2º dia da visita do Barack Obama ao Brasil; Presidente dos EUA

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Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz pronunciamento para uma plateia de mais de 2 mil convidados, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 20 de março de 2011.
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz pronunciamento para uma plateia de mais de 2 mil convidados, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Os principais veículos de comunicação dos Estados Unidos avaliaram hoje (19/03/2011) como inoportuna a visita do presidente Barack Obama ao Brasil. Um dos argumentos usados foi a abstenção do Brasil na votação, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre a resolução que cria uma zona de exclusão aérea na Líbia e permite uma intervenção contra as tropas de Muammar Khadafi – posição contrária à dos norte-americanos.

Na avaliação dos meios de comunicação norte-americanos, a viagem de Obama é como um ajuste nas relações com a América Latina. São muitos os motivos para melhorar as ligações com o Brasil, segundo os jornais, apesar de Obama não atender aos dois grandes desejos dos brasileiros: um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e a retirada de taxas à importação do etanol.

O jornal Washington Post avaliou a viagem como controversa, mas destacou que o presidente tinha condições de “administrar” a crise na Líbia mesmo estando fora dos Estados Unidos, já que a maioria de seus assessores para segurança nacional integram a comitiva.

A rede de televisão CNN classificou a viagem de Obama ao Brasil de awkward, ou seja, inábil e desajeitada, por ocorrer dias depois da abstenção brasileira nas Nações Unidas e de o governo Obama ter anunciado na Casa Branca que estava formando uma coalizão forte para enfrentar a Líbia.

Para o canal de TV FoxNews, a viagem de Obama ao Brasil e a outros países da América do Sul é uma espécie de férias na região e uma tentativa de fugir dos problemas urgentes internos, como a crise com o orçamento, o risco de acidente nuclear grave no Japão e a crise na Líbia.

O jornal Miami Herald avaliou que a visita é um “pano de fundo da crise militar com a Líbia”. O jornal publicou fotos de protestos contra a viagem de Obama ao Brasil.

O conservador Weekly Standard sugeriu que Obama aproveitasse a visita para tratar com a presidenta Dilma Rousseff do apoio da Venezuela às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Para o jornal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi incapaz de lidar com essa questão.

O jornal Los Angeles Times considerou a viagem “morna e convencional” e lembrou que a Colômbia, maior aliado dos Estados Unidos na América do Sul, ficou fora do roteiro. Segundo o jornal, a explicação é que o país vai sediar uma Cúpula das Américas no próximo ano e que há um tratado de livre comércio com os colombianos parado no Congresso americano.

No New York Times, o apoio de Obama ao pedido do Brasil de um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) foi “modesto”.

A mídia dos Estados Unidos manifestou também descontentamento com a presidenta Dilma Rousseff por ter se recusado a responder perguntas da imprensa, assim como com Obama.

*Allen Bennett é editor do The News in English

Obama chega ao Rio, onde visita o Corcovado e a Cidade de Deus

Em função do atraso na programação oficial em Brasília, o avião Air Force One que transporta o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua família na viagem ao Brasil, chegou à Base Aérea do Galeão, no Rio, às 20h15. Eles foram recebidos pelo governador Sergio Cabral Filho e pelo prefeito Eduardo Paes, acompanhados de suas mulheres, filhos e alguns secretários. Da Base Aérea, Obama foi de helicóptero para o estádio do Flamengo, na Gávea, de onde a comitiva seguiu de carro para o Hotel Marriot.

Amanhã (21), o presidente norte-americano, sua mulher, Michelle, e as filhas Malia e Sasha irão de manhã ao Corcovado. Em seguida, visitarão a Cidade de Deus, uma das 17 comunidades carentes onde foram instaladas unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O consulado norte-americano no Rio não confirmou, mas também não descartou um retorno de Obama ao estádio do Flamengo às 10h30.

No início da tarde, o presidente fará um discurso no Theatro Municiapl para uma plateia selecionada, enquanto Michelle, Malia e Sasha cumprirão agenda reservada que, provavelmente, incluirá uma visita ao barracão da Escola de Samba Unidos da Tijuca e ao Jardim Botânico.

