Em entrevista exclusiva o deputado federal Fernando Torres fala sobre reforma política e CPMF

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Em entrevista exclusiva o deputado federal Fernando Torres fala sobre reforma política e CPMF.
Em entrevista exclusiva o deputado federal Fernando Torres fala sobre reforma política e CPMF.

Durante o aniversário do deputado estadual Carlos Geilson (PTN), no sábado (26/02/2011), na residência de Wilson Paes Cardoso, em Feira de Santana. O deputado federal Fernando Torres (DEM-BA) falou, com exclusividade, ao Jornal Grande Bahia (JGB) sobre a obtenção de recursos federais para a cidade de Feira de Santana mesmo sendo da oposição, da sua opinião quanto à reforma política, financiamento público de campanha, fidelidade partidária, retorno da CPMF e das críticas que teria feito ao secretário da agricultura Ozeny Moraes: “Eu não tenho criticado o secretário Ozeny. Porém, acho que em determinado momento um secretário pode ser trocado porque o governo precisa avançar”.

JGB – Sobre os recursos federais, o que o senhor tem feito para canalizá-los para Feira de Santana?

Fernando Torres – Eu, particularmente, vou bater na porta de ministérios e autarquias para pedir recursos para Feira e com certeza este ano virá recursos para a cidade. Fruto do trabalho feito pelo por mim e pelo prefeito Tarcízio Pimenta que esteve comigo em Brasília.

JGB – Mesmo o senhor fazendo parte da bancada oposicionista ao governo da presidente Dilma Rousseff?

Fernando Torres – Mesmo fazendo parte da bancada de oposição o deputado federal tem direito a colocar ementas parlamentares, temos direito de colocar 13 milhões anual para os munícipios. Claro que por ser de oposição o governo não paga isso. Mas, aquilo que paga irei cobrar. Tem autarquias e ministérios que não fazem politicagem e sei que com um bom projeto conseguirei os recursos.

JGB – O senhor teve a oportunidade de ser legislativo nas três estâncias, e hoje, o senhor está no legislativo federal. Qual o segredo para esse crescimento político?

Fernando Torres – O segredo é ter sempre ética, ser honesto e fazer sempre uma campanha séria. Tem algumas pessoas que acham que se pode comprar voto. Eu acho que existe compra de voto. Eu não seria hipócrita ou demagogo para dizer que não existe a compra de votos.

Agora, posso dizer que não existe compra de votos por mim. Nunca na minha vida política fiz campanha comprando votos. Agora, claro que toda campanha precisa de dinheiro, não tem como um carro de som andar sem combustível, não tem como colocar panfletos na rua sem pagar à gráfica. Na minha campanha gastei entre 600 a 700 mil reias.

JGB – Deputado o congresso inicia o debate em torno da reforma política. Não é a hora de o congresso encarar a necessidade do financiamento público de campanhas?

Fernando Torres – Com certeza. O financiamento público de campanhas tem que existir. Agora, temos que discutir as formas e os critérios de como ele será feito para que o financiamento não seja apenas mais uma forma de “engordar os bolsos” dos políticos. Eu sou a favor de uma reforma política, mas nela deve ser discutido alguns pontos. Eu mesmo não tenho uma opinião se é bom lista fechada, se é bom financiamento público de campanha, se é bom voto distrital.

JGB – O senhor é a favor ou não do financiamento público de campanha?

Fernando Torres – Inicialmente, eu sou a favor do financiamento público de campanha, mas também, sou a favor de que se tenham critérios.

JGB – E quanto à questão da fidelidade partidária?

Fernando Torres – Sou a favor da fidelidade partidária. Porém, não dou a favor que um político um político fique o resto de sua vida num partido político. Novamente, acho que deve ter critérios. A fidelidade partidária passou, mas não se falou que o político a partir de um determinado momento possa sair do partido. Assim, repito que esse e outros assuntos políticos devem ser debatidos.

JGB – O seu partido fechou questão quanto ao fim da CPMF e há uma discussão muito grande, hoje, para que retorne esse tipo de contribuição. O senhor se posicionará contrário ou favorável ao retorno da CPMF?

Fernando Torres – O partido [DEM] fechou questão e não me consultou se sou contra ou a favor da CPMF. Eu quero debater para onde vai realmente o dinheiro dessa contribuição. Se o dinheiro for para a saúde pública eu sou favorável porque a saúde pública precisa melhorar, se o dinheiro não tiver um destino certo, vou votar contrário.

JGB – O seu colega de congresso o deputado Rui Costa (PT-BA) é favorável ao regresso da CPMF, condicionado a uma reforma tributária. O que o senhor acha disso?

Fernando Torres – Esses assuntos estão vindo a pauta agora. Acho cedo para que deputado emita uma opinião que possa rapidamente ser mudada. Por exemplo, não vou dizer aqui a você que sou contra a CPMF porque a minha opinião pode mudar, desde que o governo me convença para onde vai o dinheiro.

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