Dilma Rousseff vai pedir a Obama mais bolsas de estudo para brasileiros nas universidades americanas. Confira as notícias sobre visita de Obama

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Visita de Obama tem caráter simbólico, diz Sarney

A visita do presidente americano ao Brasil, neste fim de semana, terá um caráter muito mais simbólico do que “mudanças imediatas” na relação entre os dois países. A afirmação é do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para quem o Brasil e os Estados Unidos têm, hoje, uma “relação madura, boa e estabilizada”.

“Sobretudo é um gesto simbólico, porque todos os interesses estratégicos dos Estados Unidos estão estabilizados a partir da América do Norte”, disse o presidente do Congresso Nacional, que participará do almoço oferecido a Obama, no sábado (19/03/2011), no Itamaraty. O cardápio inclui picanha, farofa e baião de dois (prato sertanejo feito com feijão de corda, paio, arroz e queijo de coalho).

Parcerias nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação, assim como acordos econômicos e comerciais, deverão dominar as conversas de Obama com a presidenta Dilma Rousseff no sábado. Os assuntos terão destaque no comunicado conjunto que será feito pelos dois presidentes.

Os assessores brasileiros e norte-americanos finalizam nove textos que deverão ser assinados estabelecendo acordos, memorandos e comunicados comuns. Dilma e Obama farão uma declaração conjunta à imprensa no fim da manhã de sábado, depois da reunião das duas delegações.

Brasil quer relação de igual para igual com Estados Unidos, diz Patriota

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou hoje (17) que a visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no próximo fim de semana deve representar, sobretudo, o estabelecimento de um novo patamar nas relações entre os dois países. Ele disse que o Brasil quer uma relação de igual para igual, sem confrontação.

“O Brasil quer uma relação de igual para igual. As circunstâncias no mundo de hoje favorecem isso”, afirmou o chanceler. “O Brasil se consolidou como democracia”, acrescentou, lembrando que as fontes renováveis no Brasil são 45% da matriz e que os brasileiros estão envolvidos em vários temas de interesse global.

Patriota disse que o governo do Brasil participa de várias frentes de articulação na América Latina, na África, no Oriente Médio e nos países desenvolvidos. “Estamos em articulação com os nossos vizinhos e com o mundo em desenvolvimento, que oferecem frentes múltiplas de cooperação. Queremos multipolaridade da cooperação, não da rivalidade, do protagonismo e da confrontação”, afirmou.

Segundo o chanceler, a expectativa é que Obama sinalize favoravelmente à reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao ingresso do Brasil como membro permanente. Ele reconheceu, no entanto, que apenas a sinalização não resolverá o impasse que há no órgão em decorrência da divergência interna – dos favoráveis e dos contrários à reestruturação do conselho.

“Uma manifestação dos Estados Unidos não vai afetar dramaticamente os acontecimentos, pois envolve entendimentos nas Nações Unidas, a aprovação da maioria de dois terços [dos 15 integrantes do conselho, ou seja, o apoio de dez países] e a ratificação dos cinco membros permanentes. [Mas] um discurso dos Estados Unidos é um dado significativo”, disse Patriota.

O ministro ressaltou que Obama, em 2009, já havia indicado que tinha interesse em conhecer o Brasil. Segundo ele, esta é a nona visita de um presidente norte-americano ao Brasil e ocorre na melhor fase vivida no país.

“Dos nove presidentes americanos que visitaram o Brasil, esta será a ocasião em que um presidente norte-americano encontrará o país em melhores condições econômicas, políticas e com um perfil internacional elevado, uma diplomacia muito ativa, um alcance verdadeiramente global da diplomacia”, afirmou.

Obama pode ganhar de presente de Dilma livro com imagens do Brasil

Tradicionalmente, as autoridades estrangeiras que visitam o presidente da República no Brasil ganham presentes. Mas para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda está indefinido o que a presidenta Dilma Rousseff oferecerá. Os assessores estão às voltas com várias opções, como livros com fotografias de paisagens brasileiras, uma coleção com gravuras nacionais, peças de artesanato ou um conjunto de gravações de música popular brasileira (MPB).

A cerimônia de troca de presentes faz parte do protocolo de visitas dos chefes de Estado e de Governo. Porém, a entrega dos presentes nem sempre é feita pelas próprias autoridades. No caso de Obama e Dilma, por exemplo, embaixadores representarão cada presidente.

Do lado brasileiro, a chefe do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores, Maria de Lujam Vinkler, é que entregará o presente ao diplomata norte-americano que representará Obama.

No último governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alguns presentes fora do tradicional. O presidente da Bolívia, Evo Morales, presenteou Lula com uma manta típica dos indígenas andinos. Do rei Abdullah, da Arábia Saudita, Lula ganhou uma espada em ouro vermelho incrustada de rubi.

Dilma vai pedir a Obama mais bolsas de estudo para brasileiros nas universidades americanas

Ao se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no próximo sábado (19), a presidenta da República, Dilma Rousseff, irá tratar da disponibilidade de vagas para brasileiros em instituições de ensino americanas. “Nós queremos vagas e oportunidade nas grandes faculdades e grandes universidades americanas”, disse em discurso em Uberaba (MG). Segundo Dilma, nenhum país chegou ao patamar de desenvolvimento que o Brasil ainda precisa alcançar sem apostar na qualificação de jovens, cientistas, e técnicos. Sem dar detalhes, a presidenta afirmou que lançará o Programa Nacional de Ensino Técnico.

Em Uberaba, Dilma participou de cerimônia onde foi assinado um protocolo de intenções entre a Petrobras, o governo de Minas Gerais e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para a construção de uma fábrica de amônia na cidade.

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