Na segunda-feira (21), Obama e a família seguirão para o Chile, dando continuidade à visita à América do Sul.

Professor da UFRJ avalia que discurso de Obama foi interessante, mas não surpreendeu

O discurso feito hoje (20), no Theatro Municipal, pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “foi interessante”, mas não trouxe nada de surpreendente, analisou o professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Victor Melo.

Melo disse que o discurso pode significar para os dois países um momento novo de relacionamento no cenário internacional.
“Pareceu-me que ele, de alguma forma, anuncia um certo realinhamento das prioridades no que se refere à América Latina, um pouco mais de cuidado com a liderança brasileira, que vem ocupando espaço no cenário internacional”, disse.

O professor da UFRJ avaliou, porém, que em linhas gerais, o discurso de Obama foi muito “protocolar”. Para ele, as palavras do presidente norte-americano foram “demonstrações naturais de fraternidade”. “Achei interessante, mas nada entusiasmante”, completou Melo.

Discurso de Obama objetivou estreitamento de relações com o Brasil, avalia especialista americano

O discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, na tarde de hoje (20), no Rio de Janeiro, foi diplomático e reforçou a intenção da Casa Branca de estreitar os laços entre os dois países. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais, o americano Ryan Hemming. Para ele, que vive no Brasil há seis anos, o clima descontraído e o esforço do presidente Obama em usar algumas expressões em português foram uma estratégia “bem-sucedida” de falar com o povo.

“Ele estava bem descontraído e o discurso foi bem animado e pacífico. Ele usou a camisa aberta, sem gravata, sorriu bastante e falou algumas frases em português. Acho que ele estava estendendo a mão para o Brasil, incentivando a ampliação de parcerias entre os dois países”, analisou.

O especialista também destacou o fato de Obama ter ressaltado as semelhanças entre o Brasil e os Estados Unidos, principalmente na questão da luta pacífica para conquistar a democracia e estabelecer o regime internamente.

“Achei um pouco curioso ele ter falado sobre isso neste momento, devia estar comparando o processo que houve aqui ao que temos visto na Líbia. Acho que ele estava dizendo que o ideal teria sido a implementação de uma resolução pacífica por lá também”, afirmou.

Empresários americanos discutem no Rio oportunidades de investimentos no Brasil

Mais de 100 empresários norte-americanos e brasileiros participaram hoje (20), no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, de um workshop sobre oportunidades de investimentos no Brasil.

O secretário municipal de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Felipe Góes, disse à Agência Brasil que os norte-americanos ficaram muito interessados, principalmente pelo setor de energia. Na área de petróleo e gás, o pré-sal é um tema especial, destacou Góes.

“As empresas americanas querem fazer parcerias, participar do desenvolvimento e das descobertas do pré-sal e, também, demonstram claramente um crescente interesse na área de biocombustíveis”, disse.

O secretário informou que o empresariado dos Estados Unidos, que acompanha o presidente Barack Obama no Brasil, quer conhecer o programa nacional de etanol e desenvolver novas tecnologias na área de biocombustíveis.

“Existe um interesse muito grande também pela questão dos grandes eventos que vão acontecer no Brasil e no Rio: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Eles têm um interesse grande na parte de sistemas, tanto sistemas de segurança, como de comunicações e transportes”, acrescentou. Segundo ele, os americanos pretendem desenvolver projetos e parcerias nessas áreas.

O encontro foi organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos em parceria com a Subsecretaria de Relações Internacionais da prefeitura carioca, Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Agência Rio Negócios.

Convidados têm reações diversas ao discurso de Obama no Rio

Descontraído e ensaiando algumas palavras em português, o presidente norte-americano Barack Obama, discursou hoje (20), por cerca de 22 minutos, para cerca de 2 mil pessoas e de 200 jornalistas brasileiros e estrangeiros no Theatro Municipal do Rio. Entre os convidados que acompanharam o discurso estavam autoridades, artistas, empresários, atletas, ativistas sociais e políticos.

