Fundada em 1531, a histórica cidade de Cachoeira comemora 174 de emancipação política

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Vista aérea de Cachoeira e São Felix.
Vista aérea de Cachoeira e São Felix.

A histórica Cachoeira, distante 110 km de Salvador, no Recôncavo baiano, completa neste domingo, 13 de março, 174 anos de elevação à categoria de cidade. A festa de aniversário será marcada por uma vasta programação elaborada pela prefeitura por meio da Secretaria de Cultura e Turismo do Município juntamente com a Câmara Municipal. A programação inclui atos cívicos, manifestações culturais e atividades esportivas. A programação cultural começa nesta sexta-feira, dia 11, com a abertura da Feira de Artesanato de Cachoeira, às 10h na Praça da Aclamação. A feira permanecerá funcionando no sábado (12/03/2011) e domingo (13), das 9 às 17h.

Sábado (12), véspera do aniversário da cidade, a programação musical terá início a partir das 21h com a apresentação de diversas atrações no Palco Oficial da Feira do Porto, na orla fluvial. Estão previstos shows com a banda Jahn Black, Pablo, Banda Caldeirão e Agita Samba. Em paralelo à programação cultural, serão realizadas atividades esportivas na Quadra Municipal de 11 a 13 de março.

Domingo (13), data do aniversário de Cachoeira, a programação cívica será iniciada às 8h com a solenidade do Hasteamento das Bandeiras por autoridades civis e militares na Câmara de Vereadores. Logo após, será realizado Culto Ecumênico, seguido da Sessão Solene em homenagem ao aniversário de Cachoeira, tendo como orador, o arquiteto Francisco Soares Senna. Em seguida, sairá o Cortejo de Arte, que reunirá todos os grupos e artistas populares do município.

No Palco Oficial da Feira do Porto, a programação musical será retomada a partir das 14h, tendo com atrações o grupo Esmola Cantada da Ladeira da Cadeia,Samba de Roda Filhos do Caquende, Samba de Roda da Suerdieck de Dona Dalva. Jaú, Parangolé e a banda Axé Mais.

Considerada como uma das mais importantes cidades históricas do Brasil, Cachoeira, completa 174 anos de existência, experimentado um momento de expectativas otimistas para o seu desenvolvimento socioeconômico. Há cinco anos, vive a realidade de sediar um campus da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, que oferece no CAHL – Centro de Artes, Humanidades e Letras, cursos de Comunicação, Cinema, História, Museologia, Serviço Social e Ciências Sociais. A unidade de ensino está instalada no Quarteirão Leite Alves, onde funcionou uma antiga fábrica de charutos e cigarrilhas. O antigo prédio arruinado foi totalmente restaurado e adaptado pelo Programa Monumenta do Ministério da Cultura, para abrigar os cursos universitários, dentro da proposta de revitalizar a cidade histórica.

O otimismo da revitalização de Cachoeira deve-se, principalmente, as ações do Programa Monumenta que conta recursos do Governo Federal, financiamento do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e contrapartida do governo do Estado da Bahia. Nos últimos anos, o Monumento investiu na restauração de importantes prédios históricos, igrejas, além do financiamento através da Caixa Econômica da restauração de imóveis particulares. da sua riqueza cultural.

Memória – Cachoeira nasceu às margens do Rio Paraguaçu, no século XVI, quando os engenhos de cana de açúcar começaram a ser instalados na região do Recôncavo. Antes da colonização, era habitada por tribos indígenas. Seu desenvolvimento teve início a partir da primeira metade do século XVII. Esta evolução está vinculada aos colonizadores Paulo Dias Adorno e Rodrigues Martins, donos da terra em que fora assentada a povoação que deu origem a cidade. O entorno da atual capela de Nossa Senhora d’Ajuda, construída no engenho da família Adorno, sob invocação de Nossa Senhora do Rosário, é considerado o marco inicial da povoação, que em 1674 foi convertida em freguesia.

Em 1698, a então freguesia alcança a categoria de vila com denominação de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira. Com a expansão da economia açucareira e da atividade comercial, a vila prosperou principalmente nos séculos XVII e XVIII, quando se construíram belas casas, igrejas e conventos, valiosas peças da arquitetura da influência barroca. Em 13 de janeiro de 1971 foi convertida pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional em Cidade Monumento Nacional pela riqueza do seu acervo histórico e cultural.

Graças à sua localização privilegiada, na fronteira entre as regiões do Recôncavo e Sertão, a vila prosperou consideravelmente. Para ela, convergiam duas importantes vias: A Estrada Real do Gado, que atingia a zona de criação de gado e as barrancas do rio São Francisco, e a estrada das Minas, partindo da vizinha São Félix se dirigiam à Chapada Diamantina, Minas e Goiás. Como ponto de transbordo das vias fluvial e terrestre transformou-se em empório de uma vasta região. Durante o século XVIII, experimentou grande desenvolvimento, quando era alto o preço do açúcar e abundante o ouro do Rio de Contas.

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Cidade de Cachoeira comemora 174 de emancipação política.
Cidade de Cachoeira comemora 174 de emancipação política.
Cidade de Cachoeira comemora 174 de emancipação política.
Cidade de Cachoeira comemora 174 de emancipação política.
Vista aérea de Cachoeira e São Felix.
Vista aérea de Cachoeira e São Felix.
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Cidade de Cachoeira comemora 174 de emancipação política.
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