Pesquisa mostra que classe média já tem mais de 100 milhões de brasileiros

Em 2010, cerca de 19 milhões de brasileiros ascenderam à classe C, que já é integrada por 52% da população brasileira. Ao todo, são 101 milhões de pessoas a ocupar a classe intermediária da sociedade de consumo. Os dados fazem parte da pesquisa O Observador 2011 – Conheça o Perfil dos Consumidores Brasileiros -, encomendada pela Cetelem BGN à Ipsos Public Affairs e divulgada hoje (22/03/2011). A representação geométrica da divisão de classes de consumo e renda mais adequada à realidade brasileira já não é mais a da pirâmide, e sim, a do losango.

As classes D e E ficaram na segunda posição, com 25% da população, enquanto as classes A e B somam 21% dos brasileiros. Assim, de acordo com a pesquisa, a classe C tem mais gente do que as demais somadas: 52% contra 46%. Para o presidente da Cetelem BGN, Marcos Etchegoyen, a ascensão de parte da população a uma nova categoria melhora a economia do país ao possibilitar a ampliação do consumo e do acesso ao crédito.

Foram pesquisadas l,5 mil pessoas com mais de 16 anos de idade em 70 cidade de nove regiões metropolitanas, representando 74% da população do país, no período de 24 a 31 de dezembro do ano passado.

A renda média declarada pelos pesquisados foi R$ 809. Valor 48,44% maior que o registrado na primeira pesquisa, feita em 2005 (R$ 545). O item renda disponível, que aponta o rendimento total da família excluído os gastos, aumentou 45,22% em relação a 2009, somando R$ 200,64 no ano passado.

A maioria dos entrevistados, 53%, se mostrou otimista e declarou a intenção de consumir mais este ano do que consumiu no ano passado. Para 52% das pessoas ouvidas, haverá credito suficiente para bancar as compras e 39% projetam a expectativa de novo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas geradas no país.

Na avaliação de Marcos Etchegoyen, essas projeções devem se manter mesmo diante das medidas de restrição ao crédito tomadas pelo governo federal como forma de conter a inflação. “O crédito ficou um pouco mais caro, mas as modalidades de empréstimos, como o crédito consignado, têm mantido crescente o consumo no dia a dia”.

O nível de contentamento do brasileiro foi o mais alto entre os 13 países onde a mesma pesquisa é feita. Os brasileiros também estão utilizando cada vez mais a internet para pesquisar produtos que deseja comprar, mesmo que a aaquisição seja feita posteriormente em uma loja física. E 26% disseram ter cautela para escolher quem oferece as melhores taxas de juros em compras financiadas.

Comparado a 2009, cresceu a proporção de brasileiros que querem comprar móveis, de 34% para 40%. Na segunda posição do rol de desejos de consumo aparecem os eletrodomésticos (crescimento de 34% para 38% no período), seguido por viagens e lazer (de 28% para 32%).

Arrecadação federal soma R$ 64 bilhões em fevereiro

A arrecadação federal em fevereiro seguiu uma sequência de recordes de outros meses. De acordo com números divulgados há pouco pela Receita Federal, a arrecadação no mês passado somou R$ 64,138 bilhões. O valor, descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é 9,38% superior ao de fevereiro do ano passado e é o maior da história para o mês.

Nos dois primeiros meses de 2011, a arrecadação totaliza R$ 155,939 bilhões. A quantia é R$ 17,952 bilhões maior que a registrada no mesmo período de 2010. O crescimento real, também levando em conta o IPCA, é de 13,01%.

De acordo com a Receita Federal, o desempenho da economia continua a ser o principal responsável pelo desempenho da arrecadação. Em dezembro de 2010 e janeiro deste ano, a produção industrial subiu 5,78%, as vendas de bens e serviços aumentaram 15,21% e a massa salarial cresceu 16,74% em relação aos mesmos meses dos anos anteriores. Como o fato gerador de um mês só influencia as receitas públicas no mês seguinte, a atividade econômica em dezembro e janeiro tem impacto na arrecadação de janeiro e fevereiro.

O aumento da lucratividade das empresas também contribuiu para o recorde na arrecadação. As receitas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) tiveram aumento real de 20,55% nos dois primeiros meses de 2011. De acordo com a Receita, esses tributos foram os principais responsáveis pela diferença na arrecadação no acumulado do ano em relação ao ano passado.

O IRPJ e a CSLL foram os tributos que mais levaram tempo para se recuperar da crise econômica de 2009. Isso ocorreu porque a queda no lucro das empresas em 2009 repercutiu no imposto pago em 2010. Neste ano, as empresas estão pagando mais impostos por causa da lucratividade maior no ano passado.

Em relação a janeiro, a arrecadação federal em fevereiro caiu 30,13%. Essa queda, no entanto, ocorre todos os anos e se deve a diferenças no calendário de arrecadação de um mês para outro.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]