Para o representante do Movimento Negro Abdias Nascimento, o pronunciamento foi muito bom e profundo. “Obama conseguiu tocar nas teclas mais sensíveis da alma brasileira e americana. E ele conseguiu fazer um discurso popular. Ele falou para o povo”, disse.

O presidente da Autoridade Pública Olímpica e ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ressaltou o tom positivo do discurso em relação ao Brasil. “Certamente, ele procurou melhorar as relações do país com os Estados Unidos”, afirmou.

O ex-chanceler brasileiro Luiz Felipe Lampreia destacou a defesa que o presidente norte-americano fez dos ideais democráticos. Segundo ele, Obama também buscou ressaltar os valores compartilhados entre o Brasil e os Estados Unidos. “Foi um discurso muito positivo. Ele prometeu uma colaboração mais intensa e mais dinâmica. E foi simpático, inclusive”, disse Lampreia.

Para a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, faltou ao discurso de Obama uma ênfase maior à questão das mudanças climáticas no mundo, apesar de ele ter mencionado rapidamente a disposição do Brasil e dos Estados Unidos de buscar fontes energéticas alternativas.

“As mudanças climáticas são o desafio deste século, de como países como os nossos podem se constituir exemplo para uma mudança no modelo de desenvolvimento. Em um país que tem 60% da Floresta Amazônica e que reúne as melhores possibilidades de fazer essas transformações, imaginava que ele pudesse dar ênfase às responsabilidades que temos com as gerações presentes e as futuras”, afirmou.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) gostou do fato de Obama ter exaltado a democracia, mas lamentou que o norte-americano não tenha falado sobre a possibilidade de suspender o embargo econômico que existe contra Cuba desde a década de 60.

“Eu gostei muito do discurso. Mas o que eu gostaria de ter visto hoje e que eu fiquei com vontade de dizer a ele, era que dissesse alguma coisa sobre o embargo a Cuba. Gostaria muito que ele aqui tivesse anunciado os passos que vai dar para acabar com o embargo. Eu espero ainda que nesta viagem à América Latina, quem sabe no Chile, ele possa anunciar isso”, disse Suplicy.

No discurso, Obama abordou temas como as semelhanças históricas entre o Brasil e os Estados Unidos, o compromisso dos dois países com a democracia, a importância cada vez maior do Brasil no cenário internacional, a manifestação popular contra as ditaduras nos países árabes, as Olimpíadas no Rio em 2016, a importância das energias renováveis e os acordos assinados com o governo brasileiro durante a visita.

Ele lembrou a participação da presidenta Dilma Rousseff na luta contra o regime militar, que controlou o Brasil entre as décadas de 60 e 80. O presidente norte-americano também citou a importância da Cinelândia como palco da luta pela democracia no país.

Ele encerrou o discurso citando o escritor brasileiro Paulo Coelho. Disse que, com “amor e vontade” é possível mudar o destino das pessoas.

Michelle Obama e filhas visitam Cidade do Samba e conhecem um pouco da magia do carnaval carioca

A rotina da Cidade do Samba, onde ficam os barracões das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, foi quebrada hoje (20) com a visita da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Acompanhada das duas filhas, Michelle Obama chegou a ensaiar alguns passos de samba durante a apresentação da Escola de Samba Unidos da Tijuca, segunda colocada no desfile do carnaval deste ano.

Michelle Obama e suas filhas, Malia e Sasha, chegaram no início da tarde e apreciaram um mini desfile, preparado especialmente para elas, que contava um pouco do enredo Esta Noite Levarei Sua Alma, que foi sucesso de público na Sapucaí. De acordo com Paulo Barros, carnavalesco da agremiação, “ela [Michelle] sambou da maneira que a gente conhece. Não é uma cabrocha, mas é extremamente simpática. A gente ficou muito feliz com a visita”.

