Em Salvador, IPAC reinicia Conversando sobre Patrimônio

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Arquitetos, engenheiros, historiadores, sociólogos, antropólogos, educadores e profissionais de outras áreas do conhecimento estão se reunindo, mensalmente e até final deste ano (2011), no auditório do Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador. O objetivo é aprofundar e discutir questões acerca de intervenções que visam a salvaguarda dos patrimônios culturais baianos, sejam eles, materiais ou imateriais.

Trata-se do projeto Conversando sobre Patrimônio, criado e mantido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) responsável pela política pública de preservação e difusão dos bens culturais baianos. Cerca de 40 técnicos estaduais participam de cada encontro.

A duas primeiras reuniões contaram com a presença do secretário estadual de Cultura, Albino Rubim. “Esses seminários são da maior importância já que a secretaria e seu corpo técnico devem ser capazes de desenvolver reflexões críticas acerca das suas responsabilidades e dos trabalhos que desenvolvem”, diz Rubim. O secretário alerta que um dos desafios é atender as demandas dos patrimônios culturais na realidade da complexidade contemporânea. “Com essas análises, reflexões e busca de soluções conseguimos resultados mais efetivos para a salvaguarda dos bens culturais”, comenta.

“A idéia é proporcionar troca de experiências e discutir ações futuras ou que já estejam acontecendo em algum dos 417 municípios baianos sob a responsabilidade do IPAC”, informa a chefe de gabinete da instituição, Lícia Cardoso. O projeto foi iniciado desde 2007, mas é interrompido durante períodos de feriados, carnaval, São João, Natal e festividades de final de ano.

Nessa retomada em 2011, já foram discutidos estudos sobre a poligonal do tombamento estadual da Soledade, em Salvador, durante duas reuniões. As próximas temáticas serão os Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina, o Guia de Arquitetura e da Paisagem de Salvador e do Recôncavo, e a Reformulação da lei estadual de Patrimônio.

Salvaguarda de terreiros de candomblé, patrimônio imaterial e festas populares e preservação de sítios urbanos, também serão discutidos. “Pretendemos conhecer, igualmente, experiências bem-sucedidas de outros estados brasileiros, como o ICMS cultural de Minas Gerais que já tem cerca de 20 anos implantado”, completa Lícia Cardoso

Algumas dessas ações discutidas integram o convênio de cooperação técnica entre IPAC e Universidade Federal da Bahia (Ufba). Os Circuitos Arqueológicos foram realizados em parceria com o Departamento de Arqueologia da Ufba que contou, ainda, com aporte de recursos dos Editais do IPAC. Já os estudos sobre a Soledade foram realizados com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. “É fundamental que técnicos estaduais troquem know how, metodologias e dados com pesquisadores universitários, proporcionando melhoria efetiva das políticas públicas”, finaliza a chefe de gabinete do IPAC.

Os estudos da Soledade foram apresentados pelo professor Luiz Antônio Cardoso do Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos da Ufba. “Essa iniciativa abre interlocução entre a academia e a sociedade, reduzindo a distância entre o que se discute em um vetor e o que se faz no outro”, afirma Cardoso. Outras informações sobre ações do IPAC são disponibilizadas no site www.ipac.ba.gov.br.

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