Dilma diz que não é preciso derrubar o crescimento para controlar a inflação e que Brasil precisa ser autossuficiente em fertilizantes

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Dilma diz que não é preciso derrubar o crescimento para controlar a inflação

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (17/03/2011) que não é preciso derrubar o crescimento econômico do país para conter a inflação. Dilma afirmou que esse controle pode ser feito com a manutenção do crescimento e o aumento da oferta de bens e serviços, o que gera empregos. A presidenta disse ainda que não negocia com a inflação.

“Temos que pensar que quanto mais crescemos, mais equilibrado será nosso crescimento e não o inverso. Tem gente que acha que você só controla a inflação derrubando o crescimento econômico, mas só se controla a inflação controlando a inflação e não negociando com ela. Também se controla a inflação fazendo o país crescer, aumentando a oferta de bens e serviços. Que o país possa ter oferta de bens e serviços que gerem uma coisa preciosa que é o emprego”, disse ao discursar em cerimônia em Uberaba (MG).

A presidenta afirmou também que o Brasil não pode ter uma taxa de crescimento semelhante a um “voo da galinha” que tem altos e baixos. “Queremos um crescimento constante que se mantenha. Vai ter anos que vamos crescer muito mais, mas queremos manter um patamar de crescimento”.

Dilma fez hoje a primeira visita a sua terra natal, Minas Gerais, após assumir a Presidência da República. Ela participou da cerimônia de assinatura de um protocolo de intenções entre a Petrobras, o governo do estado e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para a construção de uma fábrica de amônia em Uberaba (MG).

Dilma diz que Brasil precisa ser autossuficiente em fertilizantes

A presidenta da República, Dilma Rouseff, afirmou hoje (17) que o Brasil irá perseguir a autossuficiência na produção de fertilizantes, insumos essenciais na produção agrícola e que influenciam diretamente no preço dos alimentos que chegam aos consumidores brasileiros. Dilma informou que será explorada a reserva de potássio localizada na Amazônia, de propriedade da Petrobras. A reserva é considerada uma das maiores do mundo, segundo Dilma.

“Nos queremos ser autossuficientes em fertilizantes. É um absurdo importar 60% [do consumo interno] por que vamos ficar na mão sempre de oscilações muito grandes do mercado. Vai ter momentos que eles [os fabricantes de fertilizantes] vão cobrar de nós preço de ouro”, disse ela em discurso na cidade mineira Uberaba, acrescentando que o Brasil irá investir cerca R$ 11 bilhões na área de fertilizantes. A presidenta lembrou que durante a crise financeira mundial de 2008, que provocaram a alta dos preços dos alimentos, o governo tomou a decisão de aumentar a produção brasileira de fertilizantes.

Na cerimônia em Uberaba foi assinado um protocolo de intenções entre a Petrobras, o governo Minas Gerais e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para a construção de uma fábrica de amônia na cidade. Assim como o potássio, a amônia é usada para a produção de fertilizantes e, com a fábrica, a intenção é reduzir a necessidade de importação de amônia, que atualmente vem, principalmente, de Trinidad e Tobago e da Venezuela.

A estimativa da Petrobras é que a fábrica produza 520 mil toneladas de amônia por ano, tornando a região do Triângulo Mineiro o principal polo de fertilizantes fosfatados do país, para que atenda a demanda dos estados de Mato Grosso, Goiás e parte de São Paulo.

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