Em entrevista, Tarcízio Pimenta alerta: “as pessoas não vão investir se não encontrem as condições básicas para a implantação de industrias”

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Tarcízo Pimenta: Ninguém vem aplicar os recursos ou trazer investimentos para a cidade se não encontrar as condições básicas e necessárias para a implantação de suas empresas.
Tarcízo Pimenta: Ninguém vem aplicar os recursos ou trazer investimentos para a cidade se não encontrar as condições básicas e necessárias para a implantação de suas empresas.
Tarcízo Pimenta: Ninguém vem aplicar os recursos ou trazer investimentos para a cidade se não encontrar as condições básicas e necessárias para a implantação de suas empresas.
Tarcízo Pimenta: ninguém vem aplicar os recursos ou trazer investimentos para a cidade se não encontrar as condições básicas e necessárias para a implantação de suas empresas.

O prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta (PDT), comenta — em entrevista concedida nesta quarta-feira (09/03/2011) ao Jornal Grande Bahia (JGB) — sobre a crise na política industrial identificada no município.

Confira a entrevista

JGB — Prefeito Tarcízio Pimenta existe uma queixa por parte de vários empresários, sobre a dificuldade em implantar indústrias em Feira de Santana. O CIS (Centro Industrial do Subaé) não dispõe de áreas. O senhor em algum momento foi procurado pelo secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, para debater essa questão?

Tarcízio Pimenta — Essa questão já estamos debatendo há algum tempo. A prefeitura tem colocado como instrumento importante nesse processo a criação do setor industrial norte, que é justamente o setor que vai em direção a UEFS. Essa é a área que temos para crescer do ponto de vista industrial.

Agora, é preciso que o governo do estado acene de uma forma rápida para a questão de estruturação e de estudo para que junto com a prefeitura possamos empreender e estabelecer o parâmetro de crescimento industrial da cidade. Só essa parte da cidade pode, hoje, crescer.

JGB — Existem, neste momento, mais de 60 empresas tentando se instalar em Feira de Santana. Isto representa quanto em perda de impostos, empregos para o município?

Tarcízio Pimenta — O que não falta é a todo o momento são empresas querendo se instalar em Feira. O que está faltando realmente é área. Esse setor industrial tem que ter o aval, tem que ter o apoio da prefeitura, porém deve ter a chancela do estado. O estado é uma fonte de captação de empresas, principalmente, no que diz respeito às questões fiscais e de infraestrutura. Ninguém vem aplicar os recursos ou trazer investimentos para a cidade se não encontrar as condições básicas e necessárias para a implantação de suas empresas.

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Sobre Carlos Augusto 9657 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).