Cerca de 70 integrantes da Unidos da Tijuca participaram da apresentação, sendo 50 desfilando no chão e os demais nos carros. “Eles não sabem como isso acontece. Mostramos os bastidores, croquis, figurinos, fantasias”, disse Barros. A primeira-dama e as filhas ficaram uma hora no barracão. “Ela viu, aqui, um pouco do que a gente faz no carnaval. Eu acho que a gente fez uma boa apresentação do carnaval carioca”. A escola fez um workshop de instrumentos e de dança para a comitiva. Michelle e as filhas, segundo Paulo Barros, provaram das frutas que foram oferecidas e beberam água de coco. “Ela ficou amazed [maravilhada]. Ela falava, comentava. Estava extremamente alegre por estar aqui”, disse.

Na opinião de Barros, apesar de a viagem de Barack Obama ter um tom político, a visita à Cidade do Samba serviu para a primeira-dama e as filhas como um bom divertimento.“As crianças curtiram muito e ficaram super felizes”. Durante a permanência de Michelle Obama na Cidade do Samba, foi proibido o uso de câmeras. “E tudo foi obedecido. Tudo aconteceu conforme a segurança e o protocolo exigiram”, avaliou Barros.

“A esperança está voltando a lugares onde o medo prevalecia”, diz Obama ao falar sobre a Cidade de Deus

Depois de passar menos de meia hora na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje (20) estar impressionado com a “mudança de atitude” causada pelas unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades pobres do Rio.

Obama não mencionou a sigla, mas falou em pacificação durante o discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. “Estive na Cidade de Deus, pela primeira vez a esperança está voltando aos lugares onde o medo prevalecia”, disse ele. “Quero parabenizar o governador [do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral] e o prefeito [da cidade do Rio, Eduardo Paes] por essa mudança de atitude.”

Na Cidade de Deus, o presidente norte-americano caminhou pelas ruas e até jogou futebol com meninos de um projeto social. Com uma das crianças, Obama ensaiou fazer embaixadinhas. Em seguida, acenou para a população e mandou um beijo para um grupo de moradoras.

Na Fundação da Infância e Adolescência (FIA), que desenvolve atividades com crianças e adolescentes da comunidade, Obama e a família – a primeira-dama, Michelle, e as filhas Malia e Sasha, assistiram a apresentações de percussão, capoeira, funk, maracatu e samba.

Durante o discurso no Theatro Municipal, o presidente norte-americano lembrou as semelhanças entre a história do Brasil e a dos Estados Unidos. Obama lembrou da “mancha” da escravidão que permaneceu sobre os dois países. Ele ressaltou ainda que os norte-americanos foram os primeiros a reconhecer a independência do Brasil, em 1822.

Bem-humorado, Obama afirmou que estava ali falando para “cariocas, paulistas, baianos e mineiros”. As palavras foram ditas de forma vagarosa na tentativa de acertar a pronúncia em português. O presidente relembrou também a história colonial dos Estados Unidos e do Brasil. Aproveitou para destacar a atuação das mulheres ao longo da história dos dois países.

Setor siderúrgico destaca importância estratégica da aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos

A visita do presidente norte-americano Barack Obama ao Brasil tem, para o presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, uma importância estratégica, de aproximação entre os dois países. Segundo ele, como se trata das duas maiores economias do Continente Americano, é importante que haja uma relação com os Estados Unidos mais próxima e mais aberta. “E que as questões substantivas sejam tratadas de uma maneira mais pragmática. E isso a presidenta Dilma (Rousseff) colocou, na questão, principalmente, das restrições comerciais. E ela citou, inclusive, o aço”.

Segundo o presidente do IABr, o mercado americano ficou fechado durante alguns anos aos produtos siderúrgicos brasileiros porque a indústria de aço dos Estados Unidos “andava muito ruim das pernas”. Foram criadas várias barreiras para proteger a indústria naquele país. “Agora, você tem a indústria americana altamente competitiva. Então, é o momento de ter uma relação mais aberta”, afirmou.

Lopes informou que atualmente já não existe tanta barreira ao aço brasileiro como ocorria no passado, em relação às cotas definidas. “Hoje em dia tem menos barreiras. Mas, o que eu acho que está precisando, é um estreitamento das relações de maneira que as questões macro sejam resolvidas”. Uma delas é a questão do câmbio. Há ainda barreiras que persistem para o etanol e para a agricultura, citou.

Dados divulgados pelo IABr mostram que a produção brasileira de aço bruto cresceu 11,4% em fevereiro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2010, somando 2,7 milhões de toneladas. Na área de laminados, o crescimento atingiu 9,9%, com produção de 2,2 milhões de toneladas. Os resultados acumulados em 2011 indicam uma produção de 5,5 milhões de toneladas de aço bruto e 4,3 milhões de toneladas de laminados. O crescimento registrado foi 7,6% e 5,0% respectivamente, sobre o mesmo período de 2010.

O balanço divulgado pelo IABr é positivo também no que se refere às vendas internas. Houve expansão de 14,2% em fevereiro, em comparação a igual mês do ano passado. As vendas somaram 1,8 milhão de toneladas no mês, alcançando 3,5 milhões e aumento de 9,3% nos dois primeiros meses de 2011.

As exportações de produtos siderúrgicos atingiram 870 mil toneladas em fevereiro, no valor de US$ 655 milhões. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, os embarques ao exterior somaram 2 milhões de toneladas e US$ 1,4 bilhão, com aumento de 46,8% em volume e de 89,3% em valor.

Os dados do IABr mostram que a importação de produtos siderúrgicos sofreu retração de 19,3% em 2011. O volume atingiu em janeiro e fevereiro 601 mil toneladas importadas. Já o consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos somou 2 milhões de toneladas (8,8%) em fevereiro, atingindo no bimestre 4,1 milhões de toneladas (5%).

Lopes afirmou que a grande preocupação do setor é com a questão do câmbio. “A apreciação do real de forma muito forte fez com que nós tivéssemos um recorde de importação em 2010, o que elevou o consumo”. Ele explicou que grande parte disso – mais de 20% – foi devido às importações, por conta do câmbio, “além da guerra fiscal, que está sendo atacada agora”.

A expectativa do IABr é que o setor siderúrgico experimente em 2011 um crescimento interno mais sustentado, por causa dos programas especiais, entre os quais indicou a Copa de 2014 e a área de petróleo e gás. “Então, a gente sai desse patamar baixo [de consumo] de 100 quilos por habitante. Mas, de outro lado, fica uma interrogação muito grande em relação à questão cambial. A gente não pode correr o risco, como se teve no ano passado, de ter essa vulnerabilidade enorme para efeito de importação”, disse o presidente do IABr.

Presidente da Firjan considera “histórico” discurso de Obama no Theatro Municipal

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, considerou como “histórico” o discurso feito hoje (21) pelo presidente norte-americano, Barack Obama, no Theatro Municipal.

A impressão de Eduardo Eugenio foi “a melhor possível”. Destacou que além de ter mostrado que o Brasil e os Estados Unidos têm uma história parecida, uma vez que ambos foram descobertos e colonizados por europeus, os dois povos buscam a democracia.

“O recado que ele [Obama] deu é que o maior valor para os povos brasileiro e americano é a liberdade”. Na área econômica, Vieira elogiou a sugestão dada por Obama de o Brasil ser tratado de igual para igual com os Estados Unidos.

O presidente da Firjan citou as palavras de Obama durante o discurso, nas quais reiterava que os dois países são iguais e, como tal, podem fazer parcerias muito profundas, de interesse dos dois povos.

*Com informação da Agência Brasil.

Público aguarda a chegada do presidente dos EUA, Barack Obama, em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 20 de março de 2011.
Público aguarda a chegada do presidente dos EUA, Barack Obama, em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz pronunciamento para uma plateia de mais de 2 mil convidados, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 20 de março de 2011.
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz pronunciamento para uma plateia de mais de 2 mil convidados, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e a família, assiste espetáculos culturais na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, em 20 de março de 2011
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e a presidenta Dilma Rousseff.
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