Presidente do STF recebe relatório: Ataques à Imprensa 2010, do Comitê Internacional de Proteção de Jornalistas

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.

Em audiência na tarde desta sexta-feira (18/02/2015), o ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu das mãos do jornalista Carlos Lauria um exemplar do relatório “Ataques à Imprensa 2010”, elaborado pelo Comitê Internacional de Proteção a Jornalistas (CPJ). Na oportunidade, o representante do comitê fez questão de demonstrar a satisfação do organismo com a decisão da Corte que, em abril de 2009, derrubou a Lei de Imprensa.

Para Lauria, a decisão do Supremo, que declarou não recepcionada pela Constituição Federal de 1988 a Lei 5.250/67 (Lei de Imprensa), é considerada pelo CPJ como um verdadeiro marco na história do jornalismo das Américas.

Trabalho louvável

Após o encontro, o ministro Cezar Peluso disse que considera louvável o trabalho do Comitê. Para o presidente da Corte, trata-se de um trabalho que merece todo apoio da sociedade. “Todos nós estamos plenamente convencidos que não é possível que no exercício da profissão de jornalista alguém possa correr riscos”.

Relatório

De acordo com o relatório apresentado pelo representante do CPJ, o número de jornalistas presos em 2010, em todo o mundo, chegou a 145, número mais alto desde 1996. Já o número de jornalistas mortos foi de 44 no mesmo período. Os maiores problemas, atualmente, se concentram no Irã e na China, disse Lauria.

Na América Latina, o relatório aponta que os principais problemas envolvem censura por temor à violência de grupos do crime organizado, particularmente no México e na América Central. E em alguns casos, também na América Latina, existe o registro de censura por interferência governamental – um exemplo claro seria a Venezuela, revelou Lauria.

Brasil

Sobre o Brasil, o jornalista citou casos esporádicos de violência contra jornalistas, principalmente no interior do país, mas frisou que a situação não é tão grave quanto a que existe no México, onde nos últimos quatro anos 30 jornalistas foram assassinados ou foram considerados desaparecidos.

Ainda segundo Lauria, ao contrário do que ocorre no restante do mundo, onde 85% dos crimes ficam impunes, nos últimos anos no Brasil as investigações de crimes contra jornalistas têm alcançado resultados positivos, levando à condenação dos criminosos. “Esse é um dado muito importante a destacar”, concluiu o representante do CPJ.

Alberto Peixoto
Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.