Repórteres brasileiros são detidos e expulsos do Egito

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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No mesmo dia em que repórteres de jornais brasileiros tiveram seus quartos de hotel invadidos por policiais em busca de equipamentos no Egito, profissionais da Rádio Nacional e da TV Brasil foram detidos, vendados e tiveram passaportes e equipamentos apreendidosna quarta-feira 2 de fevereiro, informou o portal IG.

O repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e o cinegrafista Gilvan Rocha, da TV Brasil, passaram a madrugada de quinta-feira trancados em uma delegacia do Cairo, em uma sala sem janelas e com apenas duas cadeiras e uma mesa, segundo informações da Agência Brasil. “Em um primeiro momento, achei que seríamos fuzilados, porque nos colocaram de frente para um paredão, mas, graças a Deus, isso não aconteceu”, afirmou Corban.

Eles voltarão ao Brasil na sexta-feira. Os dois foram obrigados a assinar um documento se comprometendo a deixar o país, informou o Estado de S. Paulo.

Jornalistas de vários países tem sido ameaçados, atacados, agredidos e até sequestrados no Egito durante a cobertura das manifestações contra e a favor do presidente Hosni Mubarak, provocando protestos no mundo todo.

Este blog é produzido pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas em Austin, e financiado pela John S. and James L. Knight Foundation.

Jornalistas brasileiros relatam invasão de seus quartos pela polícia no Egito

Policiais armados invadiram um hotel onde estão hospedados jornalistas que cobrem osprotestos contra e a favor do presidente Hosni Mubarak em Cairo, no Egito. Entre os profissionais que tiveram seus quartos vasculhados estão os repórteres brasileiros Fernando Duarte, do Globo, Samy Adghirni, da Folha de S. Paulo, e Jamil Chade, do Estado de S. Paulo, informou o UOL Notícias. O prédio fica na praça Tahrir, epicentro das manifestações. Repórteres de vários países vem sendo ameaçados, atacados, detidos e até sequestrados no país.

Os homens estavam atrás de câmeras fotográficas e de vídeo, já que equipes como a da rede de TV americana CNN estão usando as sacadas para fazer imagens dos conflitos, explicou a Folha. O enviado especial do jornal ao país contou que três pessoas entraram em seu quarto e o vasculharam em busca de tais equipamentos. Segundo ele, o trio estava de terno e gravata e sem nenhuma identificação. Depois de checar o cômodo, ele saíram sem levar nada, mas antes avisaram que o uso de câmeras estava proibido. O site da publicação disponibiliza o áudio do relato do jornalista.

Já o repórter do Estadão teve seu quarto invadido por seis homens, três deles armados. Eles também procuraram por câmeras e avisaram que seu uso não era permitido.

O envidado especial do Globo ao Egito escreveu: “Meu quarto é invadido por quatro seguranças do Ramsés Hotel ordenando o fim de imagens dos tumultos. Depois de ver o Exército invadir o 24º andar para confiscar câmeras da al-Jazeera na terça-feira, obedeço sem um pio”.

*Com informações do Knight Center

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