeiro lugar, tem consequências profundamente negativas para a imagem, para o prestígio e para a reputação nacional”.

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