Salvador: Instituto Mauá lança ‘Artesanato Baiano: Saberes e Fazeres’; Livro mostra a produção e história

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Artesão Vado de Irará comenta sobre participação no livro 'Artesanato Baiano Saberes e Fazeres'. Publicação reúne 250 fotos de artesanatos produzidos em 67 municípios de 23 Territórios de Identidade do Estado.
Artesão Vado de Irará comenta sobre participação no livro 'Artesanato Baiano Saberes e Fazeres'. Publicação reúne 250 fotos de artesanatos produzidos em 67 municípios de 23 Territórios de Identidade do Estado.
A produção e a história do artesanato do estado estão nas 240 páginas do livro Artesanato Baiano – Saberes e Fazeres, lançado nesta quinta-feira (17/03/2011), no Instituto Mauá, na Barra, com a presença do governador Jaques Wagner e outras autoridades. Esta é a primeira vez que o Instituto Mauá organiza um livro sobre o artesanato do estado.

Escrita em dois idiomas (Português e Inglês), a publicação só foi possível após 21 meses de pesquisa em 67 municípios dos 23 territórios de identidade do estado, como Salvador, Camaçari, Irará, Maragojipinho e Cachoeira. Por meio de 250 fotos, o leitor pode visualizar as diversas artes desenvolvidas nessas cidades.

Durante o estudo, os pesquisadores conheceram as histórias dos artesãos, as raízes e as origens do saber artesanal, as técnicas, conceitos e modos de produção, a relação dos artesãos dentro das comunidades e com a natureza, na extração de matéria-prima. O livro detalha todos os tipos de técnicas artesanais: cerâmica, bordado, cestaria, couro, madeira, metal, renda, tecelagem, mineral e material reciclado.

Segundo a diretora-geral do Instituto Mauá, Emília Almeida, o objetivo da publicação é divulgar os trabalhos de artesanato baiano, a fim de dar continuidade às ações de preservação e fomento. Ela afirmou que os textos abordam as técnicas desenvolvidas e fazem uma homenagem aos artistas.

Foram impressos 500 exemplares, que serão distribuídos gratuitamente em instituições voltadas para o artesanato, de ensino, de governo e para bibliotecas públicas.

“O artesanato é arte, é cultura é tradição, e é nossa obrigação valorizar, divulgar e melhorar a qualidade desse ofício. O artesão traz consigo o saber fazer, mas esse conhecimento pode ser mais valorizado quando você aplica técnicas modernas sem perder a tradição”, disse o governador, após ser presenteado com uma cesta pelo artesão Vivaldo dos Santos, 58 anos.

Qualificação

– A Bahia possui nove mil artesãos cadastrados no Instituto Mauá. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o estado lidera o ranking nacional de artesãos cadastrados. Mas para que esses profissionais sejam reconhecidos e possam dar mais qualidade ao seu ofício, o Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), via Mauá, desenvolve cursos de qualificação.

Nos últimos quatro anos, o instituto capacitou mais de seis mil artesãos. Além disso, atua junto a comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, através do Projeto de Incubadoras Temáticas, que entre 2008 e 2010 beneficiou 160 índios e remanescentes de escravos com ações de apoio, logística, suporte, orientação e qualificação profissional.

O secretário Nilton Vasconcellos explicou que são organizadas cooperativas e associações produtivas, auxiliando no desenvolvimento da técnica artesanal sem perder as características culturais. Ele destacou que o grande problema para os artesãos é a comercialização dos produtos, que nas cidades do interior são vendidos por preços baixos, mas declarou que são desenvolvidas feiras e rodadas de negócios, atraindo grandes compradores de artesanato, para que os produtos sejam vendidos a preços justos.

Para o artesão Jiovaldo Chaves de Araújo, 77 anos, conhecido como Jota C, o apoio do Estado ao ofício contribui para a divulgação dos produtos. Morador de Lençóis, Jota C trabalha há 50 anos com artesanato e incentivou os seus quatro filhos a seguir o mesmo caminho. “Todos eles vivem do artesanato, graças a Deus”